quinta-feira, 13 de abril de 2017

Catarse de mim

Tema livre
Por: Rosana Tibúrcio


Oi minhas gentes, contar procês que não tive crise dos trinta, quarenta ou cinquenta, mas tenho tido crise dos sessenta, sessenta e um dia, sessenta e dois dias, e três e quatro e cinco e trezentos e sessenta e cinco dias, ad infinitum... parece. Fato importante desse tempo todo de minha vida é que nunca gostei de andar de sombrinha e sempre acho que a chuva vai passar quando eu passar onde ela tava; tem dado certo e nas vezes em que molhei jurei viver pendurada numa sombrinha, só que no outro dia esqueço e assim sigo sem medo da chuva me molhar. Falando em medo, sempre tive medo de avião (olá Belchior) passando por cima de minha cabeça e não tive medo de andar num e eu lá passando, metaforicamente falando, por cima da cabeça de milhões de gentes; aliás, eu queria viver num avião por horas e horas – na janela – mas ouvi dizer que muitas horas da gente sentada em poltrona de avião gases surgirão, mas né? banheiro existe pra isso, mas o problema maior, ouvi dizer, é ficar com pés inchados e sempre tive medo de inchar pernas e pés e a pele estourar; graças a Deus não tenho inchaço em nada. Quedizê, ah, deixa pra lá! Gostaria de morrer depois que os homens aprendessem que não tem essa de ajudar mulher, que obrigações com a casa dos dois e os filhos dos dois são obrigações do casal e, falando sério, se querem mesmo ajudar a mulher vê aí se aprendem a dar um orgasmo a ela todas as vezes que houver um fuc fuc da vida ou mesmo um beijo, porque homem bom provoca prazer com um beijo, e beijo bão é melhor que sorvete com ovomaltine; ou era, tô mei esquecida. Mas voltando ao que sou, gosto e não gosto - não contei, mas era sobre isso o meu post, se bem que num tá sendo - eu amo baixar série e dou pulinhos quando tenho mais de um episódio pra ver, de duas séries preferidas, por exemplo. Falando em série eu repeti a quinta série duas vezes e, juro, não sou burra! Eu sempre dizia, àquela época, que essas repetições iriam combater minha imaturidade e eu falava isso porque havia aprendido o significado de imaturidade e achava chique usar a palavra; essa mesma babaquice aconteceu comigo e a palavra diagnóstico que aprendi e usei muito pra dizer de uma possível profissão que jamais exerceria; dizia só pra usar a dita cuja; como eu me sentia culta. Hoje em dia eu tenho preguiça de gente que usa palavras novas só pra dizer que é culto e nossasinhora tão mió escrever simples pra nóis tudo entendê, né non? Falando em chique, atualmente acho chique e gostaria de ter o dom de me expressar bem, falar fluentemente e segura; no caso, gostaria de desenvolver um bom discurso, o que é, acredito, bem mais prazeroso do que usar palavras raras. Gostaria mesmo de falar bonito e isso não tem nada a ver com sentir inveja que é algo, sério, que não sou de sentir. Aliás, quero uma palavra nova que represente o que sinto, como essa coisa do desejo de falar bem como determinadas pessoas, que admiro, falam. Sei que não é inveja, pois só quero ter algo parecido e não tirar algo que quero ter de determinada pessoa que tem. Falando em nome eu adoro o meu nome e som dele; não só meu nome, mas todos os meus apelidos que surgiram pra mim a partir do nome que tenho. Meu nome tem um dos sons mais lindos da vida, é como as músicas e as vozes que amo ouvir, como as vozes de Almir, Oswaldo, Zeca Baleiro e tantos outros lindões. Queria ter me casado com um cantor, mas o máximo que consegui foi namorar uns dois bofes que cantavam mais ou menos. Bem mais ou menos. Falando em cantar eu queria cantar como Marisa Monte ou Elis, mas cantar como Elis é pedir demais. Como Marisa também, mas queria. Falando em Elis nunca vou me esquecer da sensação que tive quando Elis morreu. Sinto falta dela até hoje. E... falando em hoje, penso que já deu por hoje, parando porque relógio despertou e me comprometi a um tempo pré-determinado pra dizer de mim. E disse! 


Uma linda quinta-feira pra todos vocês, meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há essa coisa louca aqui que sei não, viu? Sei não!!

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