quarta-feira, 6 de março de 2013

De mala e cuia


Tema: Se eu fosse pro exterior
Por Vanderley José Pereira




Preparem as malas
   Para sua viagem se tornar “a viagem” ou, até mesmo, várias viagens em uma só, é necessário ter paciência. 

   Antes de viajar, contemple os preparativos: compre roupas adequadas, pesquise os roteiros que serão seguidos - mesmo que em vão, pois nunca são seguidos -, arrume e desarrume a mala quantas vezes julgar necessário. Por falar em mala, é sábio lembrar que quanto menos levar melhor será, afinal, você vai querer comprar de um tudo lá. Mas, ainda assim, leve filtro solar - independente de onde for - e leve também um esparadrapo, pois as bolhas no pé são inevitáveis. Se for possível, leve um cartão de crédito internacional, em detrimento a um grande montante de dinheiro vivo. É sempre mais seguro. Ainda assim, reserve uma quantia, pois sempre há aquela feirinha de artesanatos e de suvenir que não dá para perder. Todos esses preparativos e planos servem de pretextos para esquecer o dia-a-dia e, assim, estarmos um pouquinho lá todos os dias. Só aqui você vai garantir umas três historias no mínimo. 

   Ao viajar, um quesito é primordial – e não é máquina fotográfica, tampouco malas com inúmeros cremes e repelentes –, mas sapatos confortáveis e de preferência surrados, com a sola pouco gasta e ande, ande e ande! Hotel só para dormir, então prefira os mais simples! Se, ainda assim, busca um lugar cheio de regalias, cheio de “fru-fru”, é preferível ficar em um spa próximo de casa. Vá a praças e bairros afastados e veja a rotina do povo local; vá a igrejas e a outros templos, seja de qual religião for; visite parques aquáticos, museus e outros lugares; compre livros e aproveite para treinar a outra língua; faça amizade com o povo local, vista-se como eles.

   A amizade com o povo local é um caso a parte: não se imponha, observe! Para uma cultura desconhecida, seus hábitos, por mais inocentes, podem aparentar agressivos e desrespeitosos. Observe e fale pouco. Deixe o anfitrião falar a vontade de sua terra, respondendo, também, todas as curiosidades dele. Lembre-se: o estranho no ninho e você! 

Boa Viagem¹
   Permita-se degustar o lugar por meio de suas cores, sabores, cheiros e sons. Não saia comendo de tudo, mas coma.  Parcimônia é sempre prudente. 

   Vá a festa, festivais, cerimônias, casamentos e, até mesmo, funerais – para outra cultura esse momento pode ser motivo de alegria, se não for, valerá a pena saber como eles despendem dos entes queridos. Não se detenha aos limites impostos para os turistas. Rompa essa barreira invisível e rígida. Dance, cante, grite! Permita-se ao novo. 

   Viajar é um estado de espírito, então esqueça tudo, jogue os problemas para lá, deixe suas amarras aqui e se transporte para onde quiser - nem que seja no mundo da imaginação.

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Beijos a todos e desculpe a hora da postagem

¹Fotinho de uma época não tão distante ao embarcar rumo a Natal-RN. A viagem internacional ainda está por vir!

16 comentários:

  1. oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee....cheguei atraso devido o avião... problemas de uma vida atribulada.

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  2. Conselhos do Tio Limão mais lindão do Guaraná.

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  3. Adorei o esparadrapo... hehehe

    Ou seja: band-aid é para os fracos.

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  4. Isso de observar as pessoas dos lugar é a minha cara.

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  5. Dance, cante, grite! hahahaha
    não era pra ser mais "de boa"?

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  6. muito cara de texto de revista cujo autor já fez umas 6 viagens por ano!
    digno

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  7. esse poderia ser um texto de conselhos pra aninha, também.

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  8. e sapato confortável é lindo né?
    deveria ser regra diária

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  9. hahaha Eu pensei na Aninha também, quando li o texto do Limão.
    Ai, cabei de postar o meu. Ui!

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  10. Fica a dica para aninha também... Rosana diz para ela ler o texto.

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  11. O melhor do meus post foi como arrumar a mala (vide foto)... no mais ele ficou vergonhoso!

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  12. Limão conselheiro de viagens, gente!!!

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  13. "busca um lugar cheio de regalias, cheio de “fru-fru”"

    Ouvi minha mãe dizendo isso!

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  14. O lance dos funerais é interessante mesmo... Lembrei de uma música que cantávamos no Le Bizarre que era uma canção fúnebre da Hungria, se não me engano.

    Só não sei se eu iria em algum. rs

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