por grande fotógrafa e seu celular. RÁ!
Tento passar pro papel o que gravei no trabalho da última semana, mas não consigo prender a atenção. As gracinhas que sempre me fizeram rir no estágio ficaram indiferentes e, cinco minutos é o máximo de tempo que consigo me focar em alguma coisa.
Um telefonema me fez ficar assim. E não, nada de telefonema romântico ou com boa nova, nada disso.
Porque pensar que eu posso, um dia desses, não ter mais você, me faz querer parar tudo por aqui. O trabalho não faz sentido, a faculdade muito menos e, quiça... quiça.. você sempre usa essa expressão pra falar do seu café que, aparentemente, só eu não venero, né? Mas bem... venero tantas outras coisas que de você faz parte que, ah.. um café não vai diminuir sentimento nem nada [eu juro, tá?]
Mas, voltando ao sentido, que, com certeza, não é uma das características dessas linhas anteriores e, provavelmente, das que virão... isso também não faria mais parte de mim se não tiver você, entende? Porque é perder o chão, é perder o teto.
Já que, além de chão e teto, você é paredes e janelas, com ou sem cadeado, mas é também o portão. E sem você, não tem mais nada disso. Não tem portão e não existe casa, não existe nada, principalmente sentido, sabe...
Reclamar que você só pensa nos outros, que se tem uma palavra que te define é altruísmo e, mesmo depois de discutir por besteira, te contar que foi você quem eu citei quando na entrevista a psicóloga questionou a respeito de quem eu considerava admirável é tão obvio pra mim.
Eu acho você tão digna de admiração e, é claro, de respeito. Você chega ao ponto de se anular pelo bem, ou pelo melhor, pros outros e quase sempre recebe nada em troca.
Mas penso positivamente em relação a isso: acho que vai chegar um dia em que você vai olhar no espelho e dizer “foi por isso, então.. que passei tantos maus bocados: pra chegar no dia de hoje”.
E eu quero estar com você esse dia, te negando abraço, mas dormindo com a certeza de que tenho a melhor mãe do mundo inteiro. Inteiro.



