quinta-feira, 4 de março de 2010

Maldita organização

Tema proposto: uma foto, um conto
Por Rosana Tibúrcio

Ela foi, é e procura ser uma mãe zelosa e organizada, ninguém há de negar.
Sempre buscou registrar, em fotos, os momentos mais lindos de suas filhas... e numa época em que as coisas não eram assim tão fáceis. Não havia essa parafernália interessante que há hoje em relação às maquinas fotográficas digitais, os jeitos todos de arquivar fotos e por aí...
Era meio que clicar poses das filhas, anotar as datas em que as fotos foram tiradas e rezar pra que elas ficassem nítidas.
Era uma festa quando dessas revelações, festa e momento de organizar tudo.
Fotos em ordem – mas em ordem messssmo: a mãe pegava o filme e ia registrando, de acordo com o que anotara numa agenda: foto a (dia x), foto a1(dia y), foto b (dia y, também) e assim por diante. As datas e os locais onde foram tiradas eram anotados atrás de cada uma delas e as melhores separadas para serem arquivadas nos álbuns.
Anexadas aos álbuns, a mãe anotava as datas na parte de cima onde colocadas e, na parte de baixo, fazia anotações importantes, com sua letra não muito bonita, mas fazia...
A filha mais velha foi a que teve mais desses álbuns.
Mas houve um outro tempo em que as duas meninas inventaram de tirar uma ou outra foto deles e isso provocou irritação naquela mãe que deixou esse negócio de organizar álbuns pra lá. As outras fotos estão todas ainda nesses albunzinhos comuns cedidos pelos laboratórios; guardadas numa gaveta qualquer da copa.
E mais cansada ainda dessa invasão nos álbuns que criara com tanto carinho essa mãe resolveu mudá-los de lugar para que o acesso a eles se tornasse mais difícil.
E assim... de cima de uma estante da sala de TV, a bendita mãe colocou todos os álbuns criados por ela na parte de baixo do armário de seu quarto. Pronto: proteção total ao trabalho feito com tanto zelo e organização.
Proteção? Nãnãninanão. Ledo engano!!! Pior que filhas “mexedeiras” de fotos, havia sob aquele armário, entre ele e os tacos, uma montanha de cupins...
E assim, a mãe zelosa perdeu cerca de seis álbuns de sua filha mais velha.
Por que só os da mais velha? Porque eles foram colocados em ordem cronológica, dos mais antigos aos mais novos, na parte de baixo daquele armário do quarto.
Maldita organização, malditos cupins...

Neste álbum não houve como recuperar nenhuma foto. Na tentativa de retirá-las, rasgavam

Nesta página uma foto foi salva (da babá da filha mais velha, como podem ler se conseguirem)

Uma linda quinta-feira pra todos vocês minhas gentes, porque nas quintas há algo diferente no ar e nesta há uma inquietação medonha na postante aqui: é bom mesmo ser organizada? Há um preço pra isso? #oremos rs

7 comentários:

  1. Vou deixar a mesma música por enquanto, depois penso se troco ou não...
    beijos moçadinhaaaaa.
    Tô agitada, a Marininha acabou de ganhar um presentão pra casa dela.
    TE ligo filhoteeeee!

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  2. Lá em casa temos poucos álbuns. Quase que não dá pra saber como a gente era quando criança... rs

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  3. A pergunta que não quer calar: o que a sra fez com os cupins?

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  4. um vidrão de remédio é fodaaaaaaaaa: vidrão de veneno.
    Odeio trocar isso, e sempre troco na hora de falar.
    Eu digo: remédio pra rato, barata. Remédio... imbecil eu sou, muitas vezes.

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  5. Que estrago! Tsc tsc!

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  6. PQP

    só agora que vi esse post.
    e as fotos.


    MEDO

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