segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ownn.. um monte de crianç, ai.

Tema: Medo aleatório
Por Laura Reis

Quem me conhece, sabe (aquelas conhecidas..) que eu amo as crianças. Eu amo o quão inteligente elas se tornam, como são espertas nos primeiros meses, como são bochechudas ou massudinhas nas pernas e braços bons de morder, como elas sorriem com os olhos e com os dentões, como elas não falam o R direito, como elas crescem rápido, meu Deus.

Talvez o que ninguém saiba é que, quando elas estão em grupo, o único sentimento que tenho é: medo. Talvez seja pavor, mas vamos de medo mesmo.

Passar na porta de escola infanto-juvenil às 17h30 pra mim é um grandessíssimo desafio. Por vezes, atravesso ruas, mudo de calçada, dou a volta no quarteirão.

Eu sei lá, elas parecem indefesas, mas eu já estive ali naquele meio e eu sei que não são. Eu sei que elas colocam o pé mais à frente para fazer os outros caírem, eu sei que elas não disfarçam a risada se alguma coisa em suas direções estiver “fora do padrão”, eu sei que elas começam brigas aleatórias do nada e que mochilas podem ser arremessadas em quem quer que seja, eu sei que elas não se importam com o que há em volta exceto fazer um gol imaginário, mesmo que a bola bata na cabeça de um transeunte que sempre, sempre, sempre sou eu.

Não são nem dez minutos passando em frente a esses pequenos bandos de crianças gigantes, mas são anos de envelhecimento adquirido por preocupação e agonia de minha parte.

E eu nem tenho cara de adulta direito pra colocar uma moral só em existir e passar né.. Aí, sei lá, fico pensando... tadinha de mim.


3 comentários:

  1. nossa senhora consigo nem pensar nisso

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  2. Gente, amei demais esse post. Acho muita graça do seu medo, desculpaêê, mas criança é coisa boa, sá!

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Sinta-se em casa. Sente-se conosco,tome um guaraná e comente o que você quiser e depois, aguente!!! hihihi