Mostrando postagens com marcador Laura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Laura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Se busca por padrão, não precisa ler esse post

O tal do isolamento social mudou um pouco minha relação com algumas coisas, sim, embora algumas indicações por aqui continuem muito parecidas com o meu eu de 5 meses atrás.. Quer dizer: não temos padrão.

Se quiser um livro pra distrair a cabeça, leia Eleanor e Park e se quiser se organizar melhor na vida não precisa ler o Milagre da Manhã não, mas vale saber do que se trata e tentar aplicar na sua rotina na medida do possível. 
Porque assim, é chato sim o super discurso de superação e você é capaz só precisa começar, porém: nos dois momentos da vida em que tentei aplicar algumas dessas dicas de acordar mais cedo do que o habitual para fazer coisas pra mim e por mim, eu realmente me senti muito bem. Então não custa tirar a parte que não vale pra gente de lado e absorver o que pode nos ajudar de alguma forma

Sobre música, indico dois extremos que me fazem super bem: minha playlist de sertanejo do Spotify e o perfil do Pedro Sampaio, enquanto o primeiro me faz cantar a sofrência que conheci lá quando criança e adolescente (então sei todas as letras), o segundo me dá vontade de jogar tudo pro alto e sair dançando pela casa - pra não dizer rebolando até o chão porque infelizmente só faço isso bem em pensamento.

Já em termos de de canal do YouTube, apesar de eu continuar vendo todos os vídeos do Chata de Galocha, como faço há anos, acompanhando receitas, conteúdos leves e essa família fofa, eu comecei a seguir, por exemplo, a Pri Leite: uma professora de Yoga que tem muitas video-aulas disponíveis, inclusive para iniciantes como nós. E também estou maratonando os vídeos da Carol Moreira sobre Dark, porque só ela mesmo pra me ajudar a entender as conclusões que de alguma forma eu já havia chegado, mas não sabia.

De podcast, eu sempre vou indicar o Bom dia, Obvious pra um bate-papo mais levado a sério, o É noia minha? pra rir muito e O assunto pra se informar.

Agora se você quiser um filme pra se chocar e ficar agoniadíssimo, sim, assista Mother! Se a ideia for só se distrair, veja O estagiário. Sei lá.. eu gostei

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Boa noite

Minhas noias
Por Laura Reis 

Em homenagem à nossa querida escritora, roteirista e podcaster Camila Fremder, nessa semana vamos trazer ao público as nossas noias.
A regra é clara: sem julgamentos, só apoio moral, viu?

E pra já começar causando e sem querer levantar bandeira de terraplanista, mas já decepcionando todo mundo: eu não consigo realizar na minha mente que a terra é redonda se não existe uma super descida em algum momento. E não venha me falar sobre gravidade porque essa é outra coisa que não entra muito na minha cabeça.
Desculpa, mundo. Sou de humanas e talvez meio ignorante.

Agora um fato muito importante sobre mim é que eu não gosto de jeito nenhum de ser a última a falar alguma coisa na hora de dormir, quando tô dividindo o quarto com alguém.
Desde novinha, quando ia dormir na casa de amiga eu faço questão de falar bem rápido o “boa noite” que é pra pessoa responder e eu ficar tranquila sobre não ter tido a última palavra ali… é como se eu não quisesse ser ignorada em mais um momento do meu dia #drama.
Agora quando a pessoa me responde e emenda outro comentário travestido de pergunta, eu fico possessa e me esforço ao máximo pra construir um raciocínio ali, prestes a dormir, que obrigue o outro a me responder novamente.
Nem que seja repetindo o boa noite até funcionar.

Por outro lado, eu sempre quero ser a última pessoa a falar alguma coisa numa discussão por mensagem escrita - mesmo que isso signifique ser ignorada.
Como eu tenho receio de ficar sem explicar algum ponto do meu pensamento/sentimento, ser mal interpretada ou pior: esquecer tudo o que queria falar em dez minutos, se entro numa discussão eu preciso contextualizar tudo e usar todos os argumentos possíveis pra validar o meu lado naquela discussão.
Mesmo que dali a poucas horas eu já não faça mais ideia do motivo pelo qual aquilo começou ou se eu realmente concordo comigo mesma.

Pra terminar numa vibe ainda mais baixa... eu sempre acho que a minha fase já passou: aos 15 anos eu era muito caprichosa, seria uma excelente funcionária; aos 21 anos eu tinha um olhar muito único e poético, seria uma fotógrafa incrível.
Só que a agora eu tenho 31, né? As costas doem, as contas chegam e nem sempre deixo de julgar o outro. O resultado é ficar insegura com o julgamento alheio, sempre.

E vocês, me falem mais sobre vocês..

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Comida Afetiva

Tema: Conto continuado
Por: Laura Reis

Naquela noite de terça-feira, chegamos exaustas em casa: Helena havia passado a tarde inteira por conta de todos os meninos, que ficaram sem aula porque a professora precisou fazer uma consulta de emergência.
Apenas mais tarde que os colegas de Allan iriam embora.. então precisávamos pensar não somente em uma refeição que agradasse a todos - um trauma pra mim que sempre fugi da cozinha, mas também em, pelo menos, nove opções de entretenimento.
Mesmo tendo trabalhado até muito tarde na empresa, sabia que Helena precisava mais daquele "descanso" que era ficar no sofá enquanto todos assistiam, pela décima vez, a mágica do tal youtuber do momento. Era claro o truque que ele usava, mas enfim... não é hora de refletir sobre gosto duvidoso de crianças tão pequenas.
Olhei pra geladeira, olhei pro aplicativo de comida no celular e ouvi lá da sala:

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Bobagens importantes s2

Tema: Não me leva a nada, mas amo! 
Por Laura Reis

É difícil pensar que alguma coisa nessa vida não nos leva a nada sem começar a ser aquela pessoa super otimista, que só vê o lado positivo das coisas, tenta ponderar e pode vir a ser a chata do rolê - mesmo que em pensamento.

A primeira coisa que me veio à cabeça ao ver a tela em branco e precisar escrever sobre esse tema, por exemplo, foi a minha coleção de caderninhos nos quais eu jamais vou escrever um número ou risco sequer.

Como não escrevo ou desenho neles, parece inútil ter mais de 30 unidades ocupando um espaço aqui na minha estante, né? Só que, quando paro pra observar ou mesmo quando limpo cada um deles, uma sensação boa aparece por aqui: saudade de pessoas que são importantes na minha história e que me presentearam, risos por lembrar de momentos em que comprei ou ganhei algum, a lembrança - nem sempre tão tão distante - de como a escrita e a leitura estiveram tão presentes na minha rotina; a satisfação em ver capas bonitas, páginas coloridas ou costuras tão bem feitas e o sentimento possessivo de “é meu! s2”, que é muito meu mesmo.

E, claro, pode parecer também que divagar sobre essas coisas simples da vida, como uma coleção de cadernos, seja uma bobagem que não leva a nada, mas pra mim essa também é sim, uma bobagem muito importante. E eu amo.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Não gosto de surpresas

Tema: Verdades Secretas
Por Laura Reis

A grande verdade é que eu não tô sabendo muito o que fazer essa semana e que o dia de hoje, em específico, foi muito estranho e muito diferente da minha última segunda-feira por exemplo.

Naquela segunda-feira em que eu estava ansiosa para terminar o trabalho mais cedo pra poder ajeitar minhas coisinhas em casa e curtir o fim do meu dia especial com quem eu mais amo: eu mesma.

Aí do nada apareceram quarenta e vinte pessoas gritando e cantando um parabéns horrível e descoordenado - foi até bom não ter gravado, porque com o passar do tempo a gente pode mudar essa memória e achar que era uma cantoria linda -, mas, claro, cheio de carinho e amor como eu mereço.

Em certo momento da minha vida eu disse que odiava surpresas e o fato é que eu não gosto de ser incluída nas coisas, detesto ser a única que não sabe o que está acontecendo. Nunca gostei nem de faltar de aula porque tinha receio de não entender os comentários e piadinhas do dia seguinte, por exemplo (e talvez só por isso eu não faltei tantas vezes à aula como outros adolescentes, mas enfim…).

Portanto a verdade é que, sim, não gosto de surpresas porque gosto de participar dos processos. A parte secreta é que, uai.. de repente se o fim do processo for eu sendo surpreendida positivamente, fiquem aí com seus segredos então, gente..
(Mas depois me conta tudo, por favor?)

Inclusive ainda espero um relatório de como foi a organização da minha festa de aniversário online hein? Obrigada fãs, amo vocês <3 p="">

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Tá diferente, ela

Tema: Nova fase*
Por Laura Reis


1 - Em dado momento da minha vida eu odiava batom, assim, odiava. Suponho que tenha sido na época do aparelho fixo, mas enfim… superei. Amo.

2 - Me lembro como se fosse hoje, há 13 anos como eu era capaz de tirar foto de tudo quanto é coisa, detalhe, porta, pé e achava a coisa mais linda e poética do mundo. Parece que esse mesmo mundo endureceu um pouco esse coração. (Vamo mudar isso, Laura.)

3 - Quando pequena - naquela época que em que você fingia que ajudava nas tarefas de casa, o que eu mais AMAVA era rapar o chão. Corta pra 24 anos depois. Pior coisa.

4 - Há boatos que um dia eu disse “eu JAMAIS sairei de Patos.. deixar minha mãe? Nunca!”. E cá estamos na quarentena, afastada por alguns quilômetros (mas sempre juntinhas no cuore).

5 - Outra lenda que ouvi é que já fui muito calada, não gostava de emitir opiniões pra nada. Hoje em dia se não tem assunto, eu invento e fico no “que mais? que mais? e você, não acha nada?”, até sozinha, tadinha da moça.


BÔNUS: sim, eu voltei pras segundas-feiras. até eu mudar de fase de novo né...


*Gostava/não gosto mais; era/não sou mais

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Nem Ele agradou a todos...

Tema: Cultura do cancelamento
Por Laura Reis

- Pronto, acabou.
- Aconteceu alguma coisa, Senhor?
- Consegui acabar com a internet, Miguel
- Mesmo? Depois de tanto tempo… como o Senhor conseguiu?
- Ah, eu joguei uma ideia na cabeça de um jovem e ele começou a cancelar as pessoas por lá
- Cancelar? Como assim?
- Eles começaram a usar esse termo quando “alguém que faz alguma coisa que outro alguém não concorde”.. Isso já tem um tempo, mas agora em 2021 esse primeiro alguém tem o acesso bloqueado para sempre
- E sobrou alguém nessa história?
- Claro que não, meu anjo. Inclusive parece que perdi meu acesso agora.
- E o que o Senhor vai fazer?
- O que todos deveriam: cuidar da minha própria vida e parar de vigiar eles por aí

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Morreu de tédio

Tema: Acróstico*
Por Laura Reis

q

Logo ela, tão focada em entregar suas tarefas no prazo estipulado (por ela mesma) e com total atenção a todos os detalhes. Foi numa quinta-feira, assim, bem no meio da manhã superprodutiva que se pegou olhando para o celular no meio de uma reunião importante.

Acordara de bom humor naquele dia, preparou o café costumeiro, cujo aroma forte a fazia ter mais estímulo para começar a rotina matinal, há tanto estabelecida.

Um play na série preferida antes de começar a leitura não faria mal - pensou, estranhando o próprio comportamento, mas sentindo uma pontinha de adrenalina correndo pelo corpo. Aquilo parecia tão diferente de todos os últimos anos, em que tinha horários até mesmo para trocar mensagens com a família.

Reza a lenda que desde que perdeu uma amiga num dia completamente caótico, essa mania de seguir à risca seus próprios planos e passos - traçados sempre às 20h do dia anterior, havia se estabelecido. Assim era seguro e assim, enquanto viva estivesse, manteria os seus queridos e confortáveis hábitos.

Até que, durante a noite da mesma quinta-feira e, como sempre planejara em sua cabeça, passou dessa pra melhor. Abriu os olhos e percebeu: estava no paraíso. Agora não precisa mais de regras. Nunca mais morreria de tédio.

*um texto cujos parágrafos começam com a letra do nosso nome

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Culpa, looks e muito mais do que um post feito às 23h50...

Tema: Procrastinação
Por Laura Reis
"e se eu deixar pra amanhã?"

Stress. Culpa. Improdutividade. Vergonha.
Quando você procura por procrastinação essas palavras aparecem para descrever os sentimentos que afloram no procrastinador.
E todos eles têm uma relação direta com aquilo que acreditamos que os outros pensam de nós ao adiarmos algo. É o tal do medo de ser julgado dando oi.
E por que temos tanto medo de ser julgados? Porque vivemos julgando os outros, meus queridos.
Isso mesmo, porque você me julga, eu te julgo e nessa brincadeirinha sem graça ninguém fica confortável ou livre o suficiente para mudar a prioridade de suas escolhas ou, quiçá, desistir de alguma coisa.
Por isso aqueles itens referentes aos cursos que queria fazer, lá do meu check list das férias, ficaram pra trás… porque eu não quis assumir pra mim mesma que as férias seriam para des-can-sar e porque parece que todo mundo está estudando e só eu tô aqui, perdendo tempo de vida sem aprender uma coisa nova.
E sim, eu realmente estou perdendo tempo porque há tantas coisas interessantes nesse mundo para serem descobertas. Mas também há tanto que não tenho vontade nenhuma de me aprofundar… e por que continuar insistindo nesses itens da lista?
Porque desistir é como vestir a carapuça da culpa, da improdutividade e da vergonha e, convenhamos, não estamos preparados pra assumir esses looks.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Que 2020 me surpreenda, eles disseram

Tema livre
 (só que não muito, né amigos..)
Por Laura Reis

Print tirado do app do Headspace s2

Pensaram que eu não daria o ar da graça nesse retorno, em pleno 2020 turbulentosinho, né? Pois quase acertaram..
Como bem consta aqui do lado direito - se você estiver na versão para web deste site, minha presença nesse evento de mais de década que é o Guaraná, costumava acontecer às segundas-feiras.

No entanto apesar de o meu cenário ser um dos mais favoráveis desse momento da pandemia, meu psicológico tem ficado abalado ao pensar em fazer atividades como escrever um post pra cá - coisa que há 4 anos fazia sem nem pensar. As coisas mudam, minha gente.
Enfim, a pessoa aqui trabalha de carteira assinada e não teve o trabalho totalmente atingido pela turbulência, exceto pela aplicação de home office e as temáticas das comunicações internas que passaram a ser praticamente uma só.

De resto, acontece que eu tinha uma viagem marcada de modo que, neste momento em que lhes escrevo, estaria acordando num airbnb e me preparando para ir à praia.
Eis que os planos mudaram e eu, que amo ficar na minha casinha e curtir minha própria companhia me vi com a cabeça ainda mais cheia de pensamentos como o que vou fazer pra comer, será que o que tenho vai dar pra mais de uma semana, que cômodo vou limpar, que dia vão começar a me multar quando eu descer o lixo, qual curso vou começar primeiro já que me inscrevi em mais de dez e não haverá tempo hábil pra tudo isso, etcétera.

E uns 4 checklists enormes depois, cá estou eu ainda sem cumprir metade deles porque do nada (e praticamente duas vezes por dia) me pego pensando em como é que a gente veio parar nesse estágio, o que pode acontecer com cada pessoa que eu amo, porque nem todo mundo parece se preocupar, se estou com algum sintoma.

Aí, pra tentar me distrair um pouco de toda essa palhaçada que tem, sim, estragado a minha saúde mental e emocional, eu coloco pra tocar mais uma vez o novo álbum da Dua Lipa, faço mais uma aula no Duolingo, me empolgo em não conseguir reproduzir todos os movimentos das coreografias da @boateclass, faço questão de dia ou outro me vestir de forma mais consciente e tacar um belo batom nessa cara, bato ponto no Headspace diariamente, além de conversar muito com o mozão sobre qual será o próximo acontecimento do BBB.

E não para por aí,  me tornei a pessoa que às vezes (ainda não é sempre) gosta de mandar áudios no whatsapp, que desce no estacionamento pra pegar um sol e planeja compras de supermercado (com ele do meu ladinho, eu podia descer toda hora, uai..).

Que a gente tenha mais saúde pra passar por esse perrengue e, claro, meus cumprimentos a 2020 que nos surpreendeu como nenhum outro ano.
Tá de parabéns! (não)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Voe atrás do que te faz feliz


Tema: Conto continuado
Por Laura Reis


Também com a letra do pai, uma mensagem que não caberia noutro momento “Meu pequeno, de futuro imenso. Ainda não sabemos o que a vida lhe reserva, mas há uma certeza: estaremos sempre com você, mesmo quando não acreditar nisso. Voe atrás do que te faz feliz. Só assim saberemos que valeu a pena. Te amo. ”

Continuou a limpeza, muito mais leve por dentro e terminou a organização, deixando o livro ali, aberto com a foto, sobre a cama. Tomou um banho, coragem e o último ônibus até a casa dos pais.


“Quero voar”, disse antes mesmo de terminar o abraço de cumprimento. 
Com os olhos marejados e na companhia de quem mais amava, relembrou sua infância atrás dos aviões de brinquedo e ditou que o futuro poderia ser assim: seguir o sol, como aquelas partículas que pairavam nos feixes de luz, sobrevoando os prédios empoeirados que um dia estudou para construir.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um pensamento, duas garfadas, meio exercício e nenhuma conclusão

Tema: Precisamos melhorar...
Por Laura Reis


Reza a lenda que comecei a fazer pilates semipatrocinada pelo Beblue e que eu vou dar um jeito de cuidar mais da minha saúde, né? Comer melhor, fazer outros exercícios também.

Porque assim, tem um ano que passo em frente a uma academia e só de olhar o pessoal correndo, pedalando, levantando uns pesinhos ou vestidos com aquela roupa, já sinto que estou me exercitando. Perco vários gramas e centímetros naqueles segundos.

Aí me lançam uma lata especial de Leite Moça que eu, obviamente, quero colecionar. São 5 modelos e vários impulsos para fazer brigadeiros, porque a criatividade chegou e parou aí.

Porque assim, eu me interessei por cozinhar também, mas fui naqueles esquemas de estrogonofe, macarrão, lasanha e só. O interesse também parou por aí. Porque “pelo menos eu tô fazendo minha comida”, mesmo que pouco saudável.

Aí eu fico pensando que preciso aproveitar bem a vida e me vem aquele dilema: isso significa comer o que quero, fazer o que quero ou me cuidar para estar viva por mais tempo para fazer outras coisas que ainda nem descobri se/que gosto? Não sei.

E qual a moral dessa história? Também não sei. Acredito que preciso parar um pouco mais para refletir e compreender o que de fato eu quero dessa vida e se isso vale a pena, né?

Mas primeiro vou ali rapidinho, só comer alguma coisa antes... Depois eu volto ao raciocínio.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Prazer, meu nome é agosto

Ou ainda “O que te espera depois das férias ;)”



Tema Livre
Por Laura Reis

Eu começo trazendo cólicas de madrugada e fome em excesso para você morder sua boca em vez de abocanhar a comida e ficar uns 4 dias lembrando de tamanha estupidez.

Trago pra você um calor quando você não espera e amanheço tranquilo, para mostrar um frio terrível, assim que você coloca os pés na rua.

Eu calculo meticulosamente os móveis no lugar certo para encontrarem alguma parte de seu corpo, especialmente quando você começou a fazer exercícios e ele já está doendo só de existir.

Uma preguiça incontrolável tomará conta de você nos meus primeiros dias, porque encomendei uma supercarga de procrastinação e vontade de voltar pra cama. Prepare-se!

Em alguns momentos, quando você estiver feliz por ter resolvido alguma questão pendente há dias, adiantarei os relógios para que seu horário de almoço diminua consideravelmente e você precise correr contra o tempo.

E você pode até estar tranquilo, porque acabou de curtir um fim de semana, mas lembre-se: eu tive 11 meses para desenhar todos os meus dias. Aproveite.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O dia que eu só não gostaria de esquecer pra sempre porque, no fim das contas, é uma história pra contar

Tema Livre
Por Laura Reis



Me lembro como se fosse hoje da sensação de impotência em carregar um pequeno estojo de lápis enquanto ao meu redor se abria um portão para o infinito mundo dos materiais artísticos.

Foi assim: em algum momento do período vestibulando eu decidi que seria uma boa artista plástica. Uma das razões para chegar a essa conclusão, com certeza, era o fato de que, em todas as provas de exatas ou naquelas que exigiam a lembrança de fatos cronológicos, eu me saia muito mal. A questão visual parecia mais simples de ser alcançada e foi lá que me matriculei.

Chegou o dia de fazer a prova específica de artes visuais e o meu conhecimento nesse campo era tão grande quando uma tela de colagens e uma noção do que parece bonito aos meus olhos.

Entrei na sala com a minha bolsa e alguns materiais como lápis de cor, tesoura e cola e me sentei na cadeira. Respirei fundo pensando que logo logo aquilo ali – que tinha tudo para ser divertido – estaria no fim e eu poderia beber uma cerveja com meus amigos. Risos.

A cadeira que escolhi, assim como no colégio, era bem na parede esquerda então eu tinha uma visão privilegiada de todos os jovens em construção ali presentes e, assim que passei o olho pela primeira vez, senti aquele deplorável misto de vergonha e desespero. Tenho certeza que naquele momento, meu rosto (em sua melhor performance artístico-plástica) passou do branco para o vermelho explosivo em poucos segundos.

Montanhas de materiais e estojos gigantes que não paravam de brotar bolsos internos com canetas intergalácticas, compassos impressionantes, réguas estratosféricas e outros milhões de materiais que nunca avistei em minha humilde trajetória artística de criança que pinta esse tipo de imagem acima ilustrada.

Se você pensa que não poderia ficar pior, sente-se e fique bem à vontade para ser contrariado.

Uma das tarefas era transformar um cilindro de isopor em algum objeto - com o auxílio dos materiais levados para a prova. Ressalto que, nesta época, eu também estava numa vibe meio hippie e, obviamente, decidi que fazer um porta-velas ou porta-incenso era o mais sensato naquele momento. O isopor ia se desintegrando na minha mão até que sobrou apenas o formato de um pequeno lápis com ponta falhada que terminei aos prantos enquanto visualizava de canto de olho sanduíches completos com alface e tomate, mesas de praça com seus quatro bancos acompanhantes e algumas outras obras de arte que minha memória, com certeza, se esforçou para apagar. Obrigada, amiga.

Pois bem. Obviamente eu terminei fazendo Publicidade e Propaganda, como é sabido pela população, e agora que terminei esse relato, tenho quase certeza que já fiz ele em algum lugar da web. Peço desculpas... é que  sempre fico abalada com esse conto.

Hoje concluo que o meu vício adulto em papelaria, canetas, lápis e todas essas firulas tem um triste fundamento que a minha memória, obviamente, não vai me deixar esquecer.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Só umas coisinhas...

Tema: 30 fatos sobre mim
Por Laura Reis




  1. Eu queria ser secretária, quando criança
  2. Já achei batom uma das coisas mais bregas dessa vida
  3. Até uns 4 anos atrás eu jamais teria tirado a foto que ilustra esse post 
  4. Eu nunca me sentei no banco do motorista de um carro
  5. Já morei em uma casa e três apartamentos
  6. Guardo todas as cartas e bilhetes que já troquei
  7. Tenho uma coleção de cadernos/moleskines que talvez (com certeza) nunca serão utilizados
  8. Não me lembro em que momento compreendi estar colecionando fotos 3x4 
  9. Já soube fazer tsuru
  10. Um dos meus maiores prazeres virtuais-tecnológicos-entretenimentísticos atuais é marcar os episódios que vejo no TVShow Time 
  11. Tenho certeza que dormindo de cabelos molhados vou acordar pronta para ir ao hospital de tão doente
  12. A única atividade física que já fiz na vida adulta foi pilates
  13. Quando criança, a preferida era me esconder no banheiro para não precisar fazer educação física
  14. Demorei muitos anos para me olhar no espelho e me achar realmente bonita
  15. Eu amo o fato de ter primos com nomes bonitos e sem letras duplicadas ou ípsilons
  16. E amo mais ainda que a letra mais recorrente seja essa Linda Letra L, de Laura, Lilian, Leonardo, Luís Carlos, Luís Fernando e Lucas
  17. Recentemente descobri que gosto de dar presentes, mas nem sempre me lembro disso
  18. Um dos meus maiores receios nessa vida é me casar, passar uma semana, eu olhar pro lado e pensar “mas gente.... como assim?"
  19. Atualmente um dos meus sonhos de consumo é ter muitos armários brancos e espaçosos em casa 
  20. Já tive um blog chamado “A vida é estranha”
  21. No instagram, eu priorizo um feed com gente que ou é bonita ou tira foto bonita (ou de criança) 
  22. Sempre que tento fazer uma maquiagem elaborada ela acaba em um algodão com demaquilante no lixo
  23. Eu adoro experimentar roupas e acho muito difícil comprar sapatos 
  24. Penso que tudo nessa vida deveria ter um plano de assinatura mensal, tipo revista mesmo, que chega na porta da sua casa
  25. Algumas coisas eu compro sempre da mesma marca e não acredito que vá mudar, como achocolatado, bucha de pia de cozinha e escova de dentes
  26. Quando vejo alguém estranho se aproximando, sempre dou um grito ou aceno de cumprimento bem exagerado para o outro lado da rua, mesmo que não haja uma vivalma por lá
  27. Uma das mais difíceis tomadas de decisões em minha vida é: levantar mais cedo ou voltar correndo do trabalho pra casa para lavar o cabelo?
  28. Acho estampa uma das coisas mais intrigantes, porque pode ser maravilhosa, mas pode ser bem brega e isso depende de muitos fatores como situação, aplicação, uso, etc.
  29. Meu Cheetos preferido é Lua, da embalagem laranja
  30. Em oito anos várias coisas sobre mim mudaram e você pode conferir isso com mais detalhes lendo as 101 coisas fúteis sobre mim  que já escrevi no Bobagens Importantes.
Obrigada pela atenção.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tudo tem sua razão de ser

Tema: Um álbum, um conto*
Por Laura Reis (com participação especial de "7 sinais de Almir Sater"



No rastro da lua cheia, segui até a beira do rio para concluir o que havíamos começado noutras vidas, como acreditei. A água era cristalina que dava pra ver o chão com o reflexo da lua.
De maneira simples e, apesar de o universo aparentemente não concordar com aquilo, coloquei tudo para correr a favor da água. Todas as nossas lembranças passando por mim, como se fosse a primeira vez.
Serra de Maracaju, Pantanal, lençóis maranhenses, viagens e bagagens que antes eram nossas ganhavam uma nova dimensão e poderiam, enfim, ir embora. Assim como você fez.
Planície de prata brilhava no céu, como se tivesse encomendado uma serenata “Saudade maltrata, jamais te esqueci”.
7 sinais recebi de luas, estrelas e constelações. Não há crenças, sem recompensas e superstições, repetia.
Horizontes se passaram e a vida cuidou de se aquietar. O mantra “Será como Deus quiser, como o destino mandar.”, fazia sentido.
Lua nova nasceu e, já noutro ar, ouço ao longe:
“Cubanita!”.
Não é possível...
Três toques na madeira, ela voltou.



*escolha um álbum e utilize cada música dele para iniciar um parágrafo de seu conto 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

"É diversão garantida!"

Tema: Me divirto
Por Laura Reis

É fácil me irritar, mas não é muito difícil me divertir não.

Eu, por exemplo, me divirto com coisas bem aleatórias como participar de conversas que vão acontecendo rapidamente e, de repente, se tornam apenas trocas de palavras e frases sem sentido - porque não necessariamente há um assunto a ser discutido, às vezes só há vontade de passar o tempo (que logo termina.. porque com esse tipo de coisa tem que ser mais vapt-vupt).*

Além dessa complicação de cima e ainda sobre falas, não há nada que me divirta mais do que quando, despretensiosamente, há troca de palavra ou aplicação de duplo sentido no meio das frases.

Aí também tem aqueles episódios de Friends, com Chandler e Joey juntos ou e aquelas de How i meet your mother que nos presenteiam com Barney mostrando suas fraquezas enquanto tenta escondê-las. E os vídeos de crianças maravilhosas rindo muito? Também ganham meu coração fácil, fácil.

Agoooora, diversão mermo, só reunindo à mesa os migo e a family para (além de fazer/comentar tudo isso dito anteriormente) jogar cartas, jogos de tabuleiro ou qualquer conversa fora.
Saudades. Vam, gente?





*na hora é divertido

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sua história daria um bom livro, cara

Tema: Do que me contaram
Por Laura Reis



Chegou o dia de ouvir alguma coisa que aquele cara tinha para me contar. E eu só pensava que, dali a alguns minutos, teria vontade de ter esses mesmos minutos de volta.
Ele começou já se afirmando diferente, pela idade e tipo de apresentação, arrancando risadas de todo mundo. Eu ainda pensando “legal cara, mas e daí?”.

Pois bem: foram 30 minutos que pareceram dois segundos durante os quais eu me mantive boquiaberta pelo menos metade deles. Entre risadas e olhos lacrimejados, eu finalmente me permiti entender um pouco de seu mundo e, por ter me permitido, tive a oportunidade de ouvir uma história incrível de alguém que, no fundo, só queria conhecer a própria história.

Quando menino, muito esperto e organizado, ele encontrou numa gaveta da casa um nome diferente daquele que costumava falar ao se referir à mãe. Alguns anos se passaram, nomes na lista telefônica percorridos; ele, já grande, decidiu prestar concurso para ter acesso à grandes bancos de dados. Passou em um, em dois, foi o melhor funcionário e ganhou confiança o suficiente para pedir ajuda a quem pudesse. Mais de 200 ligações depois, ele mesmo ouviu o primeiro “alô” da mãe biológica.
Conheceu, conviveu e aproveitou até o dia em que ela adoeceu e se foi. Ficaram os irmãos e a certeza de ter feito o que precisava para se sentir bem e, para agora, nos trazer para tão de perto essa história que era tão dele.

Em meio à comoção e multidão ao redor, obviamente agradeci e parabenizei (enquanto mentalmente pedia desculpas e fazia um carinho daqueles que qualquer um de nós precisa, sim).

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um parágrafo de saudade


Tema: Sinto falta
Por Laura Reis





Acordar a qualquer hora, chegar do colégio e ver televisão, andar de patins no quintal, juntar as camas pra dormir, subir a estrutura da casa da tia, cantar no palco da cidade pequena sem nenhuma plateia, fazer do fandangos peças de dama, descobrir um andar escondido na casa da amiga, dormir até às 14h, trocar bilhetes durante a aula, passar o recreio na escada da biblioteca, conversar até cair no sono, tirar total na prova, trocar cartas, passar as férias com a família toda, puxar a pele do braço do tio e depois amassar (?), aparecer magicamente da sala pro quarto porque peguei no sono e alguém me carregou, fazer margem no caderno, colocar borrachinha preta no aparelho fixo, ter o prazo de entrega do trabalho adiado, ver fotos antigas em álbuns de verdade. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Trechos de Intimidade

Tema Livre
Por Laura Reis


Oswaldo Montenegro e[m] uma de suas obras


Me desculpe o gesto louco Sou uma criança não entendo nada
Se julgando amada ao som dos bandolins Na asa o sonho com o céu por detrás

De algum jeito vai passar Eu gosto de olhar para frente
Quero ser estrela Sem o compromisso estreito de falar perfeito

Tão velha ficou nossa fotografia Nossa colorida idade
Quantos amores jurados pra sempre Como se fosse urgente e preciso

Aquele nosso amor que eu já achei bacana chega ao seu final
Eu amava como jamais poderia


Ps.: Oswaldo Montenegro, a gente te ama.