segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Corre mais rápido aí, cara.

Tema: Isso nunca aconteceu antes
Por Laura Reis

Esse post é uma exceção, essa semana é uma exceção.

Quem diria que em algum momento desse blog apenas a postante relapsa e sucinta de segunda-quase-terça postaria? Quem diria que o professor de coraçãozinho mole, a massoterapeuta dos versos e a dona da banca de senzalas deixariam de passar por aqui? Isso mesmo: ninguém.

Apenas estamos nos preparando para as festas de fim de ano, as ceias, os fogos, as viagens para o exterior (risos) e, claro, esse tal de 2015 que, mesmo correndo, tá demorando demais.

Então corre aí que já decretamos férias de cá!



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Odeio e amo tanto quanto

Tema: top 5
Por: Rosana Tibúrcio

Odeio tanto quanto cerveja quente e comida fria:
1. gente que não responde aos meus e-mail, whatsapp, sms e afins
2. gente que conversa me pegando
3. gente mexendo em celular enquanto conversa comigo
4. gente curiosa que mexe nas minhas coisas, qualquer coisa, sem pedir licença; licença que não daria, bom ressaltar
5. textos mais ou menos assim: "porque falar dela é difícil, ela é especial. Por isso digo para você, Fulana"; texto que mistura o ela com você, sacumé?

Amo tanto quanto sorvete de creme com ovomaltine:
1. áudios trocados pelo grupo guaraná com canudinho, principalmente os de Aninha, os com "mudança de voz com efeitos" da Marininha, os das risadinhas da Laurinha e os de "tô querendo ser engraçado" do Rafa
2. como Jéss e eu alimentamos nosso "ódio" pelas hashtag da vida #valeuamiga #teamo #tamujunta
3. os comentários de Heloisa Nogueira e Helô - as minhas duas queridas Heloisas Helenas - nos meus posts sem noção do facebook
4. confidências com meu filhote Rafa, tipo: toma lá, dá cá
5. os bons-dias de minha Laurinha - todo dia; e os boas-noites de minha Marininha quase toda noite.


Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há resignação e "bondade" num dia em que eu queria mesmo era listar cinco coisas que fazem ficar puta da vida, mas refleti melhor e exercitei meu coração bom e piedoso... hahaha 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Que venha 2015

Tema: Top 5

Por: Nina Reis




Esse ano sinceramente não foi bom. 
Muitas tristezas, desilusões, desesperos, mudanças, mas é claro que coisas boas também aconteceram e estou aqui para provar isso. 




1 – pé fraturado / fortalecimento maternal

2 – correria para mudar de apartamento / amor incondicional pelo novo

3 – momentos de solidão / depois de oito anos em Brasília, recebi a visita do meu pai

4 – baixa nos atendimentos / criações, propagandas e aumento considerável nos atendimentos

5 – ansiedade a mil por hora / conscientização e certeza que 2015 será um ano surpreendentemente melhor.  

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Curta... então curta!

Tema: Top 5
Por Rafael Freitas

Fim de ano chegando... Logo começamos a fazer um balanço do ano que passou, propor metas para o ano seguinte, trocar receitas de simpatias de ano novo. A cada ano, o tempo passa mais depressa. Vocês também tem essa impressão? E vamos nos convencendo de que a vida é [muito] curta:

1) Pra tomar um café ruim;

2) Pra não ir ao cinema;

3) Pra viver de pirraça;

4) Pra usar uma roupa sem graça;

5) Pra fugir do que se é e fingir o que não se é.


Que não seja curta para a maturidade!





segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Faz pra mim?

Tema: Top 5
Por Laura Reis


Coisas que eu agradeceria muito se as pessoas pudessem fazer no meu lugar (sempre):

1) Post no Guaraná, quando eu realmente não consigo processar nem um Top 5 direito

2) Refação de tarefa chata
(claro, né? a legal É UM PRAZER, afinal)

3) Em restaurantes, acertar na escolha do que comer
(sim, porque escolher é até fácil, o complicado é quando a pessoa, coitada, está ajudando escolher e você - no caso, eu: "mas disso aqui eu não gosto". Ou seja: há que se ter muito conhecimento sobre os favoritismos gastronômicos.)

4) Ligação, especialmente quando cobrança/lembrete/pedido.

5) Pensar bem e pedir desculpas depois de conversas/discussões calorosas
(nas quais quando repenso a respeito e chego à conclusão de que, em determinado ponto, eu até poderia não estar tão certa assim, raaaaramente volto e falo: ok, tá SERTO, ou metade metade, que seja.)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Que aninho, que semana, que amor, que tudo!!!

Por: Rosana Tibúrcio

O ano de 2014 não tem sido um ano muito interessante para nós, os guarantes. Para alimentar nosso afeto diário contamos com o whatsapp, nosso grupo, os áudios todos: sem ou com "muda voz com efeitos." Por lá temos nos falado todos os dias e horas...

Porém, há sempre um porém, aqui é nossa casa principal. Amamos nossos leitores, os nossos posts, as nossas brincadeiras nos comentários... e não podemos deixar de marcar presença, uma vez que AINDA não estamos em férias.

Essa semana foi mais complicada que o ano todo e, exatamente por isso, nenhum de nós pôde vir postar e eu, como chefe (hihihihi) dessa bagaça tô por aqui só pra avisar que voltamos na semana que vem antes de nossas férias oficiais. 

Não chorem, crianças... e torçam por nós que torcemos por vocês. 
Laurinha, Rafa e Marininha mandam beijos. Aninha também, claro!!


Um lindo resto de quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há aquela certeza de que muito além do cansaço e problemas que atravessamos, há amor e tudo mais de bom entre nós e nós e entre nós e vocês...

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

No campo da educação e do afeto

Tema: organização
Por: Rosana Tibúrcio


Casa, gavetas, armários, xícaras, arquivos, calcinhas e sutiãs, discos, livros, canetas, lápis, geladeiras, quintais, jardins, fotos, agendas, caixas, dinheiros, utensílios, listas, cadernetas de vacinas, notas fiscais, recibos, comprovantes de compras, holerites, esmaltes, pinceis, maquiagem, colares, anéis, relógios e o diabo a quatro é facim facim de organizar. Pode-se, inclusive, pagar alguém para fazer isso, E quando não há organização, foda-se o bagunceiro. Tenho nada, nada com a vida dele.  

O difícil é lidar com a falta de organização no campo da educação e do afeto. 
- Oi, Rosana, como você vai??
- ué, hoje eu até que est...
- eu tô mal, meu pai tá mal, meu cachorro tá mal, meu cu tá ardido
- EI ESPERA!! Vamos organizar essa merda: já que me perguntou, primeiro eu falo, depois você. 

Ando cansada, juro, dessa desorganização no mundo dos afetos, dessa história de um atropelando o outro, dessa falta de compaixão, cuidado e zelo para com os amigos. 
Ah, eu bem sei que não sou só eu que convivo com gente desorganizada nesse aspecto. Somos eu, Gusttavo Lima e você (hihihihi)


Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há um tantim de tristeza em pensar que convivo com gente sem noção, sem educação e sem organização. Repetindo: primeiro eu, depois você ou vice-versa.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Confesso

Tema: organização
Por: Nina Reis





Bagunça organizada,
assim é minha casa.

Limpo e com cheiro impecável,
meu ambiente de trabalho.

Precisando de mais limpeza,
meu coração.
Ownnnn rsrsrsr




Obs.: confesso que sinto inveja dos virginianos, que são exímios organizadores, tanto no trabalho, quanto em casa. Agora, a respeito do coração cof cof, prefiro não comentar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Quatro paredes e duas montanhas

Tema: Organização
Por Laura Reis

Impecável. Assim era como meu pai exigia que o escritório ficasse, mesmo que fosse em meio a reuniões com dezenas de pessoas. De uma forma ou de outra, era necessário fazer entender que uma ajeitadinha aqui, uma arrumadinha aqui era clamada pelo chefe do pedaço. Os clientes e amigos já sabiam de sua fama e entendiam qualquer sinal.
Somente 2 armários abrigavam seus livros. 2 armários visíveis. Ali ficavam os de consulta certa ou os recentemente adquiridos. Os mais velhos iam para a biblioteca de casa. Enorme, é o que diziam os boatos, já que ninguém nunca conheceu ali, de fato. Por vezes, questionava-se sobre algum exemplar e, ora ele demorava uns dias pra levar - como que com receio do empréstimo, ora dava uma desculpa esfarrapada - como ‘estar emprestado com uma terceira pessoa’.
Lembro-me que nem quando adoeceu, deixou que fôssemos buscar os livros que gostava de ter por perto, além dos do trabalho – sua paixão. Dizia que entrar ali, seria como entrar em sua alma e começou um discurso como o de todas as vezes que alguém toca no assunto.
Num dia sem importância, me ligou e, falando pausadamente, pediu que eu fosse em casa porque precisava de um favor enorme, que eu deveria me apressar pois tinha a ver com saúde.
No desespero, saí de meu apartamento até a casa de meu pai, suplicando a Deus para que nada tivesse acontecido com ele ou com mamãe.
Aparentemente estava tudo apagado e não havia movimento algum. Me aproximei da porta e ele – que deve ter ouvido o alarme do carro, já gritou para que eu entrasse em casa.
Fui num ritmo mais lento, com receio do que estava por vir e ele ia me chamando pra ir até onde ele estava. Estranhei porque o chamado vinha no rumo da tal biblioteca misteriosa do velho. Quando me aproximei da porta, que estava entreaberta, vi uma luz lá no meio que iluminava apenas meu pai sentado em uma poltrona estranha e com um lápis na mão.
- Escuta, estou morrendo por dentro, mas esperei sua mãe e sua irmã irem à missa pra pedir, por misericórdia, que me arrume uma ajudante pra colocar essa zona em ordem.
Luz acessa, quatro paredes branquinhas e duas montanhas de livros. Morri.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sobre clichês e frases feitas

Tema: livre
Por: Rosana Tibúrcio


Não gosto de clichês, não acredito em amor incondicional, assim como não acredito que alguém renasça das cinzas. Clichês, clichês, clichês. Clichês me irritam. Para mim não há matemática em comportamento e, muito menos, em sentimento. Ninguém ama ninguém igual e o tempo todo. Criança começa a crescer, pais disparam nãos a todo instante, se irritam e querem mais é uma noite de sono sem preocupações. E amar incondicionalmente, para mim, seria não se aborrecer com o objeto do amor em nenhum segundo sequer. Me apontem um ser humano que foi capaz disso, apenas um. Não vale Jesus!!!

Ninguém depois de uma caída levanta mais forte. Mais forte o caralho. Provem!! O caído pode levantar mais esperto e não cair, de novo, naquele buraco de onde levantou, mas o caído perde força; ah perde. Só matemática é ciência imutável desde sempre e para sempre. Ou não... afinal, Caetano disse e Roberto cantou que tudo estava "certo como dois e dois são cinco." Cadê precisão???

Não gosto de frases feitas nem da banalização do amor, mas acredito no amor. Acredito no amor que erra e pede perdão; no amor que perdoa e não guarda rancor. No amor que dá colo e pede colo. No amor amigo, no amor filial, no amor romântico e no amor sensual. Mas não acredito em frases feitas. Em nenhuma delas, desculpaê você que ama powerpoint, florzinha, coração e comic sans MS. Reparem que os amantes de frases feitas amam essa fonte do cão. Exemplos de frases feitas? "Se benze que sua felicidade vai ofender muita gente." Não vai, não vai, porque quem está feliz não se preocupa em ofender; a felicidade não ofende, o que pode aborrecer é alguém esfregar a "felicidade" na cara do outro, e se esfregou, não é felicidade; dê qualquer nome a esse fato, mas não felicidade, desculpaêê, mas a felicidade de ninguém me ofende. Nunca ofendeu. E olha que não sou santa, nem pretendo ser, sou inclusive uma chata de primeira.

Outra frase imbecil: "não importa a resposta e sim a coragem de fazer a pergunta." O CACETE!!! Duvido que há nesse mundo de meu Deus alguém que pergunta algo e não espera resposta. Se não espera resposta não há pergunta. Há um desabafo. Cês tão entendendo??? Frase feita, frase feita para boi dormirzzzzz. A vaquinha aqui cai nessa não.

Como me irrita e como eu não acredito em clichês e frases prontas. Não acredito e provo para qualquer um que tô certa. Coloquem todos os clichês e todas as frases feitas aqui na minha mesa que destrincho todas elas e provo por a mais bê que elas balelas, apenas balelas. Aliás, contar procês um trem: Papai Noel também não existe. Nem o saci. Chorem!!!


Uma linda quinta-feira para todos vocês meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar (frase feita, mas nessa eu creio, porque eu elaborei hihihihi) e hoje há um momento reflexivo-revoltante-científico-comportamental verdadeiro.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Posso sim


Tema: Livre
Por: Nina Reis




Posso aproveitar que é tema livre?
Aproveitar que fiquei dodói?
Aproveitar também que estou com uma mega blaster labirintite textual?

E fazer um top 3 das minhas músicas(clips) atuais prediletas?


POSSO SIM pirimlipimpim



Top 1 

Caro Emerald - A Night Like This



Top 2 

Kiesza - Hideaway



Top 3

Banda do Mar - Mais Ninguém

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Florir, compartilhar

Tema livre
Por Rafael Freitas

Uma canção de amor, suave e singela. Quem não gosta?




Florir - Elder Costa*

Enquanto eu vi a lua mergulhar na aurora em que eu estava a te esperar
O orvalho inundou o sorriso de cores e perfumes deste altar.
Que é primavera!
Que inicia o beija-flor na arte mais doce de encontrar o néctar.
E eu sempre soube que pra eu me banhar tanto faz o azul do céu ou do mar...

A paixão nos prendeu de tal maneira e a fera que andava afoita pelos campos achou de vir morar nos corações...
Que seja agora o florir da nossa história!
Mesmo que ninguém nos veja num beijo terno atrás da igreja,
Sempre que eu viver eu vou te amar.


Elder Costa é um compositor de Pouso Alegre, super talentoso, e amigo do Cantus Quatro. Cantamos uma composição sua no nosso Cd, inclusive. Florir, nesta interpretação do grupo Toque de Midas, do qual Elder fazia parte, tem a participação do Milton Nascimento.


[Tendo sentido uma tendência ao drama hoje, preferi evitar pequenas crônicas românticas e outras histórias. Um post sem drama até que vai. Mas sem romance, aí já não consigo... rs)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Para tudo há uma explicação

Tema: esoterismo
Por: Aninha e Rosana

Oi minhas gentes, pedi pra Aninha postar no meu lugar e essa moleca me mandou trocentos áudios, via whatsapp para eu transcrever aqui. Ou seja: se eu postasse andava mais rapidinho. Vamos lá. 


Oi meus queridos leitores do Guaraná com Canudinho. Saudade de vocês todos meus tios velhos. E por falar em saudade, esse sentimento é o único sentimento inexplicável para mim. Tanto que não há palavra igual à saudade em outro idioma (oi Tia Helô*), como vocês devem estar carecas (oi Tio Rafa) de saber. 

No mais, esoterismo é quase falta do que fazer, meio que uma palhaçada. Para tudo na vida há uma explicação, pelo menos eu sei explicar. Se não sei pergunto ao dicionário, ao google, ao meu pai, à minha mãe, ao meu avô Juvenal, ao Carlinhos meu irmão de três anos e aos tios velhos do blog. E eles me explicam sempre. 

Do que sei de esotérico, além da música dos Doces Bárbaros que meu pai não para de ouvir depois que perguntei para ele o que isso significa e ele tava ocupado e me mandou olhar no dicionário, essa história de - abre aspas tia Rosana oppps, descupaê Aninha - "atitude doutrinária, pedagógica ou sectária segundo a qual certos conhecimentos (relacionados com a ciência, a filosofia e a religião) não podem ou não devem ser vulgarizados, mas comunicados a um pequeno número de iniciados" é nada mais, nada menos que EGOÍSMO, meus amiguinhos. E também essa de "ciência, doutrina ou prática baseada em fenômenos sobrenaturais" tem nada a ver. Não acredito nisso.

Esotérico mesmo, e Deus tá vendo, é: 
a) uma foto divulgada no whatsapp de uma certa pessoa de nome Tio Rafa, vestido de galinha, porque "gente, é um trabalho que fiz com meus alunos do colégio.". Tá, bom, Deus tá vendo, tio Rafa; Deus tá vendo. 
b) o aplicativo "muda voz com efeitos", que Tia Marina descobriu e faz a gente rir mais do que rimos nos últimos cinco anos. Parece coisa de outro mundo. (ó). 
c) o quarto da Laurinha no dia que ela resolve arrumá-lo; 
d) os mimimi sem fim da Tia Rosana "ai, eu quero só dormir", "ai, minhas pernas estão doendo", ai ai ai. Tudo isso é sobrenatural para mim; e não aquilo que Vô Houaiss me relatou. 

Então é assim, meus tios velhos: eu não acredito em esoterismo. Pelo menos por enquanto, pelo menos até agora que sou uma garotinha inocente. Quem sabe depois lá no futuro, de tanta coisa feia que eu encontrar no mundo dos adultos eu passe a acreditar em esoterismo para conseguir ser mais feliz e iludida da vida? Acompanhemos, como diz a Tia Laurinha.  

Um beijo queridos guaranetes e desculpe-me Tia Rosana por mandar tantos áudios para você e sei que vai reclamar. Te amo e tava com saudade de todos do blog e sei que depois desse post pessoas muito mais vão me amar hihihihihi.

*Tia Helô, amiga daqui do blog me ensinou que é muito mais bonito falar idioma do que línguas. Obrigada, também... Tia!  



Uma linda quinta-feira para todos vocês minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há uma lição de Aninha: bora ser realista pra não morrer afogada

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Até que nem tanto

Tema: Esoterismo
Por Rafael Freitas

Posso começar citando Gilberto Gil?
"Mistério sempre há de pintar por aí..."

Tantas coisas que a gente sente sem saber o porquê, acredita sem saber o porquê... Tenho um pezinho (ou seriam os dois?) no esoterismo. Acredito na energia das pessoas, dos lugares, seja ela boa ou ruim. Que tenho poder no toque e no pensamento. Gosto de incensos, mantras, batas e estampas indianas.

Tenho um grande interesse pela filosofia budista, seja por vontade ou curiosidade. Não consigo acreditar em muitas coisas, mas quando é pra falar de fazer o bem, praticar o amor, buscar ser cada vez melhor, aí eu acredito com cada célula do meu corpo. E sim: me falta praticar mais.

Vocês devem estar pensando: o Rafael meditando? Nunca! Assumo: não consegui. Mas também não tentei muitas vezes. Também me falta praticar mais. Eu chego lá. Um amigo vai me emprestar um livro. Não me lembro direito do título, mas é alguma coisa sobre O que é ser zen. Só a pronúncia dessa palavra já me agrada: zen!

Aguardem que um dia eu vou pro Tibet e volto careca, usando aquele vestidão laranja, total Hare Krishna!

Quer dizer... Voltemos ao Gil: "Nem tão esotérico assim! Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais." hehe


Namastê!



(Considerando o tema, assisti este vídeo outro dia e achei tão bonito! Super recomendo.)




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Do outro só quando eu quiser...

Tema: eu sou minha
Por: Rosana Tibúrcio


Só vale ser do outro se for na base do amô e se eu quiser
Imagem daqui

Para poucas coisas eu tenho tristeza de não ter nascido em um tempo posterior à década que nasci. Uma pena que agora, com minhas filhas mais crescidas, é que eu tenho maior consciência de que meu corpo, meus pensamentos, vontades e desejos são meus e de mais ninguém. Ou deveriam ser só meus, desde sempre.

Se eu tivesse essa consciência mais cedo ia ensinar direitinho minhas meninas a defender essa ideia e a não serem ciumentas. Porque nessa questão não cabe o tal dois pesos, duas medidas. Se existe essa verdade para mim, ela deve ou deveria, pelo menos, existir para o outro com quem eu convivo e, consequentemente, não haveria aquelas cobranças inerentes a quem é ciúmento.

A consciência de que nosso corpo, nossas ideias e nossos desejos são só nossos dá segurança e leveza. Segurança para dizer não e leveza para dizer sim. A qualquer questão: roupas, comportamento, sexo, trabalho, palavras...

Na verdade eu sempre fui voluntariosa, teimosa e outros osas que sinalizavam, agora sei, à liberdade de ser minha dona. Muitas vezes consegui ser minha e, pasmem, foi quando mais fui do outro - aqui eu digo de amor. Aquele que mais amei na vida foi quem mais me deixou livre para ser eu mesma e minha.

E quanto as outras questões... ahhhh sempre briguei por elas, mas, infelizmente, sem a consciência que tenho agora e que gostaria de ter tido sempre.

Recomendo a todas as mulheres o exercício de ser sua própria dona. Ressalto as mulheres porque só não vê quem não quer: o mundo ainda é mais ajustado para as vontades dos homens. Estamos, nós mulheres, só começando essa árdua luta para nos igualarmos a eles e poder dizer sim, ou não, ao nosso bel prazer. Afinal, é bom, é importante, faz feliz e é um direito.


Uma linda quinta-feira para todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há um desejo de que cada um de meus amores seja seu próprio dono: feliz e leve. 



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Única

Tema: Eu sou minha
Por: Nina Reis





Sou minha contradição
sou meu erro
e até meu próprio desastre

Sou minha culpa
minha aversão
e minha manipulação

Sou minha fome
minha sede
e minha sustentação

Sou minha felicidade
sou meu querer
e até meu próprio e único amor

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

E se meu título não agradar?

Tema: Eu sou minha
Por Laura Reis


Pode parecer absurdo, mas ter a consciência de que o corpo é meu, a opinião é minha e, o mais agravante, as escolhas são minhas, me torna imediatamente uma pessoa insegura. E se eu não fizer o certo? E se for ludibriada? E se eu me arrepender? São questões que sempre vão rondar minha cabeça em qualquer questão, do requeijão no café da manhã à discussão política.
Afinal, eu escolhi e escolher é colocar-se em risco, inclusive (ou principalmente) ao julgamento do outro – que, nesse caso, também é dele e de mais ninguém.




Que tema é esse, "Eu sou minha"?
Quem manda em mim sou eu, quem manda no meu corpo sou eu, não é meu namorado, meu amigo, marido, esposa, mãe. Quem manda na minha opinião sou eu, ela não é do outro. Eu sou minha, não tenho dono, não tenho dona.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Uma gafe alheia porque sou dessas...

Tema: gafe
Por: Rosana Tibúrcio

Vou fazer uma inconfidência e tô torcendo para que minha amiga não leia esse post, mas desculpaêê coleguinha, pois essa foi a única gafe que me veio à memória. A título de defesa vou trocar os nomes dos personagens. SOU DESSAS!!!

Luísa era minha colega no início da década de 70. Virgem e bobinha, como a maioria de nós, ela tinha um namorado com quem trocava uns beijinhos, uns abracinhos e mais nada.

Só que Léo era bem assanhadinho e as meninas mais experientes (não era meu caso, eu era pura também naquela época) ficavam falando pra Luísa que algo mais se assanhava no corpo do Léo tanto quanto ele; algo bem visível.

Experientes e más, essas meninas ensinaram para Luísa uma musiquinha que fazia sucesso na época, mas com a letra trocada, e falaram para cantar e ensinar a letra ao Léo quando eles se encontrassem. Léo tocava e cantava nas festinhas de colégio. E sempre cantava uma canção especial para Luísa.

E assim Luísa fez. Na hora do namoro ela falou: vou te ensinar uma música, Léo. E começou: "fecha os olhos e sinta um metro e trinta...*". No que Léo disse: já pensou, Luísa, um metro e trinta? Ela não entendeu nada, contou para as colegas que riram um ano e ela riu junto por não querer passar por besta.

Pulando umas décadas.

Por volta de 2007 mais ou menos, reencontrei Luísa, já avó, via orkut (saudade orkut) e ela me contou que tinha só uns poucos anos que conseguiu entender a letra daquela música e... desde que sacou aquilo tudo, a vontade dela era morrer enfiada num buraco, depois de picar em mil pedacinhos cada uma das colegas dela e o Léo.

Eu me defendi, na hora, dizendo: não me lembro disso, provavelmente eu não estava perto nenhuma das vezes que as meninas zoaram da sua cara. #sqn. Eu tava junto, ri junto, mas também não entendi o que significava aquilo. Ou seja: se não me falha a memória, parece que também cantei essa musiquinha para o meu namorado da época hahaushauahauhsuahhaha Minha sorte: não lembro do "depois" da cantada!!!

*a letra correta da canção é: "feche os olhos e sinta, um beijinho agora... de alguém que não vive sem você..."


Uma linda quinta-feira para todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar (alguém sentiu minha falta semana passada?? abrindo já meu cadernim de mágoa) e hoje há inocência e pureza resgatadas da minha memória. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A melhor saída (pra tudo)

Tema: Gafe
Por Laura Reis

Gafe é fácil de evitar
Não fale mais do que o necessário
Não opine quando não te perguntarem
Não se mova antes de saber o próximo passo
Pergunte antes de fazer
Pense antes de concordar
Revise antes de enviar

Se nada disso funcionar
E uma gafe cometer
Ria como se fosse piada
Chore confirmando a mancada
Ou, na melhor das hipóteses (faça como eu)
Encene uma bela desmaiada

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Penso e repenso

Tema: Vilões
Por: Nina Reis


Vejo flores, com espinhos.
Vejo erro onde não tem.
Desejo algo que te pertence.
Saio pela tangente quando é preciso.
Passo noites em claros.
Dias exaustivos.
Passo da medida.
Penso, repenso e chego a seguinte conclusão:
Da minha vida, sou o próprio vilão.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sessão da tarde

Tema: Vilões
Por Rafael Freitas


_ Gostou do filme?
_ Claro! Eu não resisto a um drama, você sabe. E você, gostou?
_ Urrum...
_ Achou meio parado, né?
_ Um pouco de ação ali não faria mal a ninguém, né? Faltou um personagem que chacoalhasse um pouco a história.
_ Eu esqueço que você prefere os vilões.
_ E eu esqueço que você prefere os mocinhos.
_ É... Eu sou um pouco previsível.
_ Ou talvez eu seja muito excêntrico.
_ Vai ver é aquela história de que a gente se completa e tals.
_ É. Deve ser.
_ E qual seu vilão preferido?
_ Sei lá. O Coringa. Ou o Darth Vader. Sauron. Voldemort. A Feiticeira Branca de Nárnia. O Gru! E o seu?
_ Você.
_ (risos) Essa não foi uma resposta assim tão previsível.
_ Nem sua reação foi assim tão excêntrica. Eu esperava um murro.
_ Nem todo vilão é violento.
_ Eu sei. Alguns são adoráveis.
_ A gente se vê de novo? Um outro filme, quem sabe?
_ Claro! Mas a pipoca é por sua conta.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Aceita que dói menos

Tema: teoria de vida
Por: Rosana Tibúrcio

Essa frase do título leio muito nos comentários - daquelas gentes que não têm medo de morrer - de posts sofridos de "amigos". Ela é uma lição de vida e passo para você porque sou uma pessoa muito boUUUa (hihihihihi). 

Na verdade, o sentido dessa frase me acompanha há anos e foi o que me fez ficar de pé depois de grandes ou pequenos finais amorosos.

Veja bem, enquanto há uma dúvida no relacionamento amoroso, vale tudo: descabelar, avançar no objeto (ui) do amor, fazer promessa, pedir arrego, perdoar, ceder, fazer qualquer merda, pois tudo vale quando se deseja recuperar ou manter uma relação amorosa com possibilidade de dar certo,

Agora... pelo menos para mim, ao ouvir os tais: “eu te amo, MAS”,  “não amo mais você”, “preciso ficar sozinho”, ou quaisquer outras expressões que torna evidente que o outro não te ama mais, é hora de aceitar o fim que dói menos...   

Na verdade, a partir dessa aceitação dói quase nada. Não há motivo maior para deixar de gostar do outro do que a consciência plena desse “não mais te amo.” Eu, Rosaninha Tibúrcio, sempre usei essa certeza para esquecer qualquer neguim que apareceu na minha vida e deixou, simplesmente, de me querer.

E mais, isso vale para qualquer situação da vida: doença, desemprego, desfazimento de amizade, rosa murcha, copo quebrado, roupa manchada, disco arranhado... Aceita que dói menos, fi
  

Uma linda quinta-feira para todos vocês meus amores, pois nas quintas há sempre algo no ar e hoje há resignação. Lição que, se levada a cabo, vai te deixar mais leve e pronto para prosseguir vivendo feliz ou não tão sofrido. De nada!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A teoria dos clichês

Tema: Teoria de vida
Por Rafael Freitas


Não será a primeira vez que digo isso: costumo colecionar clichês que me ajudam a viver bem. Clichê. Adoro essa palavra. E adoro clichês.

São frases prontas (algumas beirando a autoajuda), ditados populares, conhecimentos adquiridos com minhas experiências ou de pessoas próximas (essa troca, inclusive, rende bons aprendizados). Daí que surgem minhas teorias de vida.

Vamos ao tal acervo. Não vou classificá-los, nem definir uma ordem lógica. Imagine que estão em uma caixa. Vou tirar a tampa e você poderá observar, questionar, relacionar e até pegar qualquer um, caso goste. Só não se esqueça de que é a MINHA caixa: comigo funciona.

- A vida passa muito rápido. Então, temos que aproveitar todos os dias para viver bem, evitar picuinhas e tals.

- O que você planta, colhe. O que você faz, recebe de volta. Ou seja: sejamos bons, façamos o bem. Além de tudo, a sensação de fazer o bem pra alguém é indescritível (e olhe que não sou muito de adjetivos vagos assim).

- Cuidado com fofoca porque a gente paga a língua. Mesmo. E não demora.

- Sobre a felicidade: ser feliz é agora. Felicidade é o caminho, e não a chegada. Não é uma meta nem está depositada em qualquer objeto ou coisa física: é mais uma forma de encarar a vida e tudo o que acontece. E está nas coisas simples.

- O amor é lindo. Amar é lindo. Mas quando dá errado, a dor é braba mesmo. Mas passa. Dói muito. Mas passa. E tem o tal do tempo: tem coisas que só ele pra dar jeito. O tempo cura. (Com direito a piadinha: cura o queijo e madura a banana! haha)


E meu mantra diário: desencana que a vida engana. Que é, na verdade, o segredo da minha teoria. Pode tentar. Se não der certo, me avisa que apuro os fatos e, se for necessário, retiro esse, ou outros, da minha caixa.






segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Das certezas que carrego comigo

Tema: Teoria de Vida 
Por Laura Reis

A simpatia e o sorriso são armas fundamentais para manter bons relacionamentos.
(Quando estou a fim.)

É imprescindível trocar ideias, conversar e abrir a mente para compreender todos os pontos de cada discussão.
(Desde que minha opinião esteja certa no final.)

Ainda sobre opiniões, mudar o pensamento é algo totalmente saudável e, inclusive, recomendado.
(Só não me diga que falou o que não disse.)

Redes sociais estão aí pra serem usadas como cada dono de seu próprio perfil quiser, com total livre arbítrio.
(Mas, por favor, evite os temas futebol, eleições, animais, notícias tristes, montagens toscas, photoshop, hashtag, enumerações infinitas.)


Ps.: me pergunto se consegui acompanhar o tema e peço que não respondam caso não considerem que sim

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Negue tudo, menos chiclete

Tema: chiclete
Por: Rosana Tibúrcio

E nas férias de final do ano, primos reunidos na casa da avó na expectativa de, finalmente, conhecer Tereza, a prima da cidade grande. "Primo pode namorar prima? se puder eu vou", "só quero ver as roupas dela", "eu quero ver os sapatos", "quero ver as coisas de cabelo que ela usa e os batons, ela usa batom, vovó falou". Cada um dizia algo sobre o que esperar e ver na prima da capital.

Tereza chegou, nem tão bonita, roupas quase normais como as das netas mateirinhas da avó, apenas os tecidos eram melhores, mas os modelos parecidos. No cabelo um laço estranho, nem bonito, nem feio, só estranho.

Foram levar Tereza para o quarto onde ela ficaria com todas as meninas Os meninos ficavam noutro quarto menor, ao lado.

Enquanto a avó preparava o café, Tereza foi desfazer a mala e distribuir uma lembrancinha para os primos. Só Carminha percebeu um embrulho de papel comum no canto da mala e perguntou à prima o que era. Tereza disse que era uma caixa de chiclete ping pong, pediu para prima não contar aos primos porque ela sabia que na roça não tinha dessas coisas e que se um deles engolisse o chiclete "era perigoso morrer". Carminha riu e disse que eles conheciam, gostavam, mas raramente ganhavam um.

Carminha era uma criança babaca e medrosa, não contou nada aos primos, percebia quando Tereza mastigava chiclete escondido de todos e jurou que quando crescesse compraria todas as caixas de chicletes que pudesse comprar. E assim ela fez. Até hoje a pessoa é viciada em chicletes e compra caixas e caixas.

Que graça teria essa história se Carminha não tivesse furtado chicletes para cada um dos primos na última noite que Tereza passou na roça? Que graça teria essa história se, além de furtar, Carminha não tivesse contado, finalmente, o que aconteceu e juntos não tivessem - depois dos chicletes mastigados e sem graça, e a cada abraço de despedida - grudado os mastigadinhos nos cachos de cabelos da prima chique??

Moral da história: jamais negue um chiclete a ninguém.


Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há sanguenoszoi hihihihi

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A louca do chiclete

Tema: Chiclete
Por Nina Reis







Prazer, sou a louca do chiclete.

Pode ser bolinha, quadradinho ou retangular. Do compridinho mais fino, dos minis em saquinhos ou caixinhas e até aqueles grossos quilométricos. Tem o que dura exatamente 42 segundos e o que dura uma vida, deixando seu maxilar dolorido. Os que fazem bolas enormes e os que nem fazem nada. Aqueles que encontramos no final do pirulito, escondido no fundo da bolsa, só não valem os encontrados debaixo da mesa/cadeira.
Tem os brasileiros e também os importados. Coloridos e sabores infinitos, só não me venham com sabor banana, dispenso.


Agora vamos aos fatos. Depois de anos, colocando todos na boca .... CALMA AÍ ... todos os chicletes, posso dizer que sou realmente alucinada por eles e é algo que me proporciona muito prazer, daqueles que quando abro um bubbaloo(“bábálu” mesmo) sabor tutti fruitt quero logo colocar uns 3 na boca e torcer para ninguém ver aquela cena ridícula, com a pessoa se babando inteira.
Posso dizer mais, dizer que encontrei o melhor chiclete da vida, o 5REACT e sei que muitos irão concordar. Tenho que agradecer meu melhor amigo e a todos os queridos que sempre que fazem viagens internacionais, trazem pra mim. Isso mesmo, ele não é vendido aqui no Brasil.


Pra terminar quero dizer que se souberem de um emprego “de experimentadora de chiclete”, por favor, lembrem-se de mim.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ploc!

Tema: Chiclete
Por Rafael Freitas


Todo dia é a mesma coisa: entro na sala de aula, de qualquer turma, e tem lá dois, três ou nove alunos mascando chiclete. Todos sabem que não pode, mas insistem. Eu faço vista grossa até onde posso, mas tem horas que eles extrapolam.

E é assim: eles voltam do lixo e já abrem outro! Lá vou eu brigar de novo. Escondem embaixo da língua, jogam só a metade fora... E pelo jeito o chiclete da moda é o que deixa a língua azul. Não só a língua: os lábios também. O que me dá uma certa aflição ver esses meninos e meninas com a boca meio roxa.

Eu brigo porque são as regras da escola. Quando o diretor entra na sala e vê alguém mascando, manda jogar fora na hora. E fica feio pra mim.

Por que eu tô falando tudo isso? Porque já tive a idade deles. Já masquei muito Ping Pong ou Ploc de tutti-frutti ou hortelã. E Babbaloo. Colocávamos até dois chicletes na boca pra fazer bolas gigantes, que às vezes estouravam e grudavam no rosto, no cabelo. Mas a melhor parte mesmo era colecionar as figurinhas. Amazônia, Pantanal, Fundo do mar, Records Guinnes, O Rei Leão, Copa do Mundo. Eu nunca completava todos, mas era bom. E bater figurinha? Eu era muito ruim nisso também. rs Mas lembrar é bom.

Não guardei nenhum álbum desses. Mas tenho dois do chocolate Surpresa. Cinco da tarde eu corria no Bar do Beto, na esquina da outra casa onde morava, e com R$ 1,00 eu comprava dois chocolates, um pra mim e outro pro irmão mais novo, o Hugo. As figuras eram minhas. Continuam coladinhas.

Muitos álbuns podem ter até se perdido no tempo, rasgado, sido jogados fora. Mas essas lembranças boas, como tantas outras, e não só da infância, essas a gente guarda muito bem. Cada um tem vários álbuns completinhos. E que bom que são feitos de um material muito mais resistente que aqueles de papel da minha infância. Assim não rasgam. Porque esses a gente pega sempre pra olhar uma figurinha ou outra.






segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dos grudentos

Tema: Chiclete 
Por Laura Reis

Chiclete bom é chiclete que demora pra perder o gosto bom, que faz bola gigantesca, que vem em pirulito de tutti-fruti – aquele que deixa a gente impaciente porque a hora de morder nunca chega e dá medo de quebrar os dentes e aquele que tem caldinho, também de tutti-fruti, que às vezes pode ser mal mordido e lançado a dois metros de distância.
Chiclete bom é aquele que você acha no fundo da bolsa quando está com aquele gosto amargo na boca (da vida?) e não tem água por perto, é aquele que seu amigo sempre tem e você, sabendo disso, nunca compra pra pagar todos os milhares que já aceitou durante a faculdade.
Chiclete bom é aquele que os outros te pedem. Até porque se ele não é tão bom assim, ninguém vai pedir. Pedindo, ele sempre terá mais importância e com devida importância fica muito mais gostoso e difícil de compartilhar. Egoísta, quem sabe.
Chiclete melhor ainda é aquele que se denomina quando encontra alguém com gostos e sentimentos parecidos e não quer largar mais, mesmo (e inclusive) inconscientemente. Um amigo, um irmão, um colega, um flerte, um amor, um qualquer. Aí gruda naquele papo até perder a hora, naquele amasso até perder o fôlego, naquela saudade até perder a escrita.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

De desabafo e gratidão...

Tema: livre
Por: Rosana Tibúrcio


Guaraná com Canudinho é um blog feliz. Gosto de divertir e falar coisas leves aqui. Mas, às vezes, não há como fugir da realidade e fazer de conta que não tá acontecendo nada.

Há apenas uns dez dias mais menos eu me sinto melhor da porra da depressão. É...
Fiquei, minhas gentes, mais de um mês (quinze dias diretão) sem trabalhar, sem conseguir fazer comidinha boa. Nem café. Nem nada. Sumi um pouco das redes, ninguém notou, mas vou abrir meu caderninho de mágoa hehehehe Como já conheço os sintomas desconfiei que estava quessamerda, mas cadê ânimo de procurar ajuda??? Um belo dia tive coragem para marcar uma consulta. E não desmarquei. Palmas pra mim!

Só que o primeiro remédio que tomei deu um efeito colateral que ó, passo!!! Com remédio novo tenho conseguido trabalhar e não ficar com aquele sufoco no peito. Complicado é não falar sobre o assunto, mais complicado é falar e as pessoas não entenderem, mas foda-se. Mas... mais complicado mais ainda é falar e o receptor responder: nossa, você tem que fazer o que gosta, você precisa sair mais um pouco, viajar, fazer uma caminhada, passear no bosque enquanto seu lobo não vem, enfim... Os mais caridosos entendem que essas pessoas são boas. Eu não. Eu não penso assim, penso que essas pessoas são burras mesmo. Burras!! Tão burras como as que me perguntam por que eu não uso tinta nos meus cabelos (existe tinta pra cabelo??).

Se eu tivesse criatividade para elaborar um manual de "como lidar com quem está deprimido" eu recomendaria ene coisas, como, por exemplo, não falar as besteiras que citei anteriormente e observar os pedidos de socorro que gritam a todo instante. Afinal, nenhuma pessoa que é dinâmica vive sempre tão cansada.

Amizade, amor, afeto, atenção e carinho são remédios também. Os melhores. O filhote Rafa não me abandonou nos piores dias, era áudio no whatsapp a todo instante; às vezes, eu nem respondia direito. Ele colou em mim!! Laurinha, em meio à mudança de casa e chateações decorrentes desse evento não me deixou um dia sem  "bom dia mai", "boa noite, Rosaninha", ou "como você está, pé de cana??" Marininha veio e ficou por mais de uma semana, foi comigo na revisão da consulta, fez massagem, comidinhas gostosas, cafés, torradas, gelatinas e outras coisas. Tudo pra mim. Por vários dias eu não fiz nada além de rir dela, tentar trabalhar um pouco e ser bem cuidada. Isso só para falar das gentes do Guaraná com Canudinho.

E ainda tem minhas irmãs e meu pai, a Helô e Jéss com seus áudios, a Ana Amélia sempre por aqui e, por fim, mas não menos importante, ao contrário, a Abadia que foi uma santa, tem sido sempre, aliás.

Tem muita gente que não tem um terço dessas gentes que eu tenho. Hoje consigo agradecer porque estou melhor. Mas há quinze dias, por exemplo, não conseguiria. Nem ser grata no tempo certo essa porcaria deixa a gente ser. Mas sempre há tempo... ou não???


Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há desabafo e gratidão. 



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Tentando amenizar

Tema Livre
Por: Nina Reis



Sem querer ser repetitiva

Massssssssssssssssssss

Que calor é esse???? Dai-me paciência.

Aqui estão cinco ideias para amenizar essa situação e dar um up no seu dia/tarde/noite/madrugada.


1 – caso não tenha ar condicionado, providencie dois ventiladores ou um ventilador e um climatizador ou cinco de cada um, não importa, o que não dá é pra ficar sem nada.

2 – compre vários sabores de gelatina e faça é claro rsrsr , sem contar que sua geladeira ficará pra lá de colorida, isso agrada as vistas e o paladar.

3 – tenha um amigo mineiro-divertido, chame-o para dar voltas pelo bairro, pelo bosque, pelo parque e segure-o até umas quatro da manhã rsrsr além de se divertir, sairá um pouco do forno que sua casa/kit/apartamento de até quatro quartos.

4 – o seu sorvete preferido não pode faltar no seu congelador, tome com vontade, vale babar pra sentir o geladinho pelo rosto rsrsrsr não, não babe, mas se lambuze porque no calor, PODE.

5 – providencie um borrifador e coloque água geladinha, sempre que necessário (acredito que toda hora) borrife onde achar necessário rsrs  se possível um borrifador bem bonito, porque caso alguém pergunte, você diz logo que é água thermal, rsrsr é mais chique e funciona.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Bolinhas aleatórias

Tema livre
Por Laura Reis

São mais de 23h e meu tempo está acabando. Pego o Tema Livre que ficou lá no meio de agosto, quando de alguma maneira fomos forçados a entrar de férias, e aproveito pra fazer algumas observações aleatórias. Enquanto escrevo isso penso que o nome da sessão que a Liliane Prata tinha na Capricho será uma ótima opção para o título. Vejamos:
  • Nos últimos dias estou viciada em sequilhos.
  • No fim de semana fiz a primeira compra saudável DA VIDA (frutas, legumes e pá).
  • No calor, uva é sucesso. 
  • Faz mais de mês que praticamente sinto sono o dia inteiro. Procuro um médico?
  • Faz um mês que parei com o Pilates. Seria isso? (não, não seria, porque naquela época também sentia sono, ENFIM)
  • Não passo 1 episódio de Parenthood sem chorar ou querer bastante e precisar me segurar por estar em público.
  • Mesmo achando que pode não ser uma boa escolha estar aqui onde estou, fico orgulhosa de ter conseguido fazer tanto sozinha e estar morando com alguém que tem merecido dividir uma casa comigo. Risos e “oin”. 
  • Semana que vem faz um ano que estou no meu trabalho atual. Acho fofo.
  • Adoro o fato de eu ter uma trena. (?)
  • O Orkut pode até morrer, mas todos os meus depoimentos, fotos, scraps e, óbvio, comunidades, estão devidamente printados e guardados em meu HD.
  • Depois de um ano sem TV, Globo pra mim é ganhar na Sena.


Ps.: Élmer, se acaso você ler isso (em vez de apenas divulgar o blog, inclusive obrigada de novo e sempre, claro), saiba que falar de Sena me lembra você e não é uma boa lembrança porque metade do meu salário vai pra isso e ainda não vi retorno. Aguardo providências. Obrigada.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A lista

Tema: coisas simples
Por: Rosana Tibúrcio

Música, chope, dinheiros, conversa, gente inteligente, café, risada, abraço, pôr do sol, foto, mar, livro, roupa limpa, sabonete bom, generosidade, salada de frutas, confiança, cores, pudim, palavras, pintura, sorvete, simetria, mania, amor, criatividade, beleza, pão sovado, vermelho, cebola, concentração, beijo, amizade, Guaraná com Canudinho, oração, semelhança, TV, ovomaltine, esperança, gratidão, sorriso, e etc. e tal...

Simples é tudo que aprecio. O complicado eu odeio, não entendo, quero distância. O simples não é o pobre; é o que me permite ser feliz, por isso dinheiro incluído na lista. Acredito que a felicidade é simples e que só não somos mais felizes porque complicamos tudo, às vezes.


Uma linda quinta-feira para todos vocês meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há uma proposta para ser feliz. Só pegar uma coisinha da sua lista e bora...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Não precisa complicar

Tema: Coisas simples

Por: Nina Reis


As sábias palavras mágicas
o sorriso de bom dia
cheiro de terra molhada
é tudo que mais queria.

Na verdade é o que quero
e te ensino se preciso for
só não custa quando pedir
dizer ao menos, por favor.

Um abraço bem apertado
ou um simples telefonema
não precisa muito dinheiro
isso não é nenhum dilema.

Não sou a desapegada
e estou longe de ser
o que digo é mais simples
do que pode parecer.

Dou valor aos meus amigos
e aos meus familiares
que assim como eu 
gostam do que é simples também.




obs.: para você que está vindo aqui pela primeira vez, sim, eu tenho problema e minha última estrofe foge de qualquer regra. rsrsrs

terça-feira, 23 de setembro de 2014

E os homens sonham...

Tema: Coisas simples
Por Rafael Freitas

Quando estou em um espetáculo teatral ou em um show que eu gosto muito, eu rezo. Rezo agradecendo por aquele momento, pela oportunidade de experimentar, ouvir e me emocionar. Crescer.

Quanta bobagem, dirão. Desavisados, coitados! Da vida, ainda não entenderam nada.

Não entenderam que a famosa felicidade não é uma meta a longo prazo.  Ser feliz é algo urgente! É acordar e decidir. É poder ficar triste, mas sabendo-se feliz.

Felicidade é ouvir uma voz bonita, interpretando uma música bonita. É abraço apertado. Que se for de saudade, é mais felicidade ainda. É qualquer coisa com os amigos. É receber um elogio. Ter os estudos interrompidos por sua mãe, dizendo que só foi te dar um beijo e dizer que te ama (sim, a minha faz isso!). Bilhete do pai quando você retorna de alguma viagem ou seu chocolate preferido no travesseiro (sim, o meu faz isso!). Ganhar um presente. Dar um presente. Ajudar quem está precisando; ser bom. Tirinha do Horácio, uma frase bonita, de preferência com um bom jogo de palavras. Trufa de maracujá, torta de limão, croissant de chocolate e sorvete de pistache. Um bom filme, um bom livro. Uma ligação ou mensagem de carinho. Quem não é feliz com carinho? Ou com bebês e crianças pequenininhas? E as flores? Gente, flores não são bonitas demais?

E por aí vai. A lista é gigante. Porque, pra mim, o que realmente importa na vida são as coisas simples. É o que eu quero: uma vida simples. Que, na verdade, acaba sendo mais complicada. Porque é preciso abrir os olhos e procurar com cautela, demoradamente, como se contemplando. É preciso entender de cores, sons, perfumes, gostos e poesia.


Tem dias que eu falho. Mas nos dias que eu acerto, você tem que ver: é coisa pra se querer todos os dias da vida. E não estou falando de autoajuda. É felicidade, no caso.





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Da parte boa

Tema: Coisas simples
Por Laura Reis

Das coisas simples que gosto, uma delas é acordar e ver que ainda falta uma hora pra levantar ou, mesmo acordando assustada porque já passou das oito, ver que é domingo.
Também acho o máximo quando uma criança retribui um sorriso, um tchau ou ela mesma toma a iniciativa de ser simpática. Sobre simpatia, ouvir um “obrigado” quando seguro uma porta pra alguém passar também é ótimo.
Quanto à rotina, tenho achado bom demais passar creme nas mãos sempre que as lavo e o fato de usar esfoliante + óleo hidratante no mesmo banho em que os cabelos são lavados é quase como dar banho n’alma.
“N’alma” me lembra o Zeca Baleiro o que me remete (claro) às músicas e ao botãozinho maravilhoso chamado repeat que existe nos players e que me ajuda a ouvir 20 vezes a mesma música que estiver adorando no momento.
Quanto às coisas que me irritam e que poderiam ser simples, deixo pra depois porque podem ser muito complexas pra uma simples segunda-feira.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cortando a estampa pela raiz

Tema: estampa
Por: Rosana

Elisa nunca foi perita em moda, mas tinha bom gosto e sabia muito bem que blusa estampada com camisa xadrez não ornava. Não na década de 70. Atualmente é tudo tão misturado que o bonito de hoje era o feio de ontem.

Em tempo de colégio Elisa começou o namoro com o mais bonito da sala. Passou a usar batom, uma leve sombra nos olhos, umas presilhas no cabelo e Carlos não mudou nada: continuou com o sempre uniforme limpo e bem passado, o sapato bem engraxado.

No primeiro encontro fora do colégio lá vem Carlos todo arrumadinho: de xadrez com estampa. Elisa ficou azul, verde, amarela, ficou com todas as cores da camisa de mangas compridas dele. Foi um terror!! Se manga curta, menos feio talvez.

No segundo encontro lá vem Carlos de novo: camisa xadrez e calça xadrez. Meu Deus, Elisa queria só namorar no colégio, mas como se apaixonou resolveu ir, aos pouquinhos, mostrando pro Carlos que não tava nada bonito aquela vestimenta de final de semana.

Começou ensinando o que era mais simples: calça estampada pede camisa lisa; calça lisa pode com camisa xadrez ou estampada; liso com liso pode também. Foi a tarefa mais simples. Em uma aula Carlos aprendeu tudinho. O difícil foi ensinar qual estampa dava certo com determinada cor. Qual cor combinava com a outra. Ela tentou uma, duas, várias vezes. E nada.

Elisa achou então mais fácil, depois de várias semanas, e na derradeira lição, dizer: estampa e xadrez são proibidos para homens. Use apenas liso, Carlinhos. E baixinho pediu: só não use aquela camisa vermelha com a calça marrom, pelo amor de Deus, meu amor...


Uma linda quinta-feira para todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há uma historinha fútil e não politicamente correta. Mas quem nunca????

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Meia volta, por favor



Tema: estampa
Por: Nina Reis




Lá vem ela com o cabelo todo escovado e brilhante, uma maquiagem belíssima, um salto 15cm, um vestido bem colado de oncinha e um celular com capinha de zebra.

PARA PARA .... PARA TUDO.

Animal print não, por favor, dê meia volta, coloque um vestido floral, de Poá, listrado ou até um patchowork, ahhhh  aproveite e troque a capinha do celular também. Não suporto animal print. Ok, sua linda? de nada.