segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Briguinhas de casal

Tema: Das músicas*
Por Taffa

De mal

Deixe-me sozinho, porque assim eu viverei em paz. Rasgue as minhas cartas e não me procure mais. Eu quero quebrar essas xícaras e mergulhar sua guia. Eu vou publicar seus segredos e entregar suas mentiras.

Você diz que eu te assusto, diz que eu te desvio. Mas, se você quer me amar, entre por esta porta agora e diga que me adora. Fure o dedo, faça um pacto comigo e vem, vambora.

Porque eu quero tudo o que há, mas, não sei como explicar. Ainda tem o seu perfume pela casa e meu coração dispara quando tem o seu cheiro dentro de um livro.

Então, não há lugar pra lamúrias. Não me deixe só.
Meu amor, volta, cadê você?

*Texto usando apenas frases de canções da Calcanhotto.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Meu bem, meu mal

Tema: das músicas *
Por: Rosana Tibúrcio

Imagem

Ele: Ninguém me engana.
Ela: Dono do sim e do não...
Ele: Com quem você se deita?
Ela: Calúnia!
Ele: Exibiu-se sua face verdadeira.
Ela: Você não teve pique...
Ele: Cê não me devia maldizer assim...
Ela: Não vou mudar, esse caso não tem solução.
Ele: Ai, dói no peito!
Ela: Me larga, não enche!!!

Uma linda quinta-feira pra todos vocês, meus amores, pois nas quintas há algo diferente no ar e hoje há um diálogo amoroso [?] com *frases de canções daquele lindo do Caetano Veloso.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A hora e a vez

Tema: Das músicas*
Por Rafael Freitas


Eu queria viajar no tempo, impedido de voltar. Uma casa antiga e um pé de flor na porta, e os meninos soltos pelo laranjal. Eu era criança. Sede de viver tudo. E o esquecer era tão normal que o tempo parava.

Preciso aprender os mistérios do mundo pela simples razão de que tudo merece consideração. Pela curiosidade de ver onde o sol se esconde. Pro mundo ser mais bonito em cada palmo de chão.

Meu corpo é pena de sabiá voando na ventania! Clareando o tempo, temperando o ser, sendo e florescendo. Colorindo corações, devagarinho pra não ter mais fim. Nenhuma pedra no caminho. O infinito vale tudo ou nada.

O inesperado aconteceu: um vento bateu dentro de mim que eu não tive jeito de segurar. Um desassossego natural. A gente sabe que o amor não tem juízo, mas brinca com feitiço. A vez da caça e a hora do calçador. Agora sabe que perdeu a paz...

O amor me fez tanto bem. Meu bem me fez tanto mal... Fiquei sem poder chorar quando caí. Mas foi coisa tão bonita!

Da vida, nunca vou me arrepender.




* Texto usando apenas frases de canções do Boca Livre.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jogatina

Tema: Tabuleiro ou baralho?
Por Taffa

Love

Os meus ases da manga já foram lançados, portanto, em jogos de azar, acabei entrando em xeque.
Nem um, nem outro. Agora prefiro tentar a sorte no amor.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pesquisa de observação

Tema: tabuleiro ou baralho?
Por: Aninha e Rosana Tibúrcio
Marininha
Tia Rosana ficou meio revoltada e implorou a minha volta, gente.
Ela falou que o tema da composição oppps post, dessa semana, é coisa de gente velha. Baralho ou tabuleiro lembra aposentado e ela que tá quase nessa achou que era uma indireta. Deu revolta. Xingou com o dedo em riste. Ficou triste. Chorou. Me chamou. Cá estou.

Viram como sei rimar?
Gosto de rimas e aprendi a rimar esses dias na escola.
Pra começar a pensar no tema cismei de rimar baralho e tabuleiro. Deu caralho e puteiro. Minha mãe ficou chocada e colocou pimenta na minha boca. Triste viu? Eu podia mandar todo mundo pra puta que pariu, mas promessa é promessa, então vamos nessa.

Resolvi fazer uma pesquisa de campo para essa composição. Não, não estou louca!!! Eu sei o que é pesquisa de campo. Tia Rosana, a tia mais sabe-tudo da paróquia me explicou esses dias o que é uma pesquisa de campo. Explicou tudo e terminou dizendo: "porque Aninha, pelo menos você vai fazer um TCC direito, não será como esse povo que tá formando esse ano e não quer nada com nada. Vou te ensinar tudo. E você vai aprender, não é?" É, né? Vou contrariar? Ai gente, foi triste, mas aprendi.

Então fui fazer uma pesquisa de observação. Observar os velhinhos aposentados na pracinha perto de minha casa, com umas mesas de pedra e uns desenhos de jogo de damas. E lá ficam os velhinhos, jogando uma coisa sem fim. Dama que é bom mesmo, passa longe deles.
Eu não, eu respeito os mais velhos e aprendo com eles. Aliás, foi com eles que eu aprendi as duas palavrinhas que rimaram baralho e tabuleiro. Achei ser coisa boa, pois obrigação de velho é ensinar. Coisa boa. Porque coisa ruim a gente aprende sozinha (a Tia sabe-tudo fala isso).

Esses velhos da pracinha, mesmo com uma vozinha cansada, antes de ontem começaram a gritar uns com os outros e um deles berrou assim: “caralho, tira essa carta da manga, caralho.” Eu pedi pra eles repetirem. O menos velho deles disse: “baralho, tira essa carta da manga, esse baralho. É um jeito da gente dizer pro colega parar de roubar no jogo, Aninha.” Ele falou isso e eu – na minha pesquisa de observação – vi que os velhinhos trocaram mil olhares uns com os outros. Hum, trocando olhares uiii, sei não, viu?? hihihihihi

Aí outro velhinho me pediu: “fia, vai ali buscar um copo d’água pro vô.” Quase disse a ele: “fia é a sua filha, meu vô tá no Acre, tem mais o que fazer, não é à toa como ocê.” Mas eu ficaria sem dentes – igual àquele outro velhinho da ponta do banco, se falasse algo parecido. "Certeza" (LAURA, 2011, p. todas)*.
No que eu virei as costas, ouvi outro velhinho dizendo assim: “gente, vamos devagar, tem criança por perto, isso aqui tá parecendo um puteiro.” Voltei na hora, porque gosto de aprender e era uma palavra nova. Perguntei o que era puteiro. O mesmo velho que repete as frases de jeito diferente disse: “é tabuleiro, Aninha, você ouviu mal.” Ãhãn, aposentados, sentam lá. (todos eles são surdos, falam alto e esquecem que meus ouvidos são bons).

Busquei a água, observei mais um pouco perguntei uma e outra coisa sobre baralhos e tabuleiros e disse a eles que era um exercício da escola. Se digo que ia escrever aqui no Guaraná hoje, era um tal de velhinho pegar computador de neto e não sair do nosso blog nesta quinta-feira.

Bom, Analisei, analisei os dados pesquisados e querem saber? Cheguei à conclusão: baralho ou tabuleiro? Prefiro um tabuleiro. Mas de bolo. Bolo da Marina. Aquela linda.

*Conforme ensinamento da Tia Rosana, é preciso dar crédito aos autores. 



Uma linda quinta-feira pra todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há o reflexo de minha exaustão... Porque ó, só Aninha pra tomar conta, meuzamores...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Na mesa

Tema: baralho ou tabuleiro?
Por: Nina Reis

A vida é um jogo de cartas. Afinal de contas, ela é um mexe-mexe e todo mundo apronta, inclusive eu que não sou santa.

Tive e ainda tenho muitas perdas e muitos ganhos, assim como num jogo de copas. E isso justifica o meu exercício diário de alegria para não deixar a tristeza tomar conta e não cair num buraco sem fundo.

Confesso que a paciência é minha maior defesa. Mesmo porque a vida ainda consegue me surpreender fazendo com que eu me depare com muito mau-mau e com alguns burros, deitados ou em pé, não importa: há sempre um ser assim me rondando. Posso até ficar incomodada e sentir vontade de gritar truco pra acabar de vez com isso, mas pra mim o melhor gostinho é gritar aos quatro ventos UNO e mostrar pra muita gente que posso ser vitoriosa.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A sorte lançada

Tema: baralho ou tabuleiro?
Por Rafael Freitas

Sempre escolhia o pino vermelho. Acreditava que lhe trazia sorte. Assim como aquela maneira estranha de jogar os dados, fechando-os nas mãos em concha e dando um leve assopro antes de arremessá-los. Bobagens. Que sempre davam certo.

A vida se parece mesmo com um desses jogos de tabuleiro, concluía. Há dias de sorte, em que avançava várias casas em direção à chegada. Outros em que retrocedia, mas sempre os considerava um aprendizado. Só não gostava daqueles dias em que perdia a vez, vendo a vida passar sem que pudesse se mover. Ainda assim jogava sem medo.

Nos tabuleiros, só aprendera a ganhar. Sabia quando arriscar. Sabia blefar. E com a estratégia única de se divertir.

Até que a vida lhe deu um xeque-mate: sorte no jogo, azar no amor. Talvez fosse a hora de aprender a ganhar e a perder.

Ele pagou pra ver.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Enquanto isso no MSN..

Tema: baralho ou tabuleiro?
Por Laura Reis






Ele diz:
Tá, eu já entendi, mas me responde, que que você prefere, baralho ou tabuleiro?

Ela diz:
Q?

Ele diz:
É, baralho ou tabuleiro?

Ela diz:
Mas o que isso tem a ver? .

Ele:
Responde!

Ela: diz:
Tá... baralho..

Ele diz:
Pq?

Ela diz:
Não sei, já respondi. Agora eu pergunto: por que eu gosto de você, afinal?

Ele diz:
Por que eu tenho 4 naipes?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Você precisa ser

Tema: cantaria pra você
De Taffa
Para Laura Reis

You Gotta Be
Você Precisa Ser
Des'ree

Listen as your day unfolds
Preste atenção enquanto seu dia se revela
Challenge what the future holds
Desafie o que o futuro reserva
Try and keep your head up to the sky
Tente e mantenha sua cabeça erguida para o céu
Lovers, they may cause you tears
Amores, eles podem te causar lágrimas
Go ahead, release your fears
Vá em frente, liberte seus medos
Stand up and be counted
Fique em pé e seja contada
Don't be ashamed to cry
Não fique envergonhada por chorar

You gotta be
Você precisa ser
You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
Você precisa ser má, você precisa ser ousada, você precisa ser mais sábia
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
Você precisa ser dura, você precisa ser rude, você precisa ser mais forte
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
Você precisa ser legal, você precisa ser calma, você precisa se manter inteira
All I know, all I know, love will save the day
Tudo que sei, tudo que sei, (é que) o amor vai salvar o dia

Herald what your mother said
Proclame o que sua mãe disse
Read the books your father read
Leia os livros que seu pai lia
Try to solve the puzzles in your own sweet time
Tente solucionar os enigmas no seu próprio ritmo
Some may have more cash than you
Alguns podem ter mais dinheiro do que você
Others take a different view
Outros têm uma perspectiva diferente
My oh my, yea-eh-eeh
My oh my, yea-eh-eeh

You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
Você precisa ser má, você precisa ser ousada, você precisa ser mais sábia
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
Você precisa ser dura, você precisa ser rude, você precisa ser mais forte
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
Você precisa ser legal, você precisa ser calma, você precisa se manter inteira
All I know, all I know, love will save the day
Tudo que sei, tudo que sei, (é que) o amor vai salvar o dia

Time ask no questions, it goes on without you
O tempo não faz perguntas, ele continua sem você
Leaving you behind if you can't stand the pace
Te deixando para trás se você não puder seguir o passo
The world keeps on spinning, can't stop it, if you tried to
O mundo continua girando, não é possível pará-lo, mesmo se você tentar
The best part is danger staring you in the face
A melhor parte é o perigo encarando você no rosto

Wo-ooh, remember: Listen as your day unfolds
Wo-ooh, lembre-se: Preste atenção enquanto seu dia se revela
Challenge what the future holds
Desafie o que o futuro reserva
Try and keep your head up to the sky
Tente e mantenha sua cabeça erguida para o céu
Lovers, they may cause you tears
Amores, eles podem te causar lágrimas
Go ahead, release your fears
Vá em frente, liberte seus medos
My oh my, yea-eh-eeh
My oh my, yea-eh-eeh

You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
Você precisa ser má, você precisa ser ousada, você precisa ser mais sábia
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
Você precisa ser dura, você precisa ser rude, você precisa ser mais forte
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
Você precisa ser legal, você precisa ser calma, você precisa se manter inteira
All I know, all I know, love will save the day
Tudo que sei, tudo que sei, (é que) o amor vai salvar o dia
Yea, yea, yea!
Yea, yea, yea!
(2 vezes)

Got to be bold
Precisa ser ousada
Got to be bad
Precisa ser má
Got to be wise
Precisa ser sábia
Do what others say
Faça o que os outros dizem
Got to be hard
Precisa ser dura
Not too too hard
Não tão tão dura
All I know is love will save the day
Tudo que sei é que o amor vai salvar o dia.

You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
Você precisa ser má, você precisa ser ousada, você precisa ser mais sábia
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
Você precisa ser dura, você precisa ser rude, você precisa ser mais forte
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
Você precisa ser legal, você precisa ser calma, você precisa se manter inteira

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Instante preciso

Tema: cantaria pra você
Por: Rosana Tibúrcio
Para: Taffa
daqui



Olha que não foi tarefa fácil, a princípio, porque descobri que não sei o gosto musical de Taffa, apenas desconfio.
Aí decidi rapidinho: o que importa é o que desejo pra ele. 
Primeiro pensei em "ouro de tolo" e do nada, nessa canção que "no que fui ver" tinha as palavras: instante e preciso. 
Taffa, desejo que seu próximo amor cuide bem de você e você dele, porque amar é muito bom... e cuidar, melhor ainda.


Música: cuide bem do seu amor
Autor: Herbert Viana

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for,
Cuide bem do seu amor
Seja quem for...

E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for,
Cuide bem do seu amor
Seja quem for...

Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for,
Cuide bem do seu amor
Seja quem for...

Uma linda quinta-feira pra todos vocês minhas gentes, pois nas quintas há algo diferente no ar e hoje há a volta "dos que não foram": euzinha aqui. Vocês vão ter que me engolir!!!!!! 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

São tantas ...

Tema: cantaria pra você

De: Nina Reis
Para: Rosana Tibúrcio




Se fosse pra lembrar

minha infância
cantaria:
Rosana pé de cana, seu bafo é um horror, ôôôô
minha adolescência
cantaria:
Você não gosta de mim, (mas seu marido gosta) hahaha
Lembra né Rosaninha?

Agora no meu momento atual de pura juventude hahaha
cantaria essa
Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim
Caetano Veloso
De hoje em diante vou modificarO meu modo de vidaNaquele instante em que você partiuDestruiu nosso amorAgora não vou mais chorarCansei de esperar, de esperar enfimE pra começar eu só vou gostarDe quem gosta de mim
Não quero com isso dizer que o amorNão é bom sentimentoA vida é tão bela quando a gente amaE tem um amorPor isso é que eu vou mudarNão quero ficarChorando até o fimE pra não chorarEu só vou gostar de quem gosta de mim
A parte negritada é só pra fazer entender que não necessariamente precisa ser só sobre amor ..
Podemos pensar nas várias pessoas que passaram por sua vida e falaram falaram e não fizeram nada ..
então ... faça o seguinte Rosaninha, goste somente de quem gosta de você.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Rosa amarela

Tema: cantaria pra você
De: Rafael Freitas
Para: Nina Reis


Por favor: atenção para o negrito



Linha do Equador - Djavan


Luz das estrelas, laço do infinito
Gosto tanto dela assim
Rosa amarela, voz de todo grito
Gosto tanto dela assim

Esse imenso desmedido amor
Vai além de seja o que for
Vai além de onde eu for, do que sou, minha dor
Minha Linha do Equador

Esse imenso desmedido amor
Vai além que de seja o que for
Passa mais além do céu de Brasília, traço do arquiteto
Gosto tanto dela assim
Gosto de filha, música de preto
Gosto tanto dela assim

Essa desmesura de paixão
É loucura do coração
Minha Foz do Iguaçu, Pólo Sul, meu azul
Luz do sentimento nu

Esse imenso, desmedido amor

Vai além que seja o que for
Vai além de onde eu for, do que sou, minha dor
Minha Linha do Equador

Mas é doce morrer nesse mar de lembrar
E nunca esquecer
Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria
Isso pra mim é viver

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Esperando na janela.

[mentira.]


Tema: cantaria pra você
De Laura Reis
Para Rafael Freitas



Vem meu ursinho querido, meu companheirinho, Ursinho Pimpão!
Vamos sonhar aventuras, voar nas alturas da imaginação. Como na história em quadrinhos, eu sou a Sininho, você Peter Pan. Vamos fazer nossa festa, brincar na floresta, ursinho Tarzã, enquanto o sono não vem, eu sou Chapeuzinho você meu galã.
Vem meu mocinho querido, ator preferido da minha estação.. Vou te sonhar colorido, pegando bandido na televisão. Vamos deixar o cansaço dormir num abraço, meu velho amigão. Não fique triste zangado, se eu viro de lado e te jogo no chão.
Ah! Meu ursinho palhaço, seu circo é um pedaço do meu coração..
Dança também pelo salão, é tão bonita nossa canção!
Manhã já vem... Dorme Pimpão! Urso folgado, não tem  lição.

 Ursinho Pimpão
A Turma do Balão Mágico

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Afundar

Tema Livre
Por Taffa

we s2 it

Debaixo d’água, o mundo parecia melhor. Lá era silencioso, ameno, em câmera lenta. Ela podia parar de se preocupar com os problemas que lhe tiravam o fôlego no dia a dia – como aquelas contas atrasadas e as outras ainda por vir, os estudos acadêmicos espremidos entre os horários de trabalho e um velho namoro insistente que teimava em se arrastar –, podendo dar atenção somente para o exercício de segurar sua respiração.

A poucos palmos da superfície ela ouvia os ruídos externos, mas pareciam tão distantes e remotos que tornavam-se irrelevantes. Podia ver também os raios do sol: difusos e fazendo desenhos na água enquanto desciam pro fundo até perderem a força. Lá embaixo era um lugar que ela não conhecia, não por terem-na proibido de ir, mas porque nunca se arriscava e preferia ficar ali, onde podia voltar à tona quando precisasse de ar e mergulhar novamente para sentir-se em paz.

Numa tarde dessas, ela mergulhou outra vez. Não com o intuito de sentir o que já conhecia, pois havia largado lá fora tudo o que lhe valia alguma coisa: seus estudos, contas, trabalho e o tal do romance antigo, jogando-se de uma vez por todas sobre a superfície e indo de encontro ao seu reflexo no espelho d’água: afundando, submergindo, descendo de encontro ao fundo, rumo ao desconhecido.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Troféu

Tema livre
Por Rafael Freitas

Três anos, sete meses, quinze dias e algumas horinhas: esta é a idade deste blog.

Temos aqui um bom acervo de ideias, esforços e amor. Tudo pontuado por amizade, trocas e risadas. E esse é o segredo; a receita que [fez e] faz a coisa funcionar.

Há algum tempo, enquanto conversava sobre o Guaraná com a Silmara Franco em um de nossos cafés_sucos_chás, ela disse que eu deveria entrar em contato com o autor do poema que inspirou o nosso nome, Sérgio Capparelli, e lhe apresentar o blog. Fiquei um pouco apreensivo de início. E se ele não aprovasse? Vai que ele processa a gente por usar o nome do seu poema? Juro que pensei nisso!

Mas a vontade de conhecê-lo além do poema, e de que ele nos conhecesse, foi maior. Parecia pretensão, mas eu tinha que lhe mostrar o que aquele texto aprontou na minha vida, mesmo depois de tanto tempo. E não só na minha. Consegui seu email, mas não obtive resposta. A caixa de spam salva a gente, às vezes. Mas também atrapalha.

Tentei outras vezes e desanimei. Até que resolvi procurá-lo no facebook. Não tinha muitas esperanças, juro, mas aí que foi bacana: ele estava lá, com a imagem mais perfeita que se pode ter: caricaturado, dividindo o asteróide B 12 com o Pequeno Príncipe e os vulcões; a rosa brotando da sua barba. Justo o Pequeno Príncipe! Só podia ser um sinal: nem pensei antes de clicar no “Adicionar aos amigos”. Guardem esta data: 9 de novembro de 2011.

Se a emoção já foi grande por ter lhe encontrado, imaginem quando ele me aceitou como amigo? Pois é. Quase morri do coração! Deixei o link da carta que lhe escrevi, no ano passado, e vejam o que ele disse:

"Li o texto que me enviou e gostei muito. Chega, assim, de surpresa. E com um percurso longo, pois vi a data de 2010 e as tentativas anteriores. De fato, tinha um endereço eletrônico fornecido pelo provedor mas não consegui usá-lo. De um dia para o outro a caixa ficava abarrotada de spam. Acabei desistindo. Por isso a mensagem enviada não me chegou.

Você diz que tinha 9 anos quando leu Guaraná com canudinho e que agora tem 26. Ficou velho. Não, eu é que fiquei. Pensando bem, não envelheci tanto assim. Devagar (sigo), mas com brio.

Achei boa a idéia do blog. Um grande abraço para vocês todos. Para a Rosana, a Marina, a Laura e a Paula. E um para você. Ah, um também para a Paula. Por favor, diz para ela não sumir assim, por tanto tempo.

Capparelli"

Minha vontade era compartilhar e curtir mil vezes!

E acho que este é um momento marcante para o blog. Como se tivéssemos recebido um prêmio! O dia em que aquele cara que imaginou o gafanhoto garçom de gravata borboleta ficou sabendo que existem algumas pessoas que falam o nome do seu poema todo dia, que lhe são gratas e muito felizes por fazerem a mesma escolha daquela vaquinha decidida: Guaraná com canudinho!


Um forte e afetuoso abraço para Sérgio Capparelli!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Agora sempre iguais...

Tema: ex-mania
Por: Rosana Tibúrcio
imagem

Por muito tempo nas quintas-feiras, desde a criação deste blog, havia algo diferente no ar. Mania besta e muito criticada pelos leitores, eu bem sei. Vou acabar logo com essa palhaçada. Chega de mi mi mi... e nhen nhen nhen...

Sem mais, beijos de quinta, agora sempre iguais...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SáSinhora

Tema: Ex-mania
Por: Nina Reis


É ................
Tinha mania de presentear minha mãe e tirar muitas fotos com ela.
Hoje não mais.
.
.
Assim que eu for contemplada na Mega, prometo reverter a situação.

Parabéns Rosaninha. Muitas felicidades.
Te amo!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trim

Tema: Ex-mania
Por Rafael Freitas




A única mania de que me lembro é que roía as unhas. Tanto que vivia com os dedos doloridos.


Só não sei se apenas me esqueci das outras ou se não consegui perdê-las.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Aham

Tema: ex-mania.
Por Laura Reis.

tumblr



Eu tinha mania de reclamar.
Foi assim durante, sei lá, mais de 20 anos da minha vida? Acho que sim.
Mas aí eu decidi jogar tudo pro ar, ligar o foda-se, como dizem por aí e parar, de uma vez por todas, com isso.
A partir de hoje uma mania que não tenho mais é reclamar, ok?


[mentira]

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De pé no chão

Tema: No meu jardim quintal
Por Taffa

Google

Costumo dizer que vivo num paradoxo, pois embora ame edifícios altos e sempre tenha sonhado em morar num apartamento lá em cima, também tenho vontade de ter um enorme jardim. Sei que é na contramão criar qualquer coisa além de uma planta artificial no trigésimo andar, mas eu imagino que desistiria da ideia de subir pelo elevador caso pudesse chegar numa casa no térreo para me deparar com um quintal gramado gigante e povoado por árvores e cachorros.

A minha vida, na verdade, se resumiria a um zoológico. Eu me casaria com um urso, juntos teríamos vários cães (ou gatos) e adotaríamos um filhote. O último é um plano em longo prazo, eu sei, mas não me importo de povoar o meu futuro com esses tipos de ideias pré-planejadas.

Meu jardim não seria tão pomposo e, na verdade, nem sei se vocês o chamariam assim. Tudo isso porque eu não teria arbustos ornamentais ou plantas que demandam aparo semanal e cuidado constante. Eu queria mesmo era um terreno grande com grama sobrando aos fundos e à frente da casa, onde eu poderia colocar na entrada alguns gnomos de jardim junto a um mini poste semicoberto pela hera. No fundo eu teria árvores para que meu filho pudesse ainda ter o contato que tive com a terra e, para finalizar, vários animais correndo e fazendo barulho pelo terreno.

A respeito das flores, não teria preferência por alguma, pois as que aparecessem nas árvores durante as estações seriam sempre bem-vindas. Mas adoraria mesmo acordar nas manhãs geladas e me deparar com a grama toda coberta pela garoa. Nessas horas me sentaria na varanda e ficaria por lá, indefinidamente, olhando meu nem tão requintado jardim despertar naquela manhã bela e preguiçosa de inverno.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jardins de infância

Tema: jardins
Por: Rosana Tibúrcio
Fotógrafo: Valter  

Minha memória de infância é um tanto teimosa e me foge mais que vem. Mesmo assim, tenho a sensação de que vivi parte de minha criancice nos jardins da Avenida. Da Avenida Getúlio Vargas. Daqui de Patos, cuja foto revela um pouco desses jardins.

Vivi nesses jardins aquela parte boa da infância, as sensações das lembranças são boas. Portanto...
Eu me recordo das brincadeiras de passar anel, de auditório: quem canta melhor e sabe qual música? Cantava pior, mas sabia todas as músicas. E achava que sabia até dar uns passinhos cadenciados no ritmo das canções.

Coisa boa é a inocência. Nada macula a crença que uma criança tem de seu poder; desde que ela não exponha essa crença aos iguais. Crianças são maldosas. As outras, você nunca!!!
Eu não dizia, mas sabia que sabia dançar e que sabia todas as letras. A última parte eu garanti por muitos anos, sabia mesmo; a primeira, os anos me provaram que não. Não tenho ritmo algum. Mas tinha: no meu querer.

Nos bancos do jardim da Avenida construí meus primeiros sonhos e solidifiquei a base da observação do outro, as observações que começaram na Igreja e que contei no post anterior. Nesses bancos eu pude ser soberana e condutora de minha história e sonhos. Em meio às brincadeiras com outras crianças, mesmo quando eu não era a “vencedora” ou a que se sobressaia, fiz meu mundo do jeito que quis.

Nesse tempo, nesses bancos e nesses jardins eu fui grande e forte, a melhor de todos, mesmo sabendo que minha maior proeza, para além de saber todas as letras das canções, foi subir no assento do banco, depois em seu parapeito, respirar fundo e pular na grama.
Pular desses bancos era pra mim uma proeza comparada ao pulo de um paraquedas. E eu que nunca pulei de nenhum deles quase posso afirmar que a sensação era idêntica: liberdade, coragem e poder...

Amo os jardins dessa Avenida porque eles me deram a certeza de que posso sonhar o que quiser pra mim, acreditar no que quiser. E registrar. Primeiro, numa daquelas gavetas boas da memória e da saudade; depois, aqui no Guaraná.


Uma linda quinta-feira pra todos vocês minhas gentes, pois nas quintas há algo diferente no ar e hoje há uma viagem às lembranças de minha infância, misto de nostalgia, esperança e saudade. Saudade da criança que quis ser adulto feliz.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O que merece

Tema: Jardim
Por: Nina Reis



Pequena e cheia de expectativas, ela vivia cercada de pessoas que a amavam.
Bem cuidada, desabrochou e tornou-se uma linda mulher. Forte, segura e fértil, afinal, sonha com uma família grande.
Sua vida não é perfeita, é claro. Passa por altos e baixos. Carrega muitas lembranças e vive sempre na esperança de um dia melhor.
Ela é como o seu jardim. Precisa ser cercada de carinho para ficar bem. E precisa de muita água. Que essa água não seja choro mas, se for, que seja de felicidade.

Cada um tem o jardim que merece. Então, faça por merecer e tenha o jardim mais lindo do que o do vizinho.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Carta para um bom jardineiro

Tema: No meu jardim
Por Rafael Freitas


Bom dia, Tistu*!

Tudo bem com você, menino do dedo verde?

Agora sim você encontrou um bom lugar para criar seus jardins: entre as nuvens. Não deve haver lugar mais bonito. Você tem muitos ajudantes? Fico só imaginando sua equipe: um menino de dedo azul para deixar as plantas sempre com aquelas gotinhas de orvalho, outro com o dedo marrom para preparar a terra, uma menina de dedo furta-cor que faz brotar o arco-íris...

É uma pena que, por aqui, ainda ficaram muitas pessoas infelizes que você poderia ter ajudado... Nem todo mundo se preocupa com a felicidade do outro. Uns egoístas! E nunca mais apareceu ninguém como você. Faz uma falta danada.

Mas eu quero ser diferente, sabe? Sei que não posso salvar o mundo sozinho mas, às vezes, sem a gente nem dar conta, salva o dia de alguém com um abraço, um sorriso, um bom-dia. E você sabe disso melhor que ninguém! É o professor perfeito!

Então eu pensei em criar um jardim na minha casa. Um jardim bonito e perfumado, que alegre e encante quem passar por ele. Eu já tenho umas ideias, mas não sou tão bom jardineiro quanto você. Dê sua opinião sincera.

Pensei numa grama verdinha, num canteiro comprido cercado por pedras brancas. No começo do canteiro, amores-perfeitos. Para lembrar todo mundo de que o amor é assim, e não essa coisa descartável que aprendemos na tevê. Depois umas rosas, que são sempre clássicas e elegantes. Quero muitas, que é para os apaixonados roubarem um botão quando passarem. Preciso de umas orquídeas também, que são as minhas preferidas. Que tal umas frésias e umas astromélias, bem coloridas? Ouvi dizer que simbolizam a amizade. Aí, quanto mais delas, melhor! Podemos reservar um cantinho para as begônias! Ah! Estrelícias também ficam perfeitas! Depois arrematamos com samambaias, avencas e, se couber, um girassol ali no fundo, alto e majestoso, inspirando a dignidade que todo homem deve ter...

Eu nunca conseguiria fazer tudo isso sozinho. Na verdade, sozinho ninguém consegue nada mesmo! Por isso pensei em te pedir ajuda. Então, aparece aqui! Vou deixar o terreno preparado, assim você pode vir quando quiser!

E venha logo, por favor. A felicidade é algo urgente.

Um abraço afetuoso,

Rafael




*Tistu é a personagem principal do livro O menino do dedo verde, de Maurice Druon. Ele descobre com Bigode, o jardineiro de sua casa, que possuía um dom especial: por onde passava seu polegar nasciam flores, e com isso ele decide deixar a vida das pessoas de sua cidade mais bonita e alegre. Mais sobre O menino do dedo verde aqui.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

(título é para os fracos)

Tema: Jardim.




Sempre olhava pro jardim da vizinha e levava a sério aquilo de que a grama do outro é sempre mais verde, sempre mais bem cuidada. Não era muito de se importar com os outros não, nem ligava pro que os outros achavam de seu jardim, mas se tinha uma coisa (ruim) que sentia era inveja daquele impecável do lado. E como não sentiria? As flores nunca se ausentavam. Se não era época daquela, tratava logo de aparecer a da vez praquela grama sempre molhada e com cara de fotografia de revista.
Nunca ninguém pisava na grama. Nunca se via ninguém plantando. É como se enquanto todo mundo dormia ou estava fora de casa uma fada poderosa (e invisível) tomasse conta daquele espaço e transformasse tudo em maravilha que, além de tudo, era supercheiroso.
Dia desses resolveu perguntar a tal vizinha que, apesar de morar perto há mais de décadas, raramente via, o que é que tinha naquele lugar, afinal. Tocou a campainha, depois de passar pé por pé pelo jardim e olhar cuidadosamente cada detalhe. Ninguém atendeu. Não ouviu a voz de ninguém, nenhum ruído, nada.
Soube, meses depois, que aquele era o único lugar bem cuidado dali. Descobriram que a velhinha havia falecido, quando começaram a notar bichinhos demais naquele jardim modelo. Resolveram averiguar. Encontraram uma casa completamente jogada às traças, com três ou quatro moradores já pra lá de Bagdá, teias de aranhas fazendo festa, ratos como convidados principais e, bem, melhor fingir que o restante nunca existiu.

Moral da história: antes parecer feio que morrer por dentro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Maquinaria

Tema: um livro
Por Taffa

All is Full of Love

Sinopse:
O amor pode acontecer em qualquer lugar. Ainda que num futuro pós-apocalíptico, repleto de guerras entre androides que lutam pelo que restou da Terra. Até mesmo entre as máquinas, providas de inteligência artificial e construídas para serem a supremacia robótica sobre os demais seres. Inclusive entre duas delas, uma capitã do maior exército androide e uma soldado novata que se infiltrou como espiã da Horda. As duas robôs partilharão de um segredo que pode mudar completamente o destino de uma era, lutando por suas sobrevivências e tentando entender algo que julgavam impossível nestes tempos: um sentimento partilhado entre duas criaturas cibernéticas.

Sumário:
Terra, Ano 3016 DC ------------------------------------------------------- 06
Capitã Ninfora BX12 ------------------------------------------------------- 11
A Queda de Aberion ------------------------------------------------------ 19
Circuitos sobre Carne ----------------------------------------------------- 28
Os Exilados ------------------------------------------------------------------ 41
Sem Radar -------------------------------------------------------------------- 64
Das Profundezas de um Ninho Robótico --------------------------- 81
Aberion sob Ataque -------------------------------------------------------  92
Ruínas e Descrença ------------------------------------------------------- 105
A Nova Formação ---------------------------------------------------------- 121
Vic XVII ------------------------------------------------------------------------ 136
Números de Série ---------------------------------------------------------- 152
No Covil ------------------------------------------------------------------------ 161
Laboratórios Esquecidos ------------------------------------------------ 183
Duplicidade ------------------------------------------------------------------- 197
Confronto, Óleo e Maquinaria ------------------------------------------ 218
Misericórdia ------------------------------------------------------------------  221
Nova Terra, Ano 1 ----------------------------------------------------------- 247

Biografia:
Taffarel Brant tem 23 anos e gosta de ficção científica. Também adora seres mitológicos, culturas diferentes e lendas urbanas. Nasceu no interior do interior, mas não puxa o erre quando diz porta. Prefere dias nublados e viveria, sim, num lugar de clima constantemente assim. Maquinaria é o primeiro livro de uma trilogia que conta a história de um futuro dominado pela tecnologia high tech. Entre guerras, grandes exércitos e conspirações, às vezes as máquinas conseguem demonstrar que podem ser tão humanas quanto qualquer um de nós.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um olhar que apreende

Tema: um livro
Por Rosana Tibúrcio
Gentes 

Sinopse  
Neste livro "Um olhar que apreende" Rosana relata o que seus olhos captam e o que lhe interessa de fato: gentes, manias e comportamentos.
As crônicas apresentadas nesse emocionante e divertido livro são reflexos da observação que Rosana faz do mundo e de suas gentes.

Numa obra mais autobiográfica do que biográfica – pois até quando relata o que vê, interfere na história expondo seu jeito de pensar e entender o outro – a autora esmiúça várias almas e quase revela a sua.
Esse jeito de observar gentes começou ainda criança, num tempo em que Rosana era obrigada a ir à igreja,  nas manhãs de domingo, assistir às missas.
Sem ter a mínima ideia se pecava ou não, em vez de seguir aquele ritual obrigatório, Rosana observava e buscava entender aqueles que pareciam tão cheios de fé e bondade, mas que se comportavam de forma adversa, bastando descer as escadas daquela igreja. Na crônica "Deus, vou te contar", Rosana conta a Deus tudo que vê - pois pensava que só ela via - depois dos degraus. E pede para que Ele dê um jeito naquela gente falsa.

Na crônica que encerra o primeiro capítulo do livro, Rosana revela como descobriu sobre imperfeições, confiança, prudência e, descobriu ainda, que ninguém se salva do julgamento alheio e da língua maldita. Nem ela.

No segundo capítulo Rosana apresenta histórias dos chefes e colegas que teve e dos clientes que tem.

Os amigos verdadeiros e os ocasionais são os personagens do terceiro capítulo.

No quarto capítulo Rosana judia do leitor levando-o às risadas e às lágrimas, de forma abrupta, sem pedir licença; relata manias, dores, alegrias e comportamentos de alguns familiares e poucos amores.

No quinto capítulo, Rosana encerra o livro expondo suas observações virtuais. Em sua última crônica "No conforto do anonimato" a autora traça um perfil dos que se enchem de coragem, para espezinhar e espalhar maldades nas redes sociais, sem revelar a própria identidade. Rosana atrevidamente insinua, nessa crônica, o que faria se tivesse tenacidade suficiente para ser uma anônima, porque para ela o anonimato não é confortável. Rosana termina seu livro fazendo um paralelo entre esses anônimos virtuais e os que usavam capa de candura aos domingos na igreja de sua infância. Anônimos que não percebiam, nem percebem - os “tolinhos”, como ela mesma diz – que, aos olhos de Deus, não passam despercebidos. Nem aos dela.

Sumário
INTRODUÇÃO ..........................................................  2
Primeiro capítulo - Quem são? ..............................  5
1 Deus, vou te contar ................................................  6
2 Na casa da praia ....................................................  9
3 Esperando o doutor ............................................... 10
4 Conversa no velório ................................................ 12
5 Atrás da porta ....................................................... 15
Segundo capítulo - Tá fácil não seujão.................. 18
1 É atirar pra cima e acertar num chefe ...................... 19
2 Cadê meu burrinho? ............................................... 23
3 Um novo ponto de crochê ....................................... 25
4 Se é fácil, faça você ............................................... 27
5 Paga que eu entrego .............................................. 30
Terceiro capítulo - Amigos e miguinhos ................. 32
1 Nos dedos das mãos .............................................. 34
2 Sentados à mesa ..................................................  35
3 Amigos ocasionais ................................................. 37
4 Eu não sou poste: contou, agora me escuta ............. 40
5 Pra rir e chorar junto ............................................... 42
Quarto capítulo - Só muda o endereço ................... 45
1 Bulling em família ................................................... 46
2 Na caixa de correspondência .................................  48
3 Pedindo socorro...................................................... 50
4 As alianças ............................................................ 53
5 Família e mania, todo mundo tem ............................ 55
Quinto capítulo - Do mundo virtual ......................... 58
1 Discrição? Não temos.............................................. 59
2 Que deselegante!! ................................................... 62
3 Nos blogs da vida: cadê meu guaraná? ..................... 65
4 Fonte de amizade ....................................................68
5 No conforto do anonimato ........................................ 70

Biografia
Rosana é mineira, formada em Pedagogia e Direito, divorciada, sem namorado, e a procura de um rico, inteligente e gostoso. Faz o melhor café do mundo, tem duas filhas e 55 anos. Antes que essa idade vença decidiu publicar seu primeiro livro. Cansada da senzala; de escrever para terceiros - armar a cama para o outro levar a fama –; de ser ex isso e ex aquilo (ex-motorista, ex-mulher, ex-bancária, ex-funcionária, ex-patroinha), decidiu que seu livro irá colocá-la, até que finalmente, no pedestal de atual: a atual escritora mais aclamada do Brasil, quiçá do Universo.


Uma linda quinta-feira para todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há a promessa de que sim, vou publicar essas crônicas. Onde eu ainda não sei. Me aguardem!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Como tudo começou

Tema: Um livro
Por: Nina Reis


Título
Doces e Salgados – Como tudo começou
Sinopse (por Laura Reis)
Nina sempre foi muito criativa e habilidosa. Admiro sua destreza na cozinha e sua forma de personalizar cada receita. Muitas vezes me pego pensando: quero ser assim quando crescer. Além do bolo de caneca sei fazer ovos mexidos e fritar batatas, mas depois de ler o livro tenho certeza que serei sua mais nova sócia.
Sumário
1 – Como tudo começou  ________________________04
2 – Personalizar _______________________________ 07
3 – Doces preferidos ___________________________ 10
4 – Os melhores salgados  _______________________ 30
5 – Lanches __________________________________50
6 – Recheios _________________________________ 65
5 – Substituindo ingredientes  _____________________70


Biografia

Nina Reis tem 31 anos é mineira/candanga. Sua formação é Técnica em Estética e há mais de oito anos trabalha com massagens, mas desde 2012 ela passou a dedicar parte do seu tempo cozinhando. De uma maneira criativa e divertida ela se atreve reinventando de um jeitim bem personalizado doces e salgados para compartilhar e vender para amigos e pessoas queridas. Cogita a grande possibilidade de abrir seu próprio negócio e se dedicar mais tempo a gastronomia.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O menino da chuva

Tema: Um livro
Por Rafael Freitas


Sinopse
Em uma noite de muita chuva, Lourenço encontra deitado na calçada, sobre o toldo de sua padaria, um garoto encolhido, encharcado e com o rosto machucado. O menino não se lembra de nada do seu passado ou de sua família e o padeiro o acolhe. O menino passa a morar nos fundos da padaria e se torna muito próximo da família de Lourenço, principalmente de seu filho Jonas.

Lourenço sabe que o garoto é inteligente e especial, por isso fica preocupado com a chegada de um empresário misterioso na cidade que passa a rondar a vizinhança, bastante interessado no passado do garoto.

Uma pequena vila no interior de Minas Gerais, com suas montanhas, cachoeiras e os trilhos de uma maria-fumaça desativada é o cenário desta história de amizade e confiança, recheada de mistérios e aventuras, e de elementos da cultura mineira e de seu povo acolhedor. Uma verdadeira fábula sobre bondade, amizade e confiança.

Sumário
1 - O menino da chuva _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 05
2 - Pão de queijo e café em família _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 33
3 - Jonas _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 79
4 - O terno preto _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 127
5 - Os velhos trilhos_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 151
6 - Depois da tempestade _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 185

O autor
Rafael Freitas nasceu em Borda da Mata, sul de Minas Gerais, em 21 de setembro de 1983. Deixou de lado sua formação acadêmica de publicitário para se dedicar às artes, com foco no teatro e na música.

Em seu primeiro livro, o autor se baseia no que considera ser uma das coisas mais importantes de sua vida: a amizade. Mantém uma casa no sul de Minas, para onde sempre volta para rever a família e os amigos e se encher de inspiração.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Por isso..

Tema: Um livro

daqui


Título
Por isso.


Sinopse (por Tati Bernardi)
Neste futuro best-seller dos livros de autoajuda às avessas, Laura Reis arremessa em nossa cara todos os porquês (ou ‘por isso’s’) que encontramos ao longo da vida. Tudo aquilo que a gente se pergunta por que faz, por que quer, por que continua, por quê?
Parece complicado, mas fica tudo muito simples quando a leitura é uma delícia, assim. E é por isso que a gente lê uma, duas, várias vezes!
 por Tati Bernardi

Sumário
5. “Por isso”, por quê?
8. Ouço
10. Repito
12. Durmo
13. Continuo
14. Penso
16. Penso de novo
18. Esqueço
19, Mato 


Biografia
Laura Reis tem 25 anos e nasceu em Patos de Minas (MG) onde morava até ontem, quando mudou-se sabe-se Deus pra onde! É publicitária por formação (UNIPAM), redatora por opção e preguiçosa porque todo mundo tem que ter um defeito. Já escreveu outros três livros e, volta e meia, publica uma coisa ou outra em seu BobagensImportantes.com.br.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Das malas

Tema: uma imagem, um conto
Por Taffa

Pra caber no porta, de LauReis

Acordou naquele dia com tanta preguiça que mal conseguia pensar noutra coisa senão dormir mais. Resolveu então ficar enrolando na cama, por uns tempos, por uns cochilos, por horas. Percebeu a movimentação na rua e tampouco se importou, claro. E o quão cansado estava? E as dezenas de horas de ônibus que havia enfrentado para chegar naquele local? Alguém se importava com isso? Ah, realmente duvidava.

A cabeça estava cheia de problemas, mesmo passando um tempo longe de toda a correria diária. Tinha uma dor de estômago que incomodava sempre e nunca abria exceção. Lembrou-se, também, do stress. Aquele malcriado que teimava em ficar perto, não importando o quanto tentasse fugir.

Então levantou-se arrastado e tomou um banho. Tirou algumas malas do armário e colocou-as junto a outra que estava pronta desde o dia anterior. Pegou a primeira e dentro colocou toda a preguiça que estava impedindo-o de agir há tempos. Fechou o zíper e percebeu que a mala estava estufada, havia muitos quilos de moleza ali. Fez o mesmo com as dores: de cabeça, costas, estômago e rins. Colocou cada uma num receptáculo porque elas possuíam densidades diferentes e percebeu que, para algumas, bastava uma nécessaire, enquanto outras mais crônicas demandavam bagagens de costas e malas inteiras.

Chamou um táxi e terminou de se aprontar enquanto esperava. A camisa ficava tão bem com aquela calça, percebeu ao se olhar no espelho. Achou que estava mais magro e as entradas dos cabelos não estavam tão visíveis assim. Com a chegada do motorista, colocou tudo no bagageiro. Conversaram sobre o trânsito, dinheiro, fome na África e o tempo.

Assim que chegou ao aeroporto, fez o check-in e despachou todas as malas para um lugar bem longe dali: Alasca, pôde ler no canhoto do comprovante. Então foi até a sala de embarque carregando apenas uma mochila com algumas trocas de roupas e cartões de crédito e passou pelo portão, seguindo até onde estava a aeronave. Lá dentro, a aeromoça fez os procedimentos de segurança iniciais e finalizou avisando a todos que a viagem com destino a Fernando de Noronha duraria seis horas.

Da janelinha de onde estava, conseguiu ver o carrinho de bagagens seguindo para um outro avião branco, com marcas de outras viagens pesadas até lugares longínquos, imaginou. Fechou os olhos, colocou os fones de ouvido, deitou a cabeça no encosto do assento e sorriu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Bruninha e os balões

Tema: uma imagem um conto
Por: Aninha e Rosana Tibúrcio  
de onde Marina encontrou
A minha prima Bruninha só falava no seu aniversário de quatro anos. Uma semana ela buzinando no meu ouvido: Aninha, vou ganhar muitos presentes? O que você vai me dar? E eu já estava meio sem paciência com aquilo. Tantos dias só nesse assunto. Era muito pra quem só tinha três aninhos – ainda.

Na festa de Bruninha tinha que ter muito, mas muito balão. Exigência dela. Nunca vi coisa mais boba que essa: uma criança gostar tanto assim de balão. Eu até gosto, mas prefiro muito mais outros enfeites de festa. E a família comprou todo estoque de balões que havia no Acre. Foi essa a impressão que eu tive. Bruninha ainda exigiu que não houvesse balão amarelo ou alaranjado. Disse que não gostava dessas cores para balão,  "só pra balão, porque o sol é bonito, assim, amarelinho". 

Decidiram que um dia antes da festa ela deveria tirar algumas fotos com a roupa do aniversário (hihihihi coisa mais tola) e fui ao estúdio com minha tia e minha mãe “porque você tem bom gosto, Aninha, e ninguém melhor para escolher o painel de fotos.” Eu me achei
Havia vários painéis por lá, cada um mais lindo que o outro, mas eu – de maldade maldadinha – resolvi escolher um que tinha balões sendo que um dos balões era alaranjadinho... hihihi
Olha, tios velhos que leem este blog, vou ensinar uma coisa importante para vocês: jamais façam maldade maldadinha porque vocês podem se dar mal.

E na hora das fotos, eu que pensava ouvir gritos e choros de Bruninha, por causa do balão alaranjadinho bem ao alcance de seus olhos, a coisa ficou muito pior. Ela encasquetou, fez maior birra, pois queria porque queria balões alaranjados na sua festa “agora eu já gosto maêê, olha que lindo desse”, falou Bruninha, no maior chororô e apontando pro tal balão que eu pensei fosse dar o maior nó.

E foi um deus nos acuda (sim, Laurinha, eu sei falar isso, afinal quem nasce em Epitaciolândia aprende a falar de tudo) para calar a boca daquela menina. E ela só tirou fotos pro álbum depois que eu afirmei que todos os tios velhos estavam procurando balões daquela cor no resto da cidade, do Acre.

E o que é pior: o moço da máquina de encher balão voltou pra Rio Branco (no Acre, só na capital tem dessas máquinas) e agora, quero nem ver aquela muvuca de gente enchendo balão alaranjadinho e amarelinho no salão de festas. Quero mais é aproveitar as sobras dos doces que Tia Epitácia sabe fazer tão bem e a sensação de alívio porque nenhum adulto percebeu, ainda, que fui a causadora da segunda crise existencial de Bruninha, aquela amarela.
Tolinhos!

Uma linda quinta-feira pra todos vocês minhas gentes, pois nas quintas há algo diferente no ar e hoje há a certeza – contar procês – que já fui melhor, bem melhor... e no mais, meu conto virou uma crônica [?] infantil.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Apenas um olhar

Tema: uma imagem, um conto
Por Nina Reis
Carlos era um avô presente, contava as mais lindas histórias para o seu neto caçula John que mesmo, tão pequenino, já o fazia entender que para conhecer o mundo, descobrir tesouros, fazer o bem e compreender o próximo, não era tão difícil assim. Bastava ter um bom coração e bom ângulo para enxergar a vida. Ressaltava, também, que normalmente somos nós mesmos quem complicamos as coisas e que os sonhos podem, muitas vezes, caber na palma da mão.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Para dormir em paz

Tema: uma imagem, um conto
Por Rafael Freitas


Juntou tudo: cartões, bilhetes, tíquetes de cinema, fotos, emails. Jogou fora sem dó. Era assim que fazia quando acabava um amor: desfazia-se de qualquer objeto que pudesse lhe trazer um desconforto. Acreditava que, livrando-se deles, desvencilharia-se também daquele sentimento que um dia fora bonito, mas que já começava a estragar.

Foi assim com aquele perfume que fora presente, e nem havia acabado. Foi assim com o livro que gostavam de ler juntos. E foi assim com seus lençóis.

Impossível não pensar nele quando se deitava. Bailavam ao seu redor, quase tangíveis, as lembranças do amor, das noites tórridas e dos planos feitos sobre o mesmo travesseiro. E o seu cheiro ali, inebriando. Era uma boa forma de tê-lo por perto. Só não ajudaria em nada.

Curtiu sua presença por uma semana, até que criou coragem e enrolou tudo, lençóis, colcha, travesseiros, como numa trouxa de lavadeiras e colocou na rua, para quem quisesse levar. Quanto mais longe, melhor. E mais feliz e mais leve, foi escolher seu novo jogo de cama: branco, de estampado cor de rosa, florido. Rosas, suas flores preferidas. Aproveitou e botou na sacola umas almofadas novas, de estampados delicados, que combinavam perfeitamente com as outras peças. Uma harmonia que ela quis para si.

Ajeitou-os na cama sem nem lavá-los, com era o costume ensinado por sua mãe. Queria-os neutros, com cheiro de novo, de loja. Deitou-se para experimentar e aproveitou para cochilar um pouco. Há muito andava precisando de descanso. Para o corpo e para o coração.