quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Alguns Tops


Tema Livre
Por: Nina Reis

5 vontades
- mais tempo
- mais dinheiro
- mais ideias
- menos saudade
- menos TPM

 3 músicas
- You Give Me Something – Marcela Mangabeira
- Billie Jean – Bárbara Mendes
- Don´t Stop The Music – Marcela Mangabeira

1 saudade
-  Guaraná com canudinho

Mais 1 pedido
- desculpa pela demora

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A primeira vez.


Tema: livre.
Por Laura Reis

Não. Não é nada disso que você está pensando. Essa é a história da primeira vez que uma amiga minha não quis mais existir.

Sempre que o dia começava, o pensamento de que poderia ser melhor que o anterior era uma certeza. A única certeza.
Então, naquele sábado combinou com seu novo namorado de que, finalmente, iria pro almoço na casa dele. Conhecer os sogros, os cunhados e até o cachorrinho que ele tanto falava que ela gostaria.
Ele chegou pra lhe buscar em casa e elogiou a produção. Que ela estava detestando. Ousou colocar um vestido em vez de suas seguras e confortáveis calças jeans de cada dia. Mas é que precisava parecer um pouco mais feminina pra nova família. Certa vez o contrário não deu muito certo.
Infelizmente escolheu o sapato errado. Não que o salto lhe fosse um problema, mas é que era aquele que apertava o calcanhar. Ou o tornozelo. Ou o... nunca sabia os nomes das partes dos pés e pernas e tronco e braços.
Começou a perguntar como estavam as coisas lá na casa: a mãe, os irmãos, a cachorrinha estava de bom humor, o que ele disse sobre ela pro pai. Ele riu de todas as perguntas e só disse que a mãe havia preparado um cardápio especial.
Ouviu a palavra cardápio e ficou vermelha, roxa, cinza e deu uma segurada de leve no braço que ele segurava o volante: o que ela fez? – perguntou, lembrando que ele ainda não sabia que ela era vegetariana. (E isso não é tão estranho assim, se considerar que ela sempre evitava sair pra lugares com comidas no cardápio, só pedia seu chopp e nunca tinha chamado ele pra sair pra comer alguma coisinhas nesses..cinco meses de namoro. Ok, é estranho. E em qualquer lugar ela poderia inventar que já tinha comido em casa e não estava com fome, mas não num dia especial de almoço junto da família do namorado.) Ele, claro, riu mais uma vez e continuou a falar sobre outro assunto aleatório.
Decidiu esquecer isso. Só que não conseguia. Não até chegar na porta da casa dele. Que, aparentemente, já conhecia. Sentiu que já havia passado por aquilo antes e chegou a comentar com ele, mas chegaram a conclusão de que era um deja vu qualquer.
Mas, claro, não era. Ao abrirem a porta viu aquele mesmo casal e aquelas mesmas crianças gêmeas e aquele mesmo cachorro que conhecera há dois anos quando começou a namorar... aquele que vinha chegando na porta pra se juntar ao resto da família: o irmão de seu atual namorado.
É que na época ele (o atual namorado) estava pra um intercâmbio.
E desde que aquela mesma mulher lhe preparou um lombo assado nunca mais quis saber detalhes da família de nenhum rapaz.
É.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

DECRETO - PRORROGADO!!!

(Perdão pela CAIXA ALTA no título, mas é que: muito importante)


Por meio de seus respeitáveis integrantes Laura Reis, Rafael Freitas, Nina Reis, Rosana Tibúrcio e Taffarel Brant e, a partir de hoje, dia 6 de agosto de 2012, o Guaraná com Canudinho, este blog tão família, tão acolhedor, tão sensível, tão sem vergonha, tão Brasil!, decreta para infelicidade geral da blogosfera*  que.....terá, como qualquer ser humano normal (!!!/), um leve recesso.
Esperamos, ansiosamente, voltar às atividades daqui duas três semanas, quando os olhos de cada um de nós se encherá de lágrimas de felicidade pelo retorno tão esperado.

Agradecemos a atenção de todos e, por favor, não reclamem.

Cinco beijocas, com Guaraná, pra vocês.


*que palavrinha FULEIRA.
!!! sim, blog também tem sentimentos.




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Frustradas


Tema: Férias
Por Taffa
Mafalda de Férias; por Quino.

Certa vez minha família teve um ataque repentino de amor fraterno e todos nós resolvemos tirar férias de uma vez só. Na época eu ainda morava em Uberaba e quando meu pai me convidou para ir à Caldas Novas com tudo pago, aceitei sem titubear. Bem, na verdade descobri depois que o “tudo pago” nem era tão livre de despesas assim. Meio que propaganda enganosa, pois eu precisaria pagar o combustível da viagem e isso se mostrou mais caro do que o esperado, pois eu tinha de ir até Patos de Minas pegar minhas duas irmãs, meu cunhado e tia e levá-los comigo até o destino final. Depois de muita análise, aceitei o itinerário. No dia marcado levantei cedo e peguei a estrada. Durante a ida para Patos não houve nada tão complicado, exceto pelo fato de eu ter me lembrado apenas na metade do caminho que havia esquecido o calção de banho. Coisa típica de ex-gordinho que detesta clube e entra numa piscina só uma vez por ano.

Chegando ao primeiro destino, por volta das nove horas da manhã, encontrei minhas irmãs ainda dormindo nos quartos, descobri que minha tia havia ido ao sacolão de verduras e me contaram que meu cunhado havia sido proibido de ir, pois tinha feito falta de educação com uma amiga da mãe no dia anterior. Berrei carinhosamente minhas irmãs para se apressarem enquanto ia à feira procurar minha tia e na volta passei na casa do cunhado para conversar com a mãe dele e fazê-la deixar o garoto ir, pois minha irmã se recusaria a viajar sem o love.

Horas depois pegamos a estrada. Durante o percurso minha tia abriu o vidro de forma errada e isso fez com que ele ficasse travado, obrigando-a a passar toda a viagem levando bordoadas de vento na cara, além de fumaça de caminhão e, vez ou outra, algum inseto que se esmagava nas lentes dos seus óculos. Ao chegarmos na cidade ela já estava toda descabelada, eu me mostrava impaciente com o calor, uma das irmãs ameaçava o namorado caso ele olhasse para a bunda das mulheres e a outra estava eufórica querendo sair para a balada – isso ainda às três da tarde.

Encontramos o hotel após uma longa e tortuosa caminhada pelo inferno. Imagino que não exista outra palavra para descrever Caldas Novas, quão quente é. O pior de tudo é o fato de todas as pessoas serem turistas, o que faz com que ninguém saiba absolutamente nada a respeito de onde está ou qual caminho seguir para chegar aos lugares. Demos dezenas de voltas até encontrar o local certo e ao entrar no apartamento me deparei com aquela que foi, de longe, a pior surpresa da viagem: sem ar condicionado.

Depois das malas desfeitas e meus pais terem chegado, a galera foi pra piscina se besuntar de bronzeador e pegar aquela cor do pecado. Eu, que tenho herpes labial e sou o mais branquelo da família, me besuntei também, mas de bloqueador solar com fator de proteção 50. Então imaginem um ser já branco de natureza, quase transparente de tanto bloqueador e caminhando desengonçadamente pela orla da piscina: lá estava eu.

Falando em piscina, uma das únicas coisas boas de Caldas Novas é, sem sombra de dúvida, a piscina de água gelada. Digo isso porque é tudo muito calorento, chega a ser difícil de pensar. Imagino que seja por isso que as pessoas vão para um lugar extremamente quente nadar em piscinas quentes. É a única explicação. Ah, sobre o sol de lá, bem, de duas, uma: ou deve ser mais próximo à Terra ou talvez Deus utilize alguma lupa para intensificar os raios sobre aquele pedaço do mundo, porque aquele calor não pode ser normal. O ar é tão quente que você se sente numa sauna seca, mesmo debaixo de sombra. A calçada permite que ovos sejam fritos sem a necessidade de fogão. Quando você resolve fazer uma caminhada debaixo de sol, ao olhar alguns quarteirões à frente é possível visualizar miragens e, se você não for rápido, pode pegar uma insolação. Isso sem falar nos preços europeus que os comerciantes de lá cobram pela água mineral, chega a ser necessário encher as garrafinhas nas torneiras do banheiro, senão isso traria a falência de qualquer sujeito em menos de vinte e quatro horas.

Enfim, Caldas Novas, pra mim, é sinônimo de férias frustradas. Lugar onde eu não consegui me sentir bem e não sei se algum dia voltarei. Aliás, assim como disse o Ulisses outro dia desses: “férias é simplesmente não ir”, no meu caso, não ir para Caldas Novas (ou qualquer outro local onde o calor seja similar ao de um deserto), pois, caso eu vá para um lugar assim, vou precisar tirar, além das férias, outras férias das férias para que eu possa me recompor da decepção.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

De sensações


Tema: férias
Por: Rosana Tibúrcio

Férias boas, pra mim, não representam apenas dias sem trabalhar, estudar ou ficar sem compromissos.

Férias boas são sensações: de saber do uniforme da escola na gaveta - das brincadeiras na rua sem hora exata de parar - de estar nos jardins da avenida, mais vezes na semana - de tocar os cadernos e caixa de lápis de cor inteirinhos, novos e prontos para a volta às aulas - de ler as cartas do namorado - das leitura de romances na cama, pra depois dormir e sonhar com o princípio encantado - de comer os sonhos feitos pela avó - de jogar botões ou cartas, perder ou ganhar - do conforto da conversa  com amigas - de tirar fotos - de saber dias sem bater ponto - da ida ao cinema no meio da semana com namorado - da visita aos pais, cidade natal e amigos - do vento na praia com família - de tirar e ver mais fotos - de beber a cervejinha gelada em plena quinta-feira - de tocar as águas quentes da piscina - de sentir as águas frias do mar - dos sons dos risos - da sensação de andar a pé sem pressa e de mãos dadas - do tesão de fazer amor nas horas mais inusitadas - de sorrir muito - de gargalhar - de olhar sem pressa e feliz. 

Férias boas são sensações. Sensações que há anos não vivo, mas a memória sabe direitinho como é. Férias boas são sensações do coração, muito mais do que sensações da memória, na verdade. Na minha verdade, pois são sensações carimbadas, registradas e inesquecíveis.
Recomendo. A todos nós.


Uma linda quinta-feira pra todos vocês meus amores, pois nas quintas há sempre algo diferente no ar e hoje há, além de todas essas sensações, um convite às férias do Guaraná com Canudinho. Por uma semana que seja. Vamos??? 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pode ficar bem melhor



Tema: Férias
Por: Nina Reis


Quando penso na palavra férias, logo penso nesses três lugares

Caldas Novas – sinônimo de felicidade. Extremamente saudável as lembranças que tenho de lá. Saboreava os melhores cafés da manhã, aproveitava o quanto podia a água quente e me divertia com o dinheiro que meus pais me davam para me refrescar com os picolés e os sorvetes que havia no quiosque do hotel.

Brasília – 8 e 80. Vivi muitos momentos felizes em uma época muito difícil da minha vida.
Me divertia com a família e com os amigos. Até um namoradinho arrumei. Porém na maioria das vezes chorava e imaginava que todo o dia poderia ser o último da minha vida.

Borda da Mata – sinônimo de escolha. Escolha de um irmão que não é de sangue. Escolha de querer fazer parte da família e dos amigos do irmão. Escolha de querer ter meu próprio quarto na casa do irmão. Escolha de querer ser feliz em uma semana e ser.

Agora ficarei na expectativa para sair desse número três e acrescentar na minha lista, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Panamá, aliás, ficarei na expectativa também de ter férias esse ano.