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Por Rosana Tibúrcio
Eu percebo o lazer muito mais sob o aspecto interior que por aparência.
Eu o compreendo no que ele provoca em mim, bem mais do que eu possa provocar, nas pessoas, com a minha imagem em lazer.
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Eu amo conversar; ler; assistir a um bom filme ou programa na TV; ouvir uma boa música; jogar baralho; observar pessoas; participar de uma "roda musical", sem grandes pretensões; beijar na boca e falar de amor. Mas nem sempre quando faço isso, estou em total entretenimento. Posso estar, quiçá em “recreio”, apenas.
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Eu me recordo do tempo de criança em que eu amava fazer desenhos pra ilustrar “composições”; montar quebra-cabeça; ler historinhas; soprar bolinhas de sabão e brincar com balões de festa. Odiava ser “interrompida”; quase sempre eu me assustava, pois estava “concentrada” demais. Era tudo muito sério, naqueles lazeres. Lazer é distração e para eu me distrair é preciso me concentrar no que faço.
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Tenho uma "fala" que é meio constante na minha vida - que eu já vivenciava lá, quando criança, mas que não sabia expressar -, é uma das minhas verdades: "para mim,felicidade é concentração." Se eu não estiver concentrada, feliz, eu não estou tendo um lazer, portanto.
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Quando estou em lazer eu não ouço os barulhos por perto (tá, sou surdinha, mas dêem um desconto, favô); não sinto cólica nem dor de cabeça; não penso em minha conta bancária nem nas tantas que preciso pagar; não penso na idade nem na velhice; não me preocupo com o trabalho nem com coisas da casa que estão, a cada dia, mais estragadinhas.
Eu o compreendo no que ele provoca em mim, bem mais do que eu possa provocar, nas pessoas, com a minha imagem em lazer.
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Eu amo conversar; ler; assistir a um bom filme ou programa na TV; ouvir uma boa música; jogar baralho; observar pessoas; participar de uma "roda musical", sem grandes pretensões; beijar na boca e falar de amor. Mas nem sempre quando faço isso, estou em total entretenimento. Posso estar, quiçá em “recreio”, apenas.
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Eu me recordo do tempo de criança em que eu amava fazer desenhos pra ilustrar “composições”; montar quebra-cabeça; ler historinhas; soprar bolinhas de sabão e brincar com balões de festa. Odiava ser “interrompida”; quase sempre eu me assustava, pois estava “concentrada” demais. Era tudo muito sério, naqueles lazeres. Lazer é distração e para eu me distrair é preciso me concentrar no que faço.
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Tenho uma "fala" que é meio constante na minha vida - que eu já vivenciava lá, quando criança, mas que não sabia expressar -, é uma das minhas verdades: "para mim,felicidade é concentração." Se eu não estiver concentrada, feliz, eu não estou tendo um lazer, portanto.
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Quando estou em lazer eu não ouço os barulhos por perto (tá, sou surdinha, mas dêem um desconto, favô); não sinto cólica nem dor de cabeça; não penso em minha conta bancária nem nas tantas que preciso pagar; não penso na idade nem na velhice; não me preocupo com o trabalho nem com coisas da casa que estão, a cada dia, mais estragadinhas.
Há muitos “nãos” quando o: “sim, isso pra mim é lazer” ocorre comigo, percebem?
E o que sinto depois dessa total “concentração feliz” – mesmo que ela tenha ocorrido por pouco tempo – é um descanso tão intenso que nem o sono nem mil horas ociosas, mas não prazerosas, conseguem me dar. É como se eu me sentisse no céu. Assim, desse jeitinho cafona mesmo de dizer...
.
E esse lazer é vício, porque se eu o tive hoje, quero amanhã e depois e depois. E se não consigo repeti-lo, assim, mais amiúde, eu me sinto espantosamente frustrada, irritada e fico muito, mas muito chata.
E o que sinto depois dessa total “concentração feliz” – mesmo que ela tenha ocorrido por pouco tempo – é um descanso tão intenso que nem o sono nem mil horas ociosas, mas não prazerosas, conseguem me dar. É como se eu me sentisse no céu. Assim, desse jeitinho cafona mesmo de dizer...
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E esse lazer é vício, porque se eu o tive hoje, quero amanhã e depois e depois. E se não consigo repeti-lo, assim, mais amiúde, eu me sinto espantosamente frustrada, irritada e fico muito, mas muito chata.
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Nos períodos em que eu jogava baralho, por exemplo, me causava um certo frisson os minutos que antecediam uma partida. O mesmo ocorria quando eu ia pra aula de pintura. Essas duas coisas não faço mais, mas me recordo com saudade desses lazeres felizes.
Ler bons livros eu tenho lido nos últimos meses; assistir a bons filmes, não, infelizmente.
Ouvir música e descobrir as canções “na volta do dia” é um prazer infinito, é um lazer que me deixa plena e sinto tanto ter poucas horas para fazer isso. Atualmente, meu lazer musical tem um nome: Oswaldo Montenegro. A cada canção que eu descubro... é, inexplicável.
Conversar. Conversar eu gosto bastante, mas a conversa que me proporciona o bom lazer é com poucos que consigo manter.
Pra uma conversa me deixar concentrada não há que ter embate. Numa “conversa lazer” eu aprecio e considero instigante uma boa discussão, mas nunca o confronto. Se há, eu me canso. Não gosto de conversar com quem quer provar estar certo nem aprecio sentir vontade de provar as minhas certezas.
A minha “conversa lazer” é aquela que eu aprendo e ensino, que eu me divirto sem censuras e que também divirto o outro. É dos melhores lazeres que gosto de ter. E penso terei bastante com os meninos aqui em casa, quando eles vierem.
E foi o que tive nesta terça-feira com o meu amigo do peito, que amo de paixão e que veio aqui me ver... e conversar.
Amo conversar com ele, dá agonia quando ele vai embora. Mesmo que troquemos e-mails depois, como numa continuação do nosso infindável diálogo...
Além do quê ele é um homem lindo pra caramba e tem um dos melhores abraços desse mundo de meu Deus.
E na falta de beijar na boca e falar de amor (?!?1), que pra mim também é um lazer, eu fico com esses abraços calorosos e com a sensação de que o belo esteve por aqui, do meu lado, por um bom período.
Isso também é lazer... já que feliz e bastante concentrada eu fiquei e fico, né não??? .
Nos períodos em que eu jogava baralho, por exemplo, me causava um certo frisson os minutos que antecediam uma partida. O mesmo ocorria quando eu ia pra aula de pintura. Essas duas coisas não faço mais, mas me recordo com saudade desses lazeres felizes.
Ler bons livros eu tenho lido nos últimos meses; assistir a bons filmes, não, infelizmente.
Ouvir música e descobrir as canções “na volta do dia” é um prazer infinito, é um lazer que me deixa plena e sinto tanto ter poucas horas para fazer isso. Atualmente, meu lazer musical tem um nome: Oswaldo Montenegro. A cada canção que eu descubro... é, inexplicável.
Conversar. Conversar eu gosto bastante, mas a conversa que me proporciona o bom lazer é com poucos que consigo manter.
Pra uma conversa me deixar concentrada não há que ter embate. Numa “conversa lazer” eu aprecio e considero instigante uma boa discussão, mas nunca o confronto. Se há, eu me canso. Não gosto de conversar com quem quer provar estar certo nem aprecio sentir vontade de provar as minhas certezas.
A minha “conversa lazer” é aquela que eu aprendo e ensino, que eu me divirto sem censuras e que também divirto o outro. É dos melhores lazeres que gosto de ter. E penso terei bastante com os meninos aqui em casa, quando eles vierem.
E foi o que tive nesta terça-feira com o meu amigo do peito, que amo de paixão e que veio aqui me ver... e conversar.
Amo conversar com ele, dá agonia quando ele vai embora. Mesmo que troquemos e-mails depois, como numa continuação do nosso infindável diálogo...
Além do quê ele é um homem lindo pra caramba e tem um dos melhores abraços desse mundo de meu Deus.
E na falta de beijar na boca e falar de amor (?!?1), que pra mim também é um lazer, eu fico com esses abraços calorosos e com a sensação de que o belo esteve por aqui, do meu lado, por um bom período.
Isso também é lazer... já que feliz e bastante concentrada eu fiquei e fico, né não??? .
Uma linda quinta-feira pra todos vocês, pois nas quintas, é dia do melhor lazer que há aqui no Guaraná: dia de ler a humilde Rosana Tibúrcio... Tá, eu não presto, mas me divirto!!! Espero divertir "ocêis também tiquim."
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