quinta-feira, 27 de novembro de 2014

No campo da educação e do afeto

Tema: organização
Por: Rosana Tibúrcio


Casa, gavetas, armários, xícaras, arquivos, calcinhas e sutiãs, discos, livros, canetas, lápis, geladeiras, quintais, jardins, fotos, agendas, caixas, dinheiros, utensílios, listas, cadernetas de vacinas, notas fiscais, recibos, comprovantes de compras, holerites, esmaltes, pinceis, maquiagem, colares, anéis, relógios e o diabo a quatro é facim facim de organizar. Pode-se, inclusive, pagar alguém para fazer isso, E quando não há organização, foda-se o bagunceiro. Tenho nada, nada com a vida dele.  

O difícil é lidar com a falta de organização no campo da educação e do afeto. 
- Oi, Rosana, como você vai??
- ué, hoje eu até que est...
- eu tô mal, meu pai tá mal, meu cachorro tá mal, meu cu tá ardido
- EI ESPERA!! Vamos organizar essa merda: já que me perguntou, primeiro eu falo, depois você. 

Ando cansada, juro, dessa desorganização no mundo dos afetos, dessa história de um atropelando o outro, dessa falta de compaixão, cuidado e zelo para com os amigos. 
Ah, eu bem sei que não sou só eu que convivo com gente desorganizada nesse aspecto. Somos eu, Gusttavo Lima e você (hihihihi)


Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há um tantim de tristeza em pensar que convivo com gente sem noção, sem educação e sem organização. Repetindo: primeiro eu, depois você ou vice-versa.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Confesso

Tema: organização
Por: Nina Reis





Bagunça organizada,
assim é minha casa.

Limpo e com cheiro impecável,
meu ambiente de trabalho.

Precisando de mais limpeza,
meu coração.
Ownnnn rsrsrsr




Obs.: confesso que sinto inveja dos virginianos, que são exímios organizadores, tanto no trabalho, quanto em casa. Agora, a respeito do coração cof cof, prefiro não comentar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Quatro paredes e duas montanhas

Tema: Organização
Por Laura Reis

Impecável. Assim era como meu pai exigia que o escritório ficasse, mesmo que fosse em meio a reuniões com dezenas de pessoas. De uma forma ou de outra, era necessário fazer entender que uma ajeitadinha aqui, uma arrumadinha aqui era clamada pelo chefe do pedaço. Os clientes e amigos já sabiam de sua fama e entendiam qualquer sinal.
Somente 2 armários abrigavam seus livros. 2 armários visíveis. Ali ficavam os de consulta certa ou os recentemente adquiridos. Os mais velhos iam para a biblioteca de casa. Enorme, é o que diziam os boatos, já que ninguém nunca conheceu ali, de fato. Por vezes, questionava-se sobre algum exemplar e, ora ele demorava uns dias pra levar - como que com receio do empréstimo, ora dava uma desculpa esfarrapada - como ‘estar emprestado com uma terceira pessoa’.
Lembro-me que nem quando adoeceu, deixou que fôssemos buscar os livros que gostava de ter por perto, além dos do trabalho – sua paixão. Dizia que entrar ali, seria como entrar em sua alma e começou um discurso como o de todas as vezes que alguém toca no assunto.
Num dia sem importância, me ligou e, falando pausadamente, pediu que eu fosse em casa porque precisava de um favor enorme, que eu deveria me apressar pois tinha a ver com saúde.
No desespero, saí de meu apartamento até a casa de meu pai, suplicando a Deus para que nada tivesse acontecido com ele ou com mamãe.
Aparentemente estava tudo apagado e não havia movimento algum. Me aproximei da porta e ele – que deve ter ouvido o alarme do carro, já gritou para que eu entrasse em casa.
Fui num ritmo mais lento, com receio do que estava por vir e ele ia me chamando pra ir até onde ele estava. Estranhei porque o chamado vinha no rumo da tal biblioteca misteriosa do velho. Quando me aproximei da porta, que estava entreaberta, vi uma luz lá no meio que iluminava apenas meu pai sentado em uma poltrona estranha e com um lápis na mão.
- Escuta, estou morrendo por dentro, mas esperei sua mãe e sua irmã irem à missa pra pedir, por misericórdia, que me arrume uma ajudante pra colocar essa zona em ordem.
Luz acessa, quatro paredes branquinhas e duas montanhas de livros. Morri.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sobre clichês e frases feitas

Tema: livre
Por: Rosana Tibúrcio


Não gosto de clichês, não acredito em amor incondicional, assim como não acredito que alguém renasça das cinzas. Clichês, clichês, clichês. Clichês me irritam. Para mim não há matemática em comportamento e, muito menos, em sentimento. Ninguém ama ninguém igual e o tempo todo. Criança começa a crescer, pais disparam nãos a todo instante, se irritam e querem mais é uma noite de sono sem preocupações. E amar incondicionalmente, para mim, seria não se aborrecer com o objeto do amor em nenhum segundo sequer. Me apontem um ser humano que foi capaz disso, apenas um. Não vale Jesus!!!

Ninguém depois de uma caída levanta mais forte. Mais forte o caralho. Provem!! O caído pode levantar mais esperto e não cair, de novo, naquele buraco de onde levantou, mas o caído perde força; ah perde. Só matemática é ciência imutável desde sempre e para sempre. Ou não... afinal, Caetano disse e Roberto cantou que tudo estava "certo como dois e dois são cinco." Cadê precisão???

Não gosto de frases feitas nem da banalização do amor, mas acredito no amor. Acredito no amor que erra e pede perdão; no amor que perdoa e não guarda rancor. No amor que dá colo e pede colo. No amor amigo, no amor filial, no amor romântico e no amor sensual. Mas não acredito em frases feitas. Em nenhuma delas, desculpaê você que ama powerpoint, florzinha, coração e comic sans MS. Reparem que os amantes de frases feitas amam essa fonte do cão. Exemplos de frases feitas? "Se benze que sua felicidade vai ofender muita gente." Não vai, não vai, porque quem está feliz não se preocupa em ofender; a felicidade não ofende, o que pode aborrecer é alguém esfregar a "felicidade" na cara do outro, e se esfregou, não é felicidade; dê qualquer nome a esse fato, mas não felicidade, desculpaêê, mas a felicidade de ninguém me ofende. Nunca ofendeu. E olha que não sou santa, nem pretendo ser, sou inclusive uma chata de primeira.

Outra frase imbecil: "não importa a resposta e sim a coragem de fazer a pergunta." O CACETE!!! Duvido que há nesse mundo de meu Deus alguém que pergunta algo e não espera resposta. Se não espera resposta não há pergunta. Há um desabafo. Cês tão entendendo??? Frase feita, frase feita para boi dormirzzzzz. A vaquinha aqui cai nessa não.

Como me irrita e como eu não acredito em clichês e frases prontas. Não acredito e provo para qualquer um que tô certa. Coloquem todos os clichês e todas as frases feitas aqui na minha mesa que destrincho todas elas e provo por a mais bê que elas balelas, apenas balelas. Aliás, contar procês um trem: Papai Noel também não existe. Nem o saci. Chorem!!!


Uma linda quinta-feira para todos vocês meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar (frase feita, mas nessa eu creio, porque eu elaborei hihihihi) e hoje há um momento reflexivo-revoltante-científico-comportamental verdadeiro.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Posso sim


Tema: Livre
Por: Nina Reis




Posso aproveitar que é tema livre?
Aproveitar que fiquei dodói?
Aproveitar também que estou com uma mega blaster labirintite textual?

E fazer um top 3 das minhas músicas(clips) atuais prediletas?


POSSO SIM pirimlipimpim



Top 1 

Caro Emerald - A Night Like This



Top 2 

Kiesza - Hideaway



Top 3

Banda do Mar - Mais Ninguém

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Florir, compartilhar

Tema livre
Por Rafael Freitas

Uma canção de amor, suave e singela. Quem não gosta?




Florir - Elder Costa*

Enquanto eu vi a lua mergulhar na aurora em que eu estava a te esperar
O orvalho inundou o sorriso de cores e perfumes deste altar.
Que é primavera!
Que inicia o beija-flor na arte mais doce de encontrar o néctar.
E eu sempre soube que pra eu me banhar tanto faz o azul do céu ou do mar...

A paixão nos prendeu de tal maneira e a fera que andava afoita pelos campos achou de vir morar nos corações...
Que seja agora o florir da nossa história!
Mesmo que ninguém nos veja num beijo terno atrás da igreja,
Sempre que eu viver eu vou te amar.


Elder Costa é um compositor de Pouso Alegre, super talentoso, e amigo do Cantus Quatro. Cantamos uma composição sua no nosso Cd, inclusive. Florir, nesta interpretação do grupo Toque de Midas, do qual Elder fazia parte, tem a participação do Milton Nascimento.


[Tendo sentido uma tendência ao drama hoje, preferi evitar pequenas crônicas românticas e outras histórias. Um post sem drama até que vai. Mas sem romance, aí já não consigo... rs)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Para tudo há uma explicação

Tema: esoterismo
Por: Aninha e Rosana

Oi minhas gentes, pedi pra Aninha postar no meu lugar e essa moleca me mandou trocentos áudios, via whatsapp para eu transcrever aqui. Ou seja: se eu postasse andava mais rapidinho. Vamos lá. 


Oi meus queridos leitores do Guaraná com Canudinho. Saudade de vocês todos meus tios velhos. E por falar em saudade, esse sentimento é o único sentimento inexplicável para mim. Tanto que não há palavra igual à saudade em outro idioma (oi Tia Helô*), como vocês devem estar carecas (oi Tio Rafa) de saber. 

No mais, esoterismo é quase falta do que fazer, meio que uma palhaçada. Para tudo na vida há uma explicação, pelo menos eu sei explicar. Se não sei pergunto ao dicionário, ao google, ao meu pai, à minha mãe, ao meu avô Juvenal, ao Carlinhos meu irmão de três anos e aos tios velhos do blog. E eles me explicam sempre. 

Do que sei de esotérico, além da música dos Doces Bárbaros que meu pai não para de ouvir depois que perguntei para ele o que isso significa e ele tava ocupado e me mandou olhar no dicionário, essa história de - abre aspas tia Rosana oppps, descupaê Aninha - "atitude doutrinária, pedagógica ou sectária segundo a qual certos conhecimentos (relacionados com a ciência, a filosofia e a religião) não podem ou não devem ser vulgarizados, mas comunicados a um pequeno número de iniciados" é nada mais, nada menos que EGOÍSMO, meus amiguinhos. E também essa de "ciência, doutrina ou prática baseada em fenômenos sobrenaturais" tem nada a ver. Não acredito nisso.

Esotérico mesmo, e Deus tá vendo, é: 
a) uma foto divulgada no whatsapp de uma certa pessoa de nome Tio Rafa, vestido de galinha, porque "gente, é um trabalho que fiz com meus alunos do colégio.". Tá, bom, Deus tá vendo, tio Rafa; Deus tá vendo. 
b) o aplicativo "muda voz com efeitos", que Tia Marina descobriu e faz a gente rir mais do que rimos nos últimos cinco anos. Parece coisa de outro mundo. (ó). 
c) o quarto da Laurinha no dia que ela resolve arrumá-lo; 
d) os mimimi sem fim da Tia Rosana "ai, eu quero só dormir", "ai, minhas pernas estão doendo", ai ai ai. Tudo isso é sobrenatural para mim; e não aquilo que Vô Houaiss me relatou. 

Então é assim, meus tios velhos: eu não acredito em esoterismo. Pelo menos por enquanto, pelo menos até agora que sou uma garotinha inocente. Quem sabe depois lá no futuro, de tanta coisa feia que eu encontrar no mundo dos adultos eu passe a acreditar em esoterismo para conseguir ser mais feliz e iludida da vida? Acompanhemos, como diz a Tia Laurinha.  

Um beijo queridos guaranetes e desculpe-me Tia Rosana por mandar tantos áudios para você e sei que vai reclamar. Te amo e tava com saudade de todos do blog e sei que depois desse post pessoas muito mais vão me amar hihihihihi.

*Tia Helô, amiga daqui do blog me ensinou que é muito mais bonito falar idioma do que línguas. Obrigada, também... Tia!  



Uma linda quinta-feira para todos vocês minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há uma lição de Aninha: bora ser realista pra não morrer afogada

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Até que nem tanto

Tema: Esoterismo
Por Rafael Freitas

Posso começar citando Gilberto Gil?
"Mistério sempre há de pintar por aí..."

Tantas coisas que a gente sente sem saber o porquê, acredita sem saber o porquê... Tenho um pezinho (ou seriam os dois?) no esoterismo. Acredito na energia das pessoas, dos lugares, seja ela boa ou ruim. Que tenho poder no toque e no pensamento. Gosto de incensos, mantras, batas e estampas indianas.

Tenho um grande interesse pela filosofia budista, seja por vontade ou curiosidade. Não consigo acreditar em muitas coisas, mas quando é pra falar de fazer o bem, praticar o amor, buscar ser cada vez melhor, aí eu acredito com cada célula do meu corpo. E sim: me falta praticar mais.

Vocês devem estar pensando: o Rafael meditando? Nunca! Assumo: não consegui. Mas também não tentei muitas vezes. Também me falta praticar mais. Eu chego lá. Um amigo vai me emprestar um livro. Não me lembro direito do título, mas é alguma coisa sobre O que é ser zen. Só a pronúncia dessa palavra já me agrada: zen!

Aguardem que um dia eu vou pro Tibet e volto careca, usando aquele vestidão laranja, total Hare Krishna!

Quer dizer... Voltemos ao Gil: "Nem tão esotérico assim! Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais." hehe


Namastê!



(Considerando o tema, assisti este vídeo outro dia e achei tão bonito! Super recomendo.)




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Do outro só quando eu quiser...

Tema: eu sou minha
Por: Rosana Tibúrcio


Só vale ser do outro se for na base do amô e se eu quiser
Imagem daqui

Para poucas coisas eu tenho tristeza de não ter nascido em um tempo posterior à década que nasci. Uma pena que agora, com minhas filhas mais crescidas, é que eu tenho maior consciência de que meu corpo, meus pensamentos, vontades e desejos são meus e de mais ninguém. Ou deveriam ser só meus, desde sempre.

Se eu tivesse essa consciência mais cedo ia ensinar direitinho minhas meninas a defender essa ideia e a não serem ciumentas. Porque nessa questão não cabe o tal dois pesos, duas medidas. Se existe essa verdade para mim, ela deve ou deveria, pelo menos, existir para o outro com quem eu convivo e, consequentemente, não haveria aquelas cobranças inerentes a quem é ciúmento.

A consciência de que nosso corpo, nossas ideias e nossos desejos são só nossos dá segurança e leveza. Segurança para dizer não e leveza para dizer sim. A qualquer questão: roupas, comportamento, sexo, trabalho, palavras...

Na verdade eu sempre fui voluntariosa, teimosa e outros osas que sinalizavam, agora sei, à liberdade de ser minha dona. Muitas vezes consegui ser minha e, pasmem, foi quando mais fui do outro - aqui eu digo de amor. Aquele que mais amei na vida foi quem mais me deixou livre para ser eu mesma e minha.

E quanto as outras questões... ahhhh sempre briguei por elas, mas, infelizmente, sem a consciência que tenho agora e que gostaria de ter tido sempre.

Recomendo a todas as mulheres o exercício de ser sua própria dona. Ressalto as mulheres porque só não vê quem não quer: o mundo ainda é mais ajustado para as vontades dos homens. Estamos, nós mulheres, só começando essa árdua luta para nos igualarmos a eles e poder dizer sim, ou não, ao nosso bel prazer. Afinal, é bom, é importante, faz feliz e é um direito.


Uma linda quinta-feira para todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há um desejo de que cada um de meus amores seja seu próprio dono: feliz e leve. 



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Única

Tema: Eu sou minha
Por: Nina Reis





Sou minha contradição
sou meu erro
e até meu próprio desastre

Sou minha culpa
minha aversão
e minha manipulação

Sou minha fome
minha sede
e minha sustentação

Sou minha felicidade
sou meu querer
e até meu próprio e único amor

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

E se meu título não agradar?

Tema: Eu sou minha
Por Laura Reis


Pode parecer absurdo, mas ter a consciência de que o corpo é meu, a opinião é minha e, o mais agravante, as escolhas são minhas, me torna imediatamente uma pessoa insegura. E se eu não fizer o certo? E se for ludibriada? E se eu me arrepender? São questões que sempre vão rondar minha cabeça em qualquer questão, do requeijão no café da manhã à discussão política.
Afinal, eu escolhi e escolher é colocar-se em risco, inclusive (ou principalmente) ao julgamento do outro – que, nesse caso, também é dele e de mais ninguém.




Que tema é esse, "Eu sou minha"?
Quem manda em mim sou eu, quem manda no meu corpo sou eu, não é meu namorado, meu amigo, marido, esposa, mãe. Quem manda na minha opinião sou eu, ela não é do outro. Eu sou minha, não tenho dono, não tenho dona.