quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Não posso dar o que tenho pra vender

Tema: livre
Por: Rosana Tibúrcio


Adoro observar gentes, suas manifestações e reações. E como sou gente (gente que faz, ui...), adoro também me observar e, sobretudo, analisar minhas atitudes. Muito do que passo de ruim é culpa minha. Claro que existe gente mansa, mas se eu não permitir, as sacanagens não acontecerão ou serão, no mínimo, menores.

As pessoas de quem eu gosto, sou amiga, sabem que gosto delas. Portanto, esses meus amores, não estão incluídos no tema desse meu post "chega, já deu". Pra esses amores, faço o que for possível a hora que me pedirem. Beijos família e amigos do coração que vêm me visitar, que me ligam, que perguntam por mim, que me amam. Pra vocês, tudo!!

Voltando aos meus prováveis clientes, sei que a partir da última “me dá uma ajudazinha, depois levo tudo para você revisar/formatar sóquenãolevosuatola” não pretendo ajudar mais ninguém. Quer? Pague, cara pálida!

Considero um desaforo alguém querer de graça o que tenho para vender: meu conhecimento, meu ativo intangível, meu capital intelectual, meu trabalho, meu goodwill (saudade trabalhos de contabilidade. Beijos, Cesinha e me conte: posso usar goodwill como exemplo?).   

Masss voltando ao "meu observar gentes e analisar atitudes": observo, observo, analiso, analiso e analiso e não entendo como se processa – para essas pessoas que usam de graça o meu conhecimento – esse aproveitar do outro. Nem por um minuto pensam algo como: “a Rosana vive disso, não posso pedir ajuda sem pagar.” E quando analiso esse comportamento escroto, mil exemplos passam pela minha cabeça sobre o que esses mansos certamente não fariam com outros que têm algo para vender. Eles não pediriam num posto, por exemplo, um litro de gasolina de graça, "preciso rapidinho", para depois voltar, abastecer mais um pouco e pagar apenas o que abasteceu por último. Pediriam? Claro que não! Tá tudo errado!!!

E quando me analiso – aqui trato da parte mais importante e com maior possibilidade de mudança nesse perrengue – percebo que evitar essas sacanagens depende exclusivamente de mim. Eu tenho que impor regras. Porém, a cada ano que passa eu me deparo com um tipo diferente de mansidão. O povo sacana é bem criativo, mas ó... tô de olho em vocês e bastante empenhada em arriscar a ser mais chata e malcriada do que sou - e tenho fama de ser - do que ser mais boba.

Acabou essa de “uma olhadinha”, “uma ajudazinha”. Criem vergonha na cara que eu, de cá, já tomei tento e atitude*.


Uma linda quinta-feira para todos vocês, minhas gentes, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há *rexitegue atitude, como diz minha amiga Jéss.  



3 comentários:

  1. Gostei muito desse posicionamento. Muito bem.

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  2. Amei o post e também acho que quase tudo em inha é bem chato..

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