quinta-feira, 29 de maio de 2014

Uma enxurrada

Tema: chuva
Por: Rosana Tibúrcio

Gosto de olhar a chuva, muito, mas odeio me molhar na chuva. Apesar de não gostar das gotas em mim, prefiro molhar a andar de sombrinha. Odeio sombrinhas. Aliás, se tem algo que me frustra um tanto bom é não saber onde ficam as sombrinhas perdidas de todo mundo. Quem acha? Nunca vi ninguém dizer: achei cinco sombrinhas, mas já ouvi muita gente contar que perdeu esse tanto.

Mas pensando bem, houve um tempo que eu gostava de andar, não de sombrinha, mas de guarda-chuva abraçada ao namorado. E aí fico pensando porque a maioria das pessoas tem esse lance romântico em relação à chuva? Será que ela lava, realmente, a alma da gente? Deixa a gente mais vulnerável, mais aberto às emoções, mais desarmados? Pode ser, pode ser!!

Nunca tive paciência para ficar na cama ouvindo barulho de chuva, a não ser junto. Pareço safada, né? Mas não, é do junto romântico que falo. Mas isso de eu, sozinha, ficar deitada ouvindo barulho, gosto não, não me atrai. Prefiro abrir a janela e ver a chuva na minha frente. Isso se a chuva for mansa. Chuva brava não gosto, penso que ninguém gosta. Quando ela tá brava nem é a protagonista da situação, vencem os raios e os trovões. Chuva boa é a chuva da paz, do romance, do cafezinho com quitanda caseira e a gente bem agasalhado dentro de casa. Ou nela, debaixo de um guarda-chuva num abraço ou num andado de braço dado.

E as músicas que falam de chuva? Todas parecem sempre muito lindas. Não vou me arriscar deixar letras delas aqui, porque isso um moço de terça já fez. Mas tem aquela que Fernanda Takai canta com o Rodrigo Amarante, a mesma que no meu tempo de jovem cantava Ronnie Von, aquele do cabelon bonito com quem eu andaria de boa sob um guarda-chuva.

Falando em cabelo, sempre tive dó de quem tem cabelo ruim em tempo de chuva. E juro: rio um pouco. Não, rio muito. Acho divertido porque nunca tive essa preocupação. Mas isso não é lenda? O cabelo fica mesmo esquesitão na chuva?

Voltando às músicas de chuva, há uma delas que me faz entender que a chuva não é boa para inúmeras pessoas. Infelizmente. Eu disse que não colocaria letra de música aqui, mas minto às vezes e vou citar um trechinho de uma música religiosa, que fala dessa agonia na chuva, música do meu tempo de menina e que eu nunca esqueci: "para mim, a chuva no telhado, é cantiga de ninar, mas o pobre meu irmão, para ele a chuva fria, vai entrando em seu barraco e faz lama pelo chão." (desconheço autor e preguiça de pesquisar - aceito informações)

Pensando em tudo que escrevi até agora e nessa canção que citei, tenho certeza de que a chuva pode ser muito boa ou bem ruim, depende, exclusivamente, do que a gente possui ou como a gente está no tempo em que ela cai...


Um lindo restinho de quinta-feira para vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje houve esquecimento: esqueci de postar e no que me lembrei saiu essa enxurrada. É o que temos para hoje. Aproveitem!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Gosto

Tema: Chuva
Por: Nina Reis


Gosto de chuva.
Do cheiro, do clima e de pensar na vida deitada debaixo da coberta.

Gosto de chuva.
De molhar bobo, de molhar pé e até mesmo de encharcar todo o corpo.

Gosto de chuva.
Das letras musicais, do som do trovão e da melodia que se faz quando tem goteira.

Gosto de chuva
Do chocolate quente, do chá de camomila e do caldinho de frango.

Gosto também do bolinho de chuva.


Simples assim, apenas gosto dela.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O ritmo dos pingos

Tema: Chuva
Por Rafael Freitas



Tudo bem, eu concordo que a chuva atrapalha, e muito, principalmente na ida e volta do trabalho ou de algum outro compromisso. Ter os pés molhados então... péssimo! E que muito barulhenta, cheia de raios e trovões, pode ser bem assustadora. Mas eu continuo gostando dela. Gosto do "cheiro de chuva" que invade a casa quando ela começa a cair. Gosto da melancolia leve que me toma e me faz repetir a frase de sempre: chuva é bom pra namorar. Gosto de dormir na chuva e lembro de quando era criança e meu pai colocava uma lata embaixo de alguma goteira, do lado de fora, porque gostava de dormir ouvindo o barulho dos pingos. Gosto das suas imagens poéticas, como os barquinhos de papel descendo pelas enxurradas. Gosto da paisagem chuvosa romântica das músicas que falam de dançar na chuva quando a chuva vem. Ou que sugerem o ótimo conselho de que o que a gente precisa é tomar um banho de chuva, um banho de chuva-ah, ai ai ai ai. E gosto de sentir os pingos gelados naqueles dias em que escolho deixar o guarda chuva fechado porque a chuva me faz esse bem: me lava de um jeito que só ela faz.





segunda-feira, 26 de maio de 2014

Choque de realidade

Tema: Chuva
Por Laura Reis

As pessoas (a maioria delas, pelo menos) que dizem que amam chuva, adoram tomar chuva e essas coisas todas sobre chuva ou:
1) estão muito apaixonadas a ponto de acreditar que conseguem viver apenas de amor
2) são ricas e têm (e estão) em suas casas superprotegidas

A grande verdade sobre uma tarde chuvosa ou uma manhã que o sol não aparece ou ainda aquela chuvinha fresca que chega ao entardecer é:

Se você anda a pé,
seus sapatos e calças, ou perna mesmo, molham muito. Isso se a sombrinha proteger a parte de trás, porque caso contrário suas costas e cabelo também sofrem;
se tem vento junto da chuva é inútil carregar uma sombrinha e você lembra rapidamente o nome “marquise”, porque afinal é a única coisa que pode te salvar.

Se você anda de ônibus,
custa a subir e a descer, e só se lembra ali que deveria ter praticado abertura desde criança. Motoristas gostam de ajudar nesses dias parando a 2 metros da calçada;
você fica encostando em pessoas que estão tanto ou mais molhadas e irritadas que você e seus guarda-chuvas ficam pingando exatamente onde não deveriam, tipo algum pé que está (burramente) de sapatilha.

Se você anda de carro,
fica com medo de ser levado pela enxurrada;
o vidro embaça e você não enxerga um palmo a frente.

E se você (amém!) ficou em casa, mas continua não sendo rico, com certeza estará preocupado com aquela goteira maldita no seu quarto ou com as roupas que estendeu no varal sem cobertura.

E mais: quando você chega ao trabalho,
tem que ficar com aquele pedaço de roupa ou sapato molhado o dia todo;
fica com medo de o mundo estar acabando porque o barulho dos pingos de chuva no telhado de alumínio (ou seja lá que material fpd é esse) é assustador.

Porém, você ainda não está convencido, aguarde um raio por perto para o choque literal de realidade. (Que final é esse, gente? Ativem o botão Ignorar)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Poderia ser pior...

Tema: boa notícia
Por: Rosana Tibúrcio

Pensando seriamente em propor uma ação na justiça pedindo indenização à Nivea. A do creme. A das latinhas azuis.

Por mais de um quarto de um século (mais de 25 anos, pra quem não domina história hahaha) tenho usado o creme como num ritual. Fico sem escovar os dentes, sem sorvete, sem esmalte nazunha, sem sexo, sem macarrão, sem cebola, sem cerveja, sem café, sem pão e queijo, sem tv, sem livro, sem dinheiro, sem séries, sem abraço de filhas, sem as filhas por perto, sem o filhote Rafa pulando perto de mim, sem o Guaraná com Canudinho, sem os visitetes, sem ajudante, sem internet, sem carro, sem lenço e sem documento, mas não fico sem meu creminho nivea. NÃO FICO!! (Tá, eu sou mentirosa e tem muitas coisas dessas que citei que não fico sem, também. Mas rola um drama no post).

Com Nivea, o creminho milagroso, me sinto protegida e me sentia imune a qualquer mal da pele. Eis que meus dedos começam a... (mimimi já falei tanto nisso que cansei). E cós dedos feridos fui ao médico para ver que merda tava fazendo aquilo. Pensei logo nos detergentes, sabões e toda fedaputagem que se usa numa senzala doméstica. Mas olha... num era nada disso, e o meu nivinha não pôde me proteger de uma psoríase da vida.

Gente, como assim nas MÃOS??? Nas minhas lindas mãozinhas lisas, suaves, bem cuidadas e cheiinhas de Nivea?? Num é que me senti enganada?

Médico falou monte de coisa: é uma doença hereditária, não pega, não tem cura, pode ser amenizada com algumas pomadas específicas, o estresse contribui para o surgimento de novas feridas e é o maior causador dessa merda.

É preciso então ter paciência. hahahaha que coisa, hein? Paciência!!! Um trem que não tenho, mas vamos acompanhar o novo estilo de vida da Rosaninhazzzzzz.

A boa notícia? São duas, na verdade.
1. Posso continuar usando meu creminho nivea e enchendo minhas gavetas cás latinhas vazias, pros meus netos brincarem futuramente de "latinha vazia de creme nivea da vovó Rosaninha..." hahahaahahahaha
2. Devo levar tudo de forma mais leve, com senso de humor (mas olha doutor, vou te contar quem sou cás merda toda da minha. Eu ajo assim... )

E então, minhas gentes, poderia ou não ser algo pior???? Não, não respondam, vamos só acompanhar a saga da Rosaninha tentando ser zennnzzzz, mas por favor, não me irritem com essas falas decoradas, chatas e...


Uma linda quinta-feira pra todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há uma irritaçãozinha indevida pra quem tem samerda, mas também uma esperança de, quem sabe, ganhar umas latinhas de creme  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Continuo amando

Tema: Boa notícia
Por: Nina Reis


Ele pode ser pequenino, lindo e parecer o cachorro mais dócil do mundo. 
Entenderam?
Não?
Então, quando vir um cachorrinho passando por perto e tiver todas essas características citadas no início do texto, preste bastante atenção e antes de resolver passar a mão para fazer um carinho, pergunte se ele é mansinho. 
Pois bem, hoje não fiz isso e as boas notícias são:

 - o pequenino feroz não tem raiva (a não ser de mim)
 - continuo amando os cachorros


Hoje de manhã fui mordida. A dor permaneceu por umas 5 horas, aliás, se passo a mão na minha mão, ainda sinto um pouco de dor, mas estou aqui, feliz e saltitante querendo matar só esse cachorro hahahah brincadeirinha.

É isso ... um excelente final de semana para todos :)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Boa de Verdade

Tema: Boa notícia
Por Rafael Freitas


Boa noite, gente.
Tudo bem por aqui, obrigado. No trabalho também, e com a família também. Tô vendendo saúde também, obrigado.

Além dessas ótimas notícias, temos mais essa: hoje foi o lançamento do CD e DVD da Marisa Monte: Verdade uma ilusão. Que eu já quero.

E será uma ótima notícia se um de vocês me der de presente!

Beijos,

Rafa.






domingo, 18 de maio de 2014

Ela

Tema: boa notícia
Convidado: Ulisses Simões

Deseja te seguir.
Te adicionou como amigo.
Enviou uma mensagem.
Te marcou em uma foto.
Está em um relacionamento sério com você.
Disse que está em um lugar com você.
Te enviou uma foto.
Te enviou uma (ou 1.500 por mês) SMS.
Curtiu sua foto.
Comentou uma publicação sua.
Está te ligando.
Aceitou a sua chamada do FaceTime.
“Cheguei em Patos”.
“Indo para Patrocínio”.
“Tô pronta”.
Faz aniversário hoje.

Desde o dia que conheci Laura Reis, não tem um dia sequer que eu não receba uma boa notícia. 
Parabéns, amor meu.

Ulisses.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Má que palhaçada!!!

Tema: minha vida em 25 horas
Por: Rosana Tibúrcio com participação de Aninha

Se eu tivesse uma hora a mais no dia penso que ficaria organizando, bem direitinho, com muito capricho, uma agenda sobre o que faria nas 24 horas do dia seguinte e conferindo se cumpri a do dia anterior: séries; senzala intelectual e doméstica; banheiro; comida oppps, banheiro tinha que vir depois da comida; rezas; pomadas nos dedos podres; sexo, oppps, não, sexo não, pois sou uma anciã pudica numseinemqueéissomais; imprevistos (apenas meia hora para eles, não admito mais); etc., etc. e tal.

Mas pensando bem, minha vida ia ficar muito chata. Gosto de organização, mas não tanto assim, não tenho estrutura, equilíbrio nem paciência para tal. Prefiro o "seja o que Deus quiser" a tanta certeza, apesar de apreciar uma certa certeza. Tão me entendendo??? Grata!

Então, já que falei em falta de paciência, essa uma hora a mais no meu dia eu gastaria utilizando todos os xingamentos que sei, aprenderia outros tantos e direcionaria os impropérios àquele que sugeriu esse tema de doido. Má é muita palhaçada!!

Minha intenção, inclusive, era requisitar Aninha para esse post, mas a baixinha nem respondeu aos meus chamados, só agora deu as caras. Quero mais não!!

Mas transmito o beijo que Aninha mandou para todos e o que ela me disse quando falei do tema: "isso tem cara de Marina, Tia Rosana, porque só quem criou o marcador labirintite textual seria capaz duma barbaridade dessas; lembrando que vocês usam esse marcador, né?" A bichinha falou isso e desligou celular gargalhando. Sinto que fomos todos zoados. Ou não???


Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há labirintite textual, misturada a uma preguiça absurda.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Resumindo

Tema: minha vida em 25 horas
Por: Nina Reis





Não posso reclamar desse período que estou vivendo agora. Já passei por fases em que minha vida era bem mais corrida, as horas voavam e meu dia terminava em um estalar de dedos.
Muitas vezes me pego pensando que certamente aproveitaria mais meu dia se pudesse ter uma hora a mais no relógio. Tudo bem que pode parecer pouco e tenho que concordar, mas também não posso querer 24 horas a mais, pois não sei se aguentaria tamanho exagero e provavelmente meu dia seria infinito e cansativo, agora uma hora pode fazer uma grande diferença pra muita gente.
Posso ligar para uma pessoa querida, ouvir música no último volume, fazer uma caminhada, testar uma nova make, dormir, fazer as unhas, não fazer nada, criar uma nova receita. Mas um momento, se eu não me afobar, me organizar e tiver disciplina, com certeza minha vida em 25 horas não será diferente da minha vida em 24 horas. Então resumindo, uma hora a mais no meu dia não melhora p*** nenhuma. hahahahahah

terça-feira, 13 de maio de 2014

Um bom conselho

Tema: Minha vida em 25 horas
Por Rafael Freitas


Houve uma época em que eu vivia dizendo que não tinha tempo pra nada. E não tinha mesmo. Tudo era a maior correria. Muitas horas de trabalho, depois conservatório, mais compromissos no fim de semana.

Nessa mesma época, parece que a correria era geral. Todo mundo estava sem tempo, ou pelo menos dizia que estava. Era o grande mal da humanidade: a falta de tempo. Eu ficava pensando se tinha me acostumado a dar essa desculpa ou se não tinha tempo de fato.

Hoje é tudo muito claro: não era apenas uma desculpa. Vamos considerar minha rotinha atual: dezesseis aulas semanais, em uma única escola, nem cinco minutos de caminhada. Claro que sempre levo trabalho pra fazer em casa, mas tenho as tardes de segunda e sexta-feira livres, a manhã de quinta-feira e terça-feira o dia todo. Evitem a inveja, por favor. E pelo menos por enquanto, se eu disser que não tenho tempo, aí vai ser desculpa mesmo.

Naquela época, eu não queria uma hora a mais, não. Eu ia acabar trabalhando nesse tempo extra. E sem ganhar "hora extra", vale lembrar. Fazendo algo que eu detestava. Também não entendo porque fiquei tanto tempo lá, coisas da vida. (O que também me parece uma desculpa.)

Mas hoje, mesmo com tudo mais tranquilo, eu queria uma hora a mais sim. Só pra seguir o conselho da Laura: ficaria comendo, lendo, assistindo coisas legais no computador ou na tevê (séries não são mesmo muito legais?), ou tudo isso ao mesmo tempo. Tudo sem nenhum peso na consciência. Não que ela esteja muito pesada.




(Na verdade, não comeria tanto assim porque, né? Se com 24 horas já tô gordo, imagina com uma hora a mais?)



(E SEM CHANCE de usar essa horinha pra caminhada, academia e afins, ok?! Só pra constar.)




segunda-feira, 12 de maio de 2014

12 horas salvas

Tema: Minha vida em 25 horas
Por Laura Reis

Primeiramente, achei que o tema era sobre um dia com 25 horas e já tinha todo o discurso preparado de que, mesmo com 25 horas, não ia adiantar nada. Porque o que a gente precisa mesmo é otimizar. Precisava trabalhar menos horas por dia, ter a casa mais perto do trabalho e que as estradas fossem menos longas ou que eu só andasse de avião (porque de avião é pertinho). Enfim, não é isso o tema, mas fica de curiosidade.

Minha vida em 25 horas, se contar o que vivi até hoje, teríamos aí uma média de:
3 horas Fazendo coisas boas e/ou memoráveis (encontros, festas, shows, leituras, filmes, séries, passeios, conversas construtivas)
3 horas Conversando fiado
4 horas Aprendendo ou tentando (ler, escrever, conversar, andar, equilibrar, etc + matérias de escola e coisas de trabalho)
4 horas Comendo
5 horas Dormindo
6 horas Perdendo tempo (nas internets, pensando ou só reclamando mesmo)


É isso.
Uma pena que não fiquei comendo, dormindo ou fazendo coisas boas toda minha vida.
Não façam o mesmo!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tive que mudar e concordar

Tema: carma
Por: Nina Reis



O carma seria outro, mas depois da conversa de ontem.

Meu ex.

Certeza!

Ele é meu carma.

Aliás, ele disso isso ontem.
SEM MAIS. rsrs


Que nada ... vai uma riminha pra matar saudade.


O tema seria outro
já sabia qual meu carma
depois da conversa de ontem
precisei manter a “cárma”

Na verdade nem precisei
foi só pra poder rimar
na conversa que tivemos
ríamos sem parar

Mas não é sempre assim
muitas vezes você é chato
me chama de cabeçuda 
e acha isso um barato

Te contei que não postei
e disse qual era o tema
você deu uma risada
e logo entendi o esquema

Ser ex é seu passado
presente, futuro também
confesso ser meu carma
mas por mim tá tudo bem

Você quem disse isso
e eu só concordei
aliás, faz mais de dez anos
que não vejo sua avó

Hahahahhahaha

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Quando o gás acaba

Tema: carma
Por: Rosana Tibúrcio


Correria com o trabalho, mas vai dar tempo de tudo, vai dar tempo, em uma hora faço almoço, hoje é carne moída com batatinha que odeio, mas filhas amam. Uma delas precisa voltar ao trabalho antes da hora normal, pois tem uma entrevista de novo emprego para fazer, cliente liga fora da hora, mas diz que me tomará apenas cinco minutos e que vai dar tempo, vai dar tempo, e enquanto cliente conversa eu pego arroz e lavo, mas cliente quer que eu anote uns dados do trabalho, digo que não tenho tempo, mas cliente diz que vai dar tempo, vai dar tempo, desligo o telefone e vou para o fogão, coloco óleo na panela, jogo tempero, as batatas e a carne moída, sem refogar mesmo, porque odeio isso, mas filhas gostam e o tempo tá curto e foda-se, pois quem gosta de carne moída com batata cozinha não merece respeito, ligo a boca do fogão, a porra não funciona de novo, não funciona quase nunca, pego a caixa de fósforos, risco um palito que quebra e cai, exatamente com a parte do fogo no chão, risco outro, epa esse deu certo, chego o bicho lá na boca do fogão e NADA. O gás acabou!!!

Visita - que fez baldeação em casa, pois viagem ao destino final dura dois dias - dormindo enquanto eu trabalho, e quando acorda anuncia que em vez das quinze horas vai ao meio-dia em ponto e considero gentileza mandá-la de volta com o estômago forrado, faço os cálculos do tempo que levo para fazer o almoço e vejo que está tudo em cima da hora e que nem carne eu tirei do congelador porque quando visita dormia eu tava trabalhando, porque sou pobre e visita é rica e aposentada, mas viaja de ônibus, tiro a carne para fazer um estrogonofe correndinho, coloco no micro-ondas para descongelar daquele jeito que não é recomendado, mas para o peixe que é, o molho tá passando... opps, não vou fazer peixe, mas tudo bem, pego a carne descongelada naturalmente no micro-ondas e começo a cortar a dita em pedacinhos e nessa correria corto meu dedo, sai sangue e corro para torneira, grito de dor, seco com guardanapo, coloco um band-aid para tapar aquela merda, volto à carne e, praticamente, destruo outros pedaços enquanto ouço visita repetir pela quinquagésima vez que eu não preciso fazer almoço para ela, que um copo de leite antes de ir tá bom, apesar do remédio que toma ser forte e necessitar de "forro" no estômago e eu com ímpetos de pegar aquela faça e fazer estrogonofe de pescoço de visita chata, volto ao que estava fazendo e, mentalmente, digo a mim mesma que ainda bem que tem batata palha de pacotinho, jogo a carne destruída na panela que já tá com óleo, tempero pronto, massa de tomate e uma pitada de açúcar e ligo a boca do fogão que não me obedece, para variar, ligo a outra que sempre funciona, mas que dessa vez NÃO dá sinal de vida. O gás acabou!!!! Maldito gás.

Casos ocorridos comigo, com várias adaptações, sendo que a verdade mais verdadeira deles dois é a aflição que passo em situações similares. Gás acaba sempre que precisamos, ÓBVIO, mas comigo acaba quase sempre na hora que preciso dele DESESPERADAMENTE. É carma, só pode!


Uma linda quinta-feira para todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há bom senso porque o carma mais carma que tenho não posso expor nas redes por motivos éticos. 



terça-feira, 6 de maio de 2014

Carma, sô

Tema: Carma
Por Rafael Freitas


Eu tenho problema com rodoviárias, ônibus e afins. E nem estou me referindo ao fato de quase perder a viagem, errar horários, deixar pra comprar a passagem de última hora ou descer no ponto errado. Não. Estou falando de como atraio gente esquisita, principalmente bêbada, que senta do meu lado e começa a falar da sua vida. Ou da vida que o [alto] nível etílico criou. rs

Como naquele domingo de manhã em que um senhor muito distinto resolveu me contar suas aventuras afetivas e sexuais da última noite. Ele deveria ter ido sábado a noite pra casa de sua namorada, mas preferiu dar uma passadinha no baile da terceira idade. Lá, encontrou aquela outra senhora que o deixa louco, caidinho mesmo, e foi dançar e dar uns amassos com ela num canto do clube. Tudo com uma riqueza de detalhes que não ficavam apenas no perfume e cor da roupa: falou do cheiro, da cor e do formato de outras partes também que, devo enfatizar, não me interessavam nem um pouco. Agora ele estava indo pedir desculpas para a namorada, que passou a noite inteira esperando. Ela ia encontrar o sujeito ainda bêbado, já que a farra durou até a manhã, com uma desculpa esfarrapada e cheirando perfume de outra mulher.

Agora  pergunto: vocês acham que ele falava baixo? NÃO! O ônibus todo podia ouvir, minha gente. Já num nível elevado de constrangimento, passei a roleta e fui sentar em outro banco. Este senhor passou a roleta também, parou no banco em que eu estava e ainda ficou bravo comigo por não ter escutado sua história inteira!

E por aí vai. Já passei momentos bem tensos, como no dia em que muitos ciganos sentaram do meu lado, começaram a brigar feio com o cobrador por algum motivo e eu não podia sair dali. Já teve gente me pedindo pra cantar uma música ou cantando uma música pra eu avaliar ]o desafino]. E já teve mais confissões sexuais do que eu pretendia ouvir.


O problema é que ônibus, rodoviárias e afins são uma constante em minha vida. Ou seja, ainda tem muita coisa estranha pra presenciar. Como eu não sei o que foi que fiz pra merecer isso, só me resta olhar pro céu e fazer um pedido: que Deus me dê carma!



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Noutra dimensão, devo ter jogado muito Schweppes em garçons que trabalhavam em restaurantes legais.

Tema: Carma
Por Laura Reis

Situação A
Chego num bar legal, com música legal e acompanhada de pessoas legais. Estou com muita fome e o garçom se aproxima, eu com um sorriso no rosto, olho pra ele que diz de imediato "nossa cozinha já está fechada, ok?".
Mudo minha expressão.
Ele questiona os pedidos de bebidas e eu peço um suco. Ele retruca que "os sucos também já paramos de fazer".
Eu mudo um pouco mais minha expressão e peço um Schweppes Citrus e ele me diz que acabou.
As outras pessoas começam seus pedidos enquanto eu olho novamente as opções diversas para mim (acho que não estavam escritas, na verdade, até porque nem eram diversas) e peço uma Coca.
Exatamente, só tinha Pepsi.
Então eu já mudo o cenário e pergunto O QUE SERÁ QUE TEM, HM???
Ele me conta que tem Sukita (eu interrompo e digo que perguntei o que tem pra beber de verdade, meu senhor – mentira nessa parte, ainda tô escutando) e Guaraná Antarctica.
Aceito o Guaraná e aguardo, me remoendo por dentro.
Era pra terminar tudo bem, mas ainda pedi pra ele tirar as rodelas de laranja do meu copo já que EU NÃO PEDI ISSO, moço. Obrigada. Mas aí ele também tira o gelo (que eu gostaria que tivesse ficado. Engulo seco).

Situação B
Eu e meu grande amor vamos a um lugar agradável, domingo de manhã, a fim de fazer um lanche que lembre almoço porém café da manhã porém etc.
Assim que o garçom volta, meu amô pede seu pão de queijo recheado e seu café e eu peço meu pão não lembro o nome e meu Schweppes Citrus, claro. Que, lógico, ele diz que vai verificar se tem.
Ele sai e não parece que vai voltar até nossa mesa pra entregar minha linda bebida que já está pronta ou apenas dizer que não tem mais. Enquanto ele caminha aguardando outros clientes, a gente discute sobre a dúvida de ele realmente ter entendido tudo ou não.
Ele retorna até a mesa com o café e coloca na minha frente. Quer dizer, houve uma discussão sobre a possibilidade de não haver mais o refrigerante COMIGO e ele entrega o CAFÉ pra mim?
Aceito sorrindo amarelão, colhendo paciência, porém incomodada pelo fato de: 1) não era meu e 2) como esse café elaborado ficou pronto ANTES de uma lata de refrigerante? Hm?
Claro que não veio açúcar junto então chamamos ele de volta pra pedir açúcar. Que ele traz um bom tempo depois e já sai como se não houvesse amanhã.
Ele volta até a gente e eu penso: vai tirar o Citrus da cartola! Mas não, ele pergunta qual o recheio do pão de queijo. A resposta do outro lado é óbvia: não sei, não havia opção, apenas “pão de queijo recheado”. Eu aproveito seus últimos milésimos de segundos por perto pra perguntar E O CITRUS, MOÇO?
Ele volta até o balcão e retorna à mesa contando as opções de recheio. Meu ACOMPANHANTE (risos) escolhe e ele faz menção de sair e eu “MA E O CITRUS?” Ele faz uma cara de que realmente não entendeu as coisas e no meio disso tudo a mesa do lado interage, o meu amor da minha vida fica mei irritado e faz que vai embora e eu continuo rindo e olhando pro balcão e pra todos os outros garçons que não vieram nos atender, porquê, me diz?
POR FIM, a garçonete muito simpática (que já tinha servido duas mesas perfeitamente bem, enquanto isso) entra em contato visual com a gente e contamos que já pedimos, sei lá, quatro vezes um refrigereco. Aí ela me pergunta se quero gelo e limão (viu, garçom 1 e 2? É assim que faz oh!), também pergunta nossos pedidos de novo SÓ PRA CONFIRMAR.
Mal respondemos e já está tudo em cima da nossa mesa. Mágico.


Aí eu pergunto pra vocês: o que eu fiço cos garçon e os Citrus? (aceito um final mais legal pra ser inserido aqui. Contato inbox.)


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Das migalhas e do Vô Juvenal

Tema: pão
Por: Aninha


Pedi muito à Tia Rosana para eu postar de novo no Guaraná. Foi feio, quase chorei, afinal vocês voltaram com o blog e nada de mim?

Aí vem a tia com esse tema do post (já tenho oito anos e não falo mais composição); justamente esse tema?

É que, a princípio, tenho birra de migalhas de pão. Depois eu até relaxo e fico feliz por causa delas. É sempre assim, quase todo o dia quando vô Juvenal tá na minha casa. Um ritual.

Pão não deveria ter migalhas e velho não deveria comer pão (lembram do que eu disse "a princípio"? Fiquem calmos, depois me acalmo). Tá, sei que vou ficar velha, mas quero treinar para não comer mais pão quando eu começar a ficar velha, lá com meus quase trinta anos, por exemplo.

Pra gente que é criança as pessoas começam a envelhecer quando têm filhos ou quando a gente escuta outra pessoa dizer: "Rafael, Laura e Marina já tão na idade de se casarem ter filhos, né?" (mas quem toparia? hihihihi) Pronto, começam a ficar velhos a partir daí.

Na minha casa é assim: eu tiro a mesa do café da manhã e Carlinhos ajuda minha mãe e meu pai a tirarem a mesa do almoço e da janta.

Café da manhã sem pão de sal, não é café da manhã. Eu adoro: com requeijão, com manteiga, passado na frigideira ou no formo. Até aí tudo bem, como pão direitinho, sem muito estardalhaço. Mas meu vô não!! Pro meu vô Juvenal comer um pão inteiro é preciso dar a ele dois ou três. Vocês me entenderam? Não sei o que ele apronta, mas sei que esfarela o pão todo, e quando acaba o café tem farelo no bigode dele (meu vô cismou de deixar o bigode crescer, tá lindinho), no queixo, na manteiga, no requeijão, na goiabada (hahaha vô come pão com goiabada. Ixa, dei ideia pro Tio Rafa), na nutella, no chão, na casa inteira. E todo santo dia que ele acaba eu me levanto, olho para ele e ele dá um tanto de risada porque sabe que eu estou irritada com os farelos todos.

Um dia ele foi tentar me ajudar a tirar a mesa, arrastou a toalha, pisou em cima dela e foi farelo até na casa da vizinha (queria escrever que era noutra casa, mas minha mãe disse que é coisa feia de menina bem criada dizer). Nunca mais deixei meu avô me ajudar a tirar a mesa. Mas deixo ele rir do tanto que ele quiser. Às vezes começo a ajeitar tudo meio irritada, mas no final eu caio nos braços dele tiro o resto do farelo de seu rosto, abraço forte e ele me diz: Aninha, melhor hora do dia pra mim é a hora que como meu pão de sal, pois sei que vou rir com você, ganhar um abraço e tocar o resto do dia sabendo que tenho alguém para recolher todas as minhas migalhas. Como não amar esse vô e como não me acalmar com tanto amor?

Meu avô Juvenal é meio porquinho com as migalhas do pão, mas é romântico e sábio e tem me ensinado que a melhor hora do dia é a hora do nosso café da manhã, com pão de sal, migalhas, risadas e carinho. É o que nos fortalece.
Aninha.



Uma linda quinta-feira pra todos vocês, meus amores, porque nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há o retorno de Aninha, romântica e engraçadinha que só.