quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Foda-se o outro!!!

Tema: o outro
Por: Rosana Tibúrcio

O outro me amola, o outro me chateia muito e eu aborreço o outro bastante, também.
Não deveria. Porque não foi assim que me ensinaram desde pequena: "amai-vos uns aos outros, como eu vos amei." As palavras são lindas, a lição é perfeita, mas nem sempre seguidas por nós pobres mortais.

Quando me refiro ao outro, usando a palavra "outro", não é uma referência boa. O outro quer saber de mim, sem me saber direito, sem entender os porquês, sem saber as causas. O outro que provocar consequências, aliás, o outro tem ligação direta com as consequências, sobretudo as ruins, quando começa a me julgar, a me destratar.

Quem usa a palavra outro sem ironia, raiva, desprezo, tristeza ou chateação? Nunca ouvi. E se, foi tão pouco que me esqueci. Não fez história.

O outro quer me derrubar, e eu quero ver o outro se arrastando. O outro é mau, eu sou má com o outro.

O outro tá todo erradinho: na bíblia e no dicionário. Na bíblia é referência de amor; no dicionário, de indefinição. Que nada! Sabemos bem quem é o outro que nos aponta. Que não nos quer bem. E sabemos quem merece ser o outro para nós.

Eu mataria o outro aos pouquinhos, para torturar e depois me ver livre do outro que me mata rapidinho. De raiva.

Foda-se e outro, pois quero para mim e para minha vida, nomes, definições, caras, olhares, palavras e gestos amorosos e bons. E isso o outro não poderá me dar nem eu a ele. Quero tudo isso de quem eu amo tanto, como amo a mim mesma. Amém!

Foda-se o outro!!!


Um lindo restinho de quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas-feiras há algo diferente no ar e hoje há uma Rosana confusa, que nem eu nem vocês saberão defini-las. Dirá o outro. 








quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O outro boneco

Tema: O outro
por Vanderley José Pereira




Além da historinha (aprendi Rosana) tem também uma mensagem relevante. Vejam!!!!


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Labirintite textual e muitos quefazeres, então, é o que tem pra hoje!!!

Beijos com gosto de Limão...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E se?


Tema: O outro
Por Rafael Freitas



Todos os dias eu tenho a impressão de que seria muito feliz se as coisas fossem de outro jeito.

Não precisaria mudar de nome, mas poderia ser de outro tamanho, um pouco mais alto. E ter os olhos de outra cor. Por que não azuis? Ter um cabelo mais bonito, sem entradas tão aparentes. E ter um corpo mais definido.

E se tivesse feito outros cursos, outra faculdade? Se o trabalho não fosse no escritório, mas outro que envolvesse música e teatro. E que minha voz fosse outra, mais potente e que alcançasse um pouco mais de agudos. Ou se não fosse a voz, mas outro instrumento. Piano, violão, flauta.

Se tivesse tomado outro caminho, outras decisões ao longo desses anos?
Se não tivesse aqueles amores, mas outros?
Se não tivesse cultivado estes amigos, mas outros?

Algumas coisas mudam, outras não. Algumas escolhas dependem da gente, outras não. E se todos os "ses" que eu imagino tivessem sido, eu não seria eu: seria outro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Perdão, Sheldon


Tema: o outro
Por Laura Reis

Tem sol, músicas agitadas, pessoas se divertindo na piscinas, cantando lindas canções de verão. Bebidas supergeladas, comidinhas leves, pra acompanhar o calorão, e vários goles de água em copos cheios de protetor solar que passou dos braços pras mãos e chegou lá.
É mais ou menos assim, o outro lado da meia-noite.





sábado, 23 de fevereiro de 2013

Temperando o sábado

Tema: o melhor tempero
Por: Nina Reis

Tempero bom pra mim é música. Bora temperar o sábado?
          
SENTIDO 
Compositores: Milena Tibúrcio - Jayme Lima

O que é que tem? 
Tem água-de-cheiro 
Canela, alfazema
Alecrim, hortelã
No seu jeito de olhar

O que é que tem?
Pimenta-de-cheiro
Tem folha de louro
Dendê e gengibre
No seu balançar

Margarida, erva-doce
Alfavaca, roseira
Salsão, açucena
Seu corpo emana
Sabor e aroma
Pro meu desejar...

Óleo-de-amêndoa
Arnica, amoreira
Açafrão, malagueta
Perfumes, temperos
Sabores da feira
Pro meu paladar...

E eu me levo no seu olhar
Tateio o sentido dessa dor


E ouço ancestrais tambores
Que anunciam
Os sentidos do amor...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Tempero sem contratempo

Tema: O melhor tempero
Por Taffa

Tempero completo sem pimenta: ailoviú.

Com essa vida tão corrida que temos, às vezes não dá tempo de fazer o tempero da maneira correta: comprando-o, amassando-o, misturando-o a outros e criando sabores espetaculares na cozinha.

Então, para as situações complicadas e de desespero total, nada melhor que o tempero pronto. Recomendo em todos os momentos: pra fazer comida para uma visita especial ou apenas para jantar sozinho; para criar pratos mirabolantes ou somente um arroz com feijão; para temperar a base de algum alimento ou só para dar aquela pitadinha certa no final.

Tempero pronto não é a melhor coisa do mundo, eu sei, mas vamos combinar: no quesito preço X eficiência é a coisa mais interessante para se ter na cozinha de alguém que não tem tempo de descascar, amassar, misturar e fritar o tal do alho, por exemplo. E olhem que citei apenas um dos diversos contratempos culinários diários.

Enfim, é isso aê. Um beijo pra todo mundo e não me julguem pelo fato de eu não ter (ou não me lembrar de ter) um tempero favorito. Arisco, Sabor ami, Knorr, Maggi: ailoviú xuxus foréva, suas lyndas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Os temperos da vida

Tema: o melhor tempero
Por: Aninha

Vejam só eu aqui de novo, meus tios e tias velhos. Afinal vocês me dedicaram uma semana de post - com exceção da Laurinha que não quis me aconselhar - e nada melhor do que uma composição minha para agradecê-los e para vocês ficarem mais felizes nessa semana fofa de fevereiro. Sei que me amam!

Pra começar, sei, também, que sou o melhor tempero do Guaraná com Canudinho. Ou vocês pensam que tempero é só condimento? Tolinhos!!! Quer dizer, nem todos, pois o Tio Rafa fez uma lambança com os temperos todos: os condimentos e os temperos da vida. E num é que ficou bonitinho?

Na verdade eu quero contar o que meu avô Juvenal me ensinou um dia, quando eu disse para ele que não entendia por que as mães em geral gostam tanto de usar tempero na comida. Eu reclamei pra ele que aquele tanto de coisa deixava minha boca com cheiro ruim e me fazia soltar uns puns desagradáveis no resto do dia.

Depois de rir de mim um pouquinho, Vô Juvenal me deu uma lição de moral, sabem? E foi dessa forma que ele, também, me deu alguns conselhos como vocês fizeram comigo. E eu gostei foi muito, me senti muito mais crescida psicologicamente e mais forte para enfrentar a vida até ter as idades imensas que vocês têm: 23, 25, 26, 29, 32, 57 e 75. Calma, gente, não se sintam mais velhos, não quero ofender ninguém, foi uma brincadeirinha, pois 75 é a idade do meu avô, tá?? Relaxem!!!

O vô começou assim: "olha Aninha, tempero na comida é muito bom, minha querida, e não fique você reclamando dos temperos que sua mãe usa. Tá errado isso. Só que pro vovô os melhores temperos do mundo são: o senso de humor e as risadas da vida, principalmente, as risadas que damos de nossas próprias bobeiras ou dificuldades."

"Quem não consegue rir de si mesmo" - continuava meu avô, gente -  "não consegue provocar as risadas que vêm da alma, as risadas que resultam em lágrimas e dor na barriga, as risadas por nada e por tudo. Só quem consegue dar um bom-dia amistoso para os amigos, mesmo sabendo que o ontem foi difícil, o hoje está complicado e o amanhã será sofrido, tem senso de humor. Quem ri muito e provoca risadas, quem tem senso de humor, tem tempero, viu minha filha??" (No caso eu sou neta, mas meu vô é maluquinho e cisma de me chamar de "filha" quando conversa comigo. Coisa de gente velha, eu sei hihihihi Mas acho fofis...)

Então, meus tios e tias velhos do Guaraná. Hoje é o meu dia de dar conselhos para vocês seis... ceis ficam sabendo então que de nada adianta usar orégano, tempero pronto, alho crocante, manjericão, coentro, salsinha, hortelã, açafrão, cebolinha ou limão (oi Limão...rs) se vocês não são capazes de rir de si mesmos, de ter senso de humor.

E querem saber? Meu avô Juvenal me ensinou essas coisas e não é assim uma coisa só de boca pra fora, ele ensinou e coloca em prática, porque além de adorar todos os temperos de minha mãe, ele acrescenta mais umas cinco cebolas no prato, come todo satisfeito, solta depois uns puns muito dos fedorentos e segue andando e dando risada pela casa adentro. Quem fica no lugar do pum é que sofre. Eu, que não sou boba nem nada, saio correndo para também soltar os meus e não viver na catinga dos dele, pois não acho graça nenhuma nessa parte. Mas aí é querer demais, não? Eu até tenho esse tempero que vô fala, mas na medida certa: nem mais nem menos. E vocês?

Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há uma Aninha mais compenetrada, pois veio com o vô Juvenal. Alegria pessoal!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O mistério da cebolinha

Tema: o melhor tempero
Por Vanderley José Pereira


    A cebolinha, muitas vezes, serve de elo entre as pessoas. Quantas vezes vi uma ou outra mulher – em suma senhoras com aspecto de avós, quando muito de mães,– pedindo à vizinha umas mudinhas de cebola.  Aquele momento era tenso, dele dependia o futuro da relação das partes envolvidas. Sempre terminava com a doação, pois ao ofertar as mudas parecia que ali ambas tinham selado a amizade, afinal, a partir daquele momento haveria trocas de gentilezas, uma vasilha de pão de queijo para lá, outra com doce de leite para cá – a vasilha nunca poderia ser devolvida vazia.

Cebolinha feia
   O plantio da cebolinha em si é cercado de mistério. Prepara-se o solo, sempre com esterco de galinha – o melhor –, e com o dedo faz-se o orifício que receberá as plantinhas, no geral – de acordo com minha mãe que me ensinou a arte deste plantio – é necessário colocar de duas a três mudinhas, não mais que isso.  Um atributo é importante para o sucesso do plantio: ter a mão boa.  Ainda assim a minha maior dúvida sobre a cebolinha é por que sempre tem de se plantar em latas ou baldes, independente da quantidade de espaço que se tem no quintal? Durante muito tempo pensei que era devido o espaço ser divido com os animais de estimação, para que os mesmos não brincassem com a plantinha ou para não fazerem uma “adubação direta”. Mais tarde reparei que até mesmo quando se tem espaço, como é o caso de quem mora no campo, o plantio é feito do mesmo modo, obedecendo a tradição. Então, a resposta para essa questão eu não sei. O que sei é que a cebolinha na sua lata é a prova de que aquela casa perdeu o status de abrigo para, de fato, se tornar um lar, e isso é notório quando uma “menina-mulher” se casa, pois logo começa a disputa entre as madrinhas, mãe e sogra para definirem quem dará a lata de cebola para ela, como se a felicidade dependesse unicamente daquela lata de cebolinha.

   Freud não sabe, mas a cebolinha tem poder curativo para os males da alma. Não, ela não é fitoterápica, na verdade pode até ser, mas estou falando de outra aplicação. Ela tem o dom de fazer as pessoas dialogarem. Explico: quando alguém, que já  possui sua lata de cebolinha, vai até outrem pedir umas folhinhas para temperar o almoço, esse alguém está precisando abrir o coração e assim o faz. Quando alguém vai almoçar na casa de outrem e esse alguém pede para apanhar o tempero, esse alguém esta dizendo “você é bem-vindo, fique à vontade”. 

   Muito provavelmente todos os mistérios que envolvem a cebolinha ainda ficarão sem ser desvendados por muito tempo. Por via das dúvidas, não custa seguir a tradição, então tenha sua lata de cebolinha, que por sinal é o melhor tempero para a vida.



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Boa quarta a todos e um beijo temperado com um toque de Limão Galego!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sem tempero não dá

Tema: Temperos
Por Rafael Freitas


Todos os dias a gente acorda, espia pela janela e pode ver um céu azul ou cinza, cada um com sua beleza. Estar vivo é o que importa e já é um bom motivo para viver, simplesmente. A vida é bela, não é assim?

Não. Porque nem sempre.

Existencialismos à parte, tem dias que a vida parece tão sem graça, não parece? A gente fica perdido, se questiona, não gosta do rumo que as coisas vão tomando. E, se deixar, Sartre aparece e puxa a gente pelo pé!

Aí é a hora de abrir o armário da cozinha. Ou da alma. E não ter medo de usar todos os temperos, até os desconhecidos e os mais ardidos! São muitas as receitas para acabar com uma vida sem sal. E tão práticas que nem é preciso fazer um daqueles caderninhos. Dá para guardar na cabeça.

Para começar, o famoso "tempero de mãe", que tem gosto de casa da gente, de mãe da gente; é bastante peculiar. O tempero da minha é um pouco sem sal, porque o pai tem pressão alta (mas às vezes ela se esquece disso, é verdade). O cuidado com ele é a graça do tempero. Minha segunda mãe tem o ponto certo, do arroz ao molho de queijos e à noz moscada que ela rala ali, na hora, cheirosa que só. E minha mainha sente um gosto no açafrão que eu não sinto, mas que, pelo menos para mim, já virou gosto de saudade.

Depois, atente-se ao orégano. Na salada de tomates é uma delícia! Na pizza, então! É indispensável. E pizza tem que ter amigos em volta. A amizade, inclusive, é um tempero engraçado, porque pode ser usado tanto para doces quanto para salgados. E não tem medida! Experimente muitas margueritas (ah! o manjericão!), napolitanas, quatro queijos ou brócolis com tomate seco e bacon, salpicadas de orégano e regadas de muito azeite e amigos!

As pimentas também são importantes. Mas, caso não lhe agradem pratos picantes, que sejam então amores picantes. Ir-re-sis-tí-veis!

O cravo-da-índia dá um toque muito especial ao beijinho. Não que precisem, porque beijinhos já são bons de qualquer jeito.

Não exceda no alho torrado para não ficar com o hálito forte. Sim, isso acontece. Experiência própria. Nem morda uma pimenta-dedo-de-moça crua e com semente. É uma beleza de se ver várias juntinhas, frescas. A cor é tentadora. Mas ardem demais! Outra experiência própria.

E isso é só o começo!
Não dá para levar uma vida sem gosto quando ainda existem tantos sabores para se experimentar.
Vale canela, alecrim, alho, cheiro-verde (ou da cor que você preferir), hortelã, manjerona, mostarda, coentro. Vale misturar tudo. Ou usar uma coisa de cada vez.

Divirta-se como mestre-cuca. Sua vida pode virar um prato digno de chef. E os louros serão todos seus!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Meio sem querer


Tema: o melhor tempero
Por Laura Reis

Se tem elementos naturais que, visualmente, acho muito bonitos, são os temperos.
Mesmo que eu não saiba todos os nomes, sabores ou origem e, mais, mesmo que não tenha o costume de colocá-los em prática, sempre tive aquela vontade de ter uma estante cheia dos potinhos que deixam esses sabores à mostra.
Na verdade, essa vontade se estende a praticamente todos os outros itens de alimentação.
Mas esse não é o foco.
Como já disse conheço poucos, mas considero, deles, uma mistura de shoyo e pimenta do reino muito boa (será que para os especialistas eles combinam?).
Mas acontece que, no meu atual momento de descoberta de um ser culinarístico dentro de mim, eu estou sem esses dois itens e, o mais curioso, com a companhia de vários novos e não antes explorados, como: pimenta calabresa, orégano, tempero pronto e até alho crocante.
Apenas não sei se tenho interesse em me envolver com os considerados principais, alho e cebola. Apesar de ter consciência de que são incríveis (antes que me batam!). Pelo manjericão, também tenho certa atração. Diferente do que eu penso da cebolinha, que só estraga. (risos)

Por fim, acredito que o melhor mesmo é aquele que, no fim das contas, sai meio sem querer e, claro, dá certo.
Ou seja: o meu. (Uma salva de palmas!)


Ps.: tenho muita vontade de escrever tempeIro e vcs

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pausa semanal

Tudo é carnaval... muita alegria pessoal.
Semana que vem a gente volta, minhas gentes.
Juízo!!!

Beijos de
Laura, Rafa, Limão, Rosana, Taffa e Nina.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O "tac" de cada "tic"

Tema: Um conselho para Aninha
Por Taffa

Mapas da idade. Age-Maps. Para mais fotos, clique aqui.

A maior constatação que fiz nesta vida diz respeito ao tempo, que é uma coisa que se tem aos montes enquanto criança, mas que dissipa depois que você passa a linha dos dezoito. Por causa disso, é preciso aproveitar a infância enquanto puder. Você tem de brincar mesmo, rir aos montes, aprender muita coisa na escola, perguntar tudo o que despertar sua curiosidade aos tios velhos, pular, derrapar, cair, machucar e ver que, pouco tempo depois, tudo sara.

Isso porque, quando você cresce, as coisas ficam mais profundas. Subentendidas, camufladas e, certas vezes, complexas demais. Às vezes, você pode até ter o tempo de quando era criança, mas isso se torna uma faca de dois gumes porque a ocupação é algo imprescindível na vida de um adulto que tem de se manter com os próprios pés. Noutras ocasiões, o tempo se torna escasso e tudo o que você deseja é uma pitada dele pra poder fechar os olhos e desacelerar.

Pode ser que, também, você acabe cometendo alguns erros quando crescer. Na verdade isso é algo bem certo de acontecer porque, quando crescemos, costumamos ficar mais bobos e impacientes que antes. Algo que eu explico pelo fato de não brincarmos mais como na época que éramos crianças. Certamente você vai descarregar, em algum momento e mesmo que sem querer, algo que te incomoda em cima de alguém que nada tem a ver com aquilo. Quando isso acontecer, desculpe-se. E tenha certeza que o outro entenderá porque, afinal de contas, todos são adultos e compreendem como é passar por cada uma das fases que já foram vividas.

Portanto, o meu conselho é para que você tente aproveitar ao máximo o tempo. O seu tempo. Cada minuto dele e em todos os seus dias. Ninguém melhor que você mesma para fazer isso, pois ele é inteiramente seu. Durma até mais tarde e não considere isso uma perda; brinque o quanto puder, questione o que quiser e se familiarize com o mundo, pois, ao final de tudo, a concepção que temos da vida é aquela que construímos dia após dia; a cada passo, tropeço e aprumo que damos com o passar do nosso tempo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Fique esperta Aninha...


Tema proposto: um conselho para Aninha
Por: Rosana Tibúrcio

Aninha, sua linda. Lendo os posts de Marina, Rafa e Limão eu fiquei pensando em como nós, seres humanos, somos impulsionados a aconselhar as pessoas, né? E, claro, os conselhos são dados, habitualmente, para quem queremos bem. Esse é o lado positivo da coisa.

Provavelmente você está espantada e se perguntando: "conselho tem lado ruim, Tia Rosana?". Tem sim, Aninha!!!
Porque aconselhamos, sabe sua linda? Aconselhamos diante do que somos, do que acreditamos e do que queremos ver mudado no outro ou, o que é pior, do que queremos que o outro se torne para nós. E isso não pode ser bom assim. As pessoas são como são. E quando amamos, amamos um pacote: com defeitos e qualidades; com erros e acertos.

Os conselhos que normalmente dão mais certo para a vida de todos são aqueles de aspecto mais objetivos, entende? Esses sim, você deve pegar, analisar e utilizar; se lhe convier. Os outros? Releve. Adulto é bicho atrapalhado. Nem sempre usa de bom senso para viver. E dizer. E aconselhar.

Mas como não devo fugir ao tema da semana vou te dar um conselho hoje: ao emprestar uma caneta, tire a tampa dela, empreste só o corpo. A pessoa que te pediu a caneta emprestada vai, por certo, devolvê-la. Ninguém gosta de caneta sem tampa. Olha, esse conselho eu recebi quando era pititinha e tem dado certo até hoje.

No mais... se conselho fosse bom, adulto vendia, entende Aninha? Fique esperta, siga em frente que atrás vem gente para te pegar. Deixa não!!!
 

Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há uma vontade de quebrar essa corrente de "conselhos pra Aninha". Ouçam vocês, os dela, tá guaranetes? Criança sabe muito mais do que adulto. Tranquis??

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Reino Fabuloso

Tema: Um conselho para Aninha.
Por: Vanderley José Pereira



 – Oi Aninha tudo bem? Sei que você é uma criança fora do comum: esperta e experta. Mas, hoje quero que seja criança, pois vou contar uma estória de um reino encantado chamado Fabuloso a você, e assim te ensinar muito da vida.


Reino Fabuloso


   Era uma vez, em uma terra muito distante, um reino chamado Fabuloso. Lá, em meio a bosques de macieiras, jardins de lírios, montanhas com cumes sempre nevados, rios com peixes de todas as cores e lagos repletos de cisnes, vivia um príncipe chamado Maurício. O príncipe era um jovem como qualquer um, cheio de vida e buscando a liberdade. 

   Príncipe Maurício saía todos os dias em seu cavalo, galopando e desbravando cada centímetro de seu reino, numa busca incessante de algo que nem sabia o que era. Todas as vassalas o olhavam com um olhar desejoso e malicioso. Ao voltar para seu humilde castelo, que de humilde não tinha nada,  passava entre os feirantes, na maioria nômades e que estavam apenas de visita. 

   Por ser um reino conhecido por acolher as diferenças e as minorias, sempre aparecia uma ou outra pessoa estranha. Destes se destacava o sóbrio Mula-Feio: homem poderoso, com muitos seguidores, hábil com palavras. Ninguém o dirigia a palavra ou ousava proferir seu nome. Tamanha era a influência do dito-cujo que logo ele passou a ser conselheiro do rei. O rei, homem bondoso e inocente, foi se encantando com as promessas de graça até que virou uma marionete nas mãos do poderoso malfeitor. 

   O rei era famoso por ter uma visão ampla e aberta ao diálogo, viu-se com tapa-olhos, um ditador; o rei que era famoso por não julgar levianamente prendeu qualquer um que o criticasse, dentre outros desmandos mil, obra e graça do desventurado por intermédio do pobre rei. O único que se atrevia contra sua tirania era Maurício. O infeliz, com medo da rebeldia do herdeiro do trono, logo fez a cabeça do rei: “Maurício está enfeitiçado e a cura é o casamento, indico a Gambe”. Gambe era sua enteada: jovem, calada, com cabelo rapado, sempre acuada pelos cantos e malvestida, uma desvalida aos olhos de Mula-Feio. O rei não titubeou e ordenou o matrimônio. Era sabido pelo rei que o jovem Maurício era diferente dos outros rapazes, que admirava outras belezas. O príncipe era gay! E, até então, prometido ao duque de Glamour, com as bênçãos de seu pai, afinal o duque era honrado. Mala-Feio como oráculo do reino induziu que tal aceitação traria a ruína ao reino. Então, a caça às bruxas começou. O príncipe viu-se obrigado a casar ou seu amado seria preso.  

   No grande dia para Mala-Feio, dia de sua redenção sobre aquele reinado, Gambe organizou os rebeldes (homem, mulheres e crianças que admiravam o bom coração do príncipe e que veneravam o duque, pois ele era um bom homem, justo, bondoso e generoso), juntou as provas contra o Mala-Feio e invadiu seu casamento abrindo os olhos do rei. Mala-Feio foi deposto de seu cargo, Gambe o substituiu e o príncipe casou com seu amor, o duque de Glamour.  E todos foram felizes para sempre...


 – Aninha, desta estória e de seus personagens tiramos algumas lições, são elas:

Rei: Seja questionadora, tenha opinião própria, não se deixe cegar;

Mala-Feio: Não seja egoísta, não seja invejosa, não seja leviana, não julge;

Gambe: não julgue pela aparência, não se deixe abater;

Príncipe Mauricio e duque de Glamour: faça o bem que o bem volta a você e lute pelo amor.

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Boa quarta a todos e um beijo especial com gosto de limão a Aninha...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

E também não se esqueça de mim


Tema: Um conselho para Aninha

Por Rafael Freitas


Aninha, Aninha.

Fiquei só pensando em que conselhos te dar, já que você é tão sabida!

Lembrei daquele vídeo do filtro solar, sabe. Sempre usam em formaturas ou em palestras motivacionais. É bonito e tals, mas já tá muito batido.

Também lembrei de uma música linda do Toquinho, chamada Menininha, do Cd A Arca de Noé (Ouça! É super divertido!). Ele diz pra essa menininha, pra quem ele canta a música, ficar sempre pequena, não crescer nunca pra não ter que enfrentar o mundo com suas tristezas e desilusões. É poético, mas muito surreal, não é mesmo?

E como você é muito esperta, achei mehor ser prático; vamos lá:

Primeiro: É muito importante sim o uso de filtro solar quando você for tomar sol, seja na praia, no parquinho, pra dar uma volta à tarde na lagoa ou em Dubai.

Segundo: Acredite na sua mãe e no seu pai quando eles dizem que querem o seu bem. Acredite, principalmente, naquele conselho dela de não parar de brincar nunca!

Terceiro: Tem muito adulto aí que vive se arrependendo das coisas que fez no passado. Olha, quem vive de passado é museu, querida! Não tem como  mudar nada do que já foi feito, seja há um segundo, uma semana ou três meses atrás! O segredo pra não se arrepender é agir sempre de acordo com as coisas que você acredita, se isso é certo ou aquilo é errado. Coerência, mocinha! (Eu sei que você conhece essa palavra, sua danadinha!)

Quarto: Crie o hábito de ler. É uma delícia, de gibis a histórias de aventura ou romances!

Quinto: Nunca cante nenhuma dessas músicas de funk que você pode ouvir na tevê num programa de domingo.

Sexto: Não assista os programas de tevê dos domingos.

Sétimo: Coma tudo o que tiver vontade! Experimente todos os sabores pra saber do que você gosta ou não! Comer é a melhor coisa da vida, menina. Só não pode ficar gordinha demais pra não atrapalhar sua saúde! (Pede abacaxi com nutella pra Tia Rosana! Delícia! Sorvete de creme com ovomaltine ou maracujá também é bom e ela sempre tem!)

Oitavo: Não paquere os namoradinhos das suas amigas. Na maioria das vezes, as amizades são mais importantes que os namoricos.

Nono: Evite usar muita maquiagem. Muita “pintura” no rosto vai te deixar com cara de mais velha, e nada melhor que aparentar a idade que a gente tem! Não pule nenhuma fase, faça tudo o que a sua idade permitir!

Décimo: Por último, mas não menos importante, nunca, JAMAIS, use botas brancas.

Um abraço bem apertado, porque abraçar bastante poderia ser mais um conselho!

Rafa

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Atenção Atenção ... Muita Concentração


Tema: Conselho pra Aninha
Por: Nina Reis

Aninha, Laurinha está trabalhando muito, numa correria frenética e pediu para que eu viesse aqui falar com você.
Então, precisamos conversar. Quero que você preste atenção em muita coisa hoje. Te darei alguns conselhos, algumas dicas e sinceramente espero que entenda. 
Sei que ainda é criança, porém sabidinha demais pro meu gosto. Não que eu não goste, tá? Divirto-me bastante. 
Mas hoje estou aqui pra relatar coisas pessoais e isso servirá de lição pra você e muita gente que lê o blog. 
Nosso corpo Aninha, funciona como uma máquina e se não cuidarmos dele, tenha certeza que ele irá pifar (estragar, apagar, morrer, como achar melhor). Então, faça o seguinte, corra atrás de todos os seus objetivos, enfrente os obstáculos, as pessoas e passe por cima até de você mesma. Porém não se esqueça de se alimentar, dormir mais cedo, beber bastante água, encontrar os amigos, escutar música, cantar no banheiro, ler um livro e o principal, tirar férias. Aninha, férias é fundamental para repor todas as suas energias e evitar que a máquina pife, entendeu?

Agora vai uma dica melhor.
Se sua família é linda e seus amigos também, conte com eles para o melhor descanso de sua vida. Duvido que encontre algo melhor. Tudo será diferente.
Quer outra dica?
Viaje para Uberlândia e passe uns dias com a Laurinha, o Táffa e o Limão. Depois, passe por Patos e encontre a Tia Rosaninha. Pra terminar seu descanso anual, caso você não consiga fazer tudo numa só viagem, aproveite então o meio do ano e visite o Rafael lá na Bordinha, Aninha certeza que não se arrepender.
Recarregar as energias é fundamental e ter ao seu lado pessoas que amam você é melhor ainda.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Do que somos e do que queremos ser

Tema livre
Por Taffa

Ultimamente voltei a pensar sobre aquele debate que existe há tempos a respeito das fotos que as pessoas colocam em seus perfis nas redes sociais. Há aquelas pessoas que dizem que as fotos de perfil não são confiáveis, pois são carregadas de photoshop e muitas vezes descaracterizam os usuários.

Tá certo que, às vezes, o rosto pode não estar tão liso e um retoque na pele para fazer aquela espinha inesperada sumir é algo bem-vindo. As pupilas dos olhos podem ter saído vermelhas por causa do flash e uma correçãozinha não faz mal a ninguém. O que parece incomodar, de fato, é o excesso de uso da ferramenta de correção. Quilos são perdidos, cabelos são alisados, olhos castanhos ficam verdes – quando não azuis – e isso me traz uma interpretação que vai muito mais além do que simplesmente ficarmos bonitos nas fotos que colocamos nas redes.

A foto do perfil é a imagem que usamos pra contar toda uma história para as demais pessoas. É o que usamos para dizer “eu sou desse jeito e quero que você me enxergue assim”. É a primeira impressão que causamos em muita gente que não nos conhece e acaba chegando ao nosso perfil por uma eventualidade. Quando não usamos fotos, procuramos por imagens que, de alguma maneira, também nos descrevam. Desenhos infantis e personagens que consideramos marcantes são exemplos. A foto do perfil deixa de ser nossa foto, mas não deixa de ser nosso perfil.

Muita gente não concorda com as fotos extremamente retocadas, mas talvez aquilo seja um reflexo muito mais profundo do que simplesmente parecermos bonitos nas redes. Uma imagem que estampa nosso perfil e que não seja de toda verdade nossa, traz à tona a insatisfação que estamos sentindo com nossa própria imagem. Com nosso íntimo. É uma maneira de deixar transparecer que não somos da maneira que queremos e usar uma ferramenta que está ao alcance de um clique para fazer retoques nas fotos é algo muito mais simples que mudar por completo a nossa rotina. Perder peso e aumentar os seios se transforma em algo tátil sem ter de ir a uma academia ou desembolsar milhares de reais para fazer uma plástica.

Talvez a foto de perfil seja, de fato, algo muito mais profundo e íntimo do que as pessoas imaginam. Talvez ela retrate o que realmente somos ou, quando não, algum personagem ou pessoa que gostaríamos de ser. Talvez a foto seja um reflexo da autoestima gritando a plenos pulmões um “sou assim, sem correções, sem tratamento” ou o último suspiro de um íntimo fragilizado tentando se fazer aceitável diante de uma sociedade. Ou, talvez, eu esteja imaginando tudo isso e a foto do perfil não seja nada além de uma imagem que usamos para estampar uma página qualquer. É... talvez.