quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O verbo é amar

Tema: D.R.´s
Por Nina

Casal que se ama
e faz juramento ao pé do altar
tem que ter consciência
e saber se comportar

Carinho, paixão, fervor
amor de perder o ar
ter ciúmes até que é bom
só não pode exagerar

Ter dúvidas no amor
discutir a relação
quem nunca fez isso
pode levantar a mão

Todo mundo quer saber
questionar, bisbilhotar
só precisa ter cuidado
pro outro não sufocar

As D.R.´s fazem parte
de qualquer relacionamento
mas tem hora pra discutir
não é em qualquer momento

Saber falar, ouvir
e muitas vezes silenciar
nos faz um ser humano
capaz de amar e amar

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Quero ver sangue rolar no copo-de-leite da noiva.


Tema D.R.'s
Por Rafael Freitas_


A cerimônia estava para começar. A igreja fora ricamente decorada com flores brancas. Copos de leite. Ou eram rosas e margaridas? Isso não era importante.

O vestido branco todo bordado. Os cachos cor de mel da dama de honra. As lágrimas da mãe do noivo. A ausência do pai falecido. As músicas escolhidas com tanto cuidado.
Nada era importante.

Aquele era o momento e ela não poderia esperar mais. Muitas coisas mal resolvidas já haviam ficado para trás e ela não poderia cometer o mesmo erro. Agraciada com toda solenidade, com o perfume de amor, das promessas e sonhos, nem esperou que o padre anunciasse o tão famoso “que fale agora ou cale-se para sempre”. Ela sabia que isso era coisa de novela. Foi então que a mulher de vestido vinho brilhante, cabelos loiros presos atrás, acompanhada pelo rapaz de terno cinza e cara sem graça começou. Olhos furiosos e frases ríspidas roubando a cena. Incomodando.

Discutiam a cena de ciúmes da noite passada. O atraso dele ao ir buscá-la no cabeleireiro. A cor da gravata que não combinava com seu vestido. A última vez que foram a um bom restaurante. A falta de interesse dele pela família dela. Ele, por sua vez, reclamava da prisão que o amor havia se transformado. Das peladas que não pode curtir com os amigos. Do vexame dela na porta do bar. Do tempo que estavam sem fazer amor.

Ali no altar, na presença de todos os convidados. Eles que eram testemunhas do casal que deveria ser o mais importante da festa. Agora eu era testemunha de tamanha grosseria e falta de consideração: estava sentado atrás dos tais padrinhos [ridículos].

Sempre acreditei que discutir a relação era necessário. Talvez seja quando os amantes estão abertos para ouvir e compreender o outro; quando os argumentos estão baseados no respeito e se a discussão se parece mais com um papo de amigos que com uma briga de pai e mãe.
Não era o caso. Cobranças e alfinetadas não fazem um amor melhorar. Nem reacender. Só machucam mais. Desgastam.

A prova dos nove: o namoro dos padrinhos desagradáveis acabou.
O casamento de que foram testemunhas não.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Preta pretinha

Tema: D.R.'s
Por LauraReis


Esse tema é engraçado porque eu quem o escolhi e fiz isso porque na época tinha acabado de colocar isso aqui no Click! [mentira.. aposto que foi bem depois...].
E, há três ou quatro dias, eu já não tinha ideia do que dizer. Mas eis que ontem esse livro chega até mim e bom... ele resume tanto o que eu penso a respeito de discussões de relação.
Todo mundo sabe que nunca fui muito de conversar. Expor meus sentimentos e discutir relações, até mesmo porque eu nunca tive muitas relações pra discutir (graças a Deus?). Mas certo dia um ser até então desconhecido me apareceu e, praticamente, me obrigou a ser do (meu) contra e passar a discutir a nossa relação que, por sinal, também foi quase uma imposição, mas bem.. A questão é que isso me fez perceber, mais nitidamente, o porquê de eu não fazê-lo sempre: sou desequilibrada.
É verdade, a partir do momento que tenho uma verdade e a outra pessoa tem outra que desafia a minha, eu me desespero e choro. Isso mesmo, eu viro emoção e choro. Não sabia disso, mas agora sei.
Só que pensar nesse relacionamento me faz lembrar de um outro que, também, me fez readmitir outros conceitos que eu já havia esboçado em minha lista como certos: não sou mesmo para compromissos que sejam sinônimo de cobrança. Pois neste segundo aí esse detalhe não existia e tudo parecia ser tão melhor.

Em suma: quando a gente gosta de alguém e alguém [supostamente] gosta da gente não há motivo pra discussões. Considerando que quando elas acontecem só fazem você perder seu tempo, sua paciência e, muitas vezes, a própria razão.
É isso.

“Cobrança é o início de uma discussão e o fim de um relacionamento”
Laura Reis, aquela que sabe das coisas.




Resuminho do livro:
Um casal que viveu junto por anos se separa e depois de outros anos se reencontram e discutem até cobrar explicações, até contar mil verdades, até ficar alucinado e começar a viajar um no outro e ambos no ambiente e nos próprios sentimentos e começam a pensar e falar tudo o que vem à cabeça pra que, no fim... bom, leia o livro.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Meu perfil numa canção...

Tema: música
Por Rosana Tibúrcio

imagem

Música: Amor de índio de Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Creio: tudo que move é sagrado e remove as montanhas
Encontro ideal: com todo o cuidado, meu amor
Paixões: enquanto a chama arder
Vícios: todo dia te ver passar; tudo viver a teu lado
Par perfeito: com o arco da promessa do azul pintado, pra durar
Me atrai: abelha fazendo o mel
Ser feliz: vale o tempo que não voou
Fiz um pedido quando: a estrela caiu do céu
Que se realize: o pedido que se pensou
Com outros aprendi: o destino que se cumpriu
Saudades: de sentir seu calor e ser todo
Para o futuro: todo dia hei de viver para ser o que for e...
O que mais gosto em mim: ser tudo
O tempo diz: sim, todo amor é sagrado e...
O que mais chama atenção em mim: o fruto do trabalho
Sexo: é mais que sagrado, meu amor
Na cozinha: a massa que faz o pão vale a luz do teu suor
Pra aquietar: lembra que o sono é sagrado e...
Saudade: alimenta de horizontes o tempo acordado, de viver
Preciso taanto: no inverno te proteger, no verão sair pra pescar
Quero muiiiito: no outono te conhecer, primavera poder gostar
Desejo e não é pouco: no estio me derreter
Vem meu amor: pra na chuva dançar e andar junto
Então...: o destino que se cumpriu...

Uma linda quinta-feira pra todos vocês, pois nas quintas há algo diferente no ar e hoje, apesar de tudo tão correndinho, há um tempo pra sonhar. Venhaaaa, dançar na chuva e andar junto, pois todo amor é sagrado...

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A música e eu

Tema: Música
Por NinaReis

A música que me embala
desperta emoções
a música que me freia
não traz boas recordações

Todo mundo tem sua trilha
e seu gosto musical
uns se agitam no silêncio
outros preferem carnaval

Gosto muito de samba
de forró e sertanejo
mas se me levarem pra ópera
me deixarão com bocejo

Sempre gostei de tudo
de mpb, rock e pop
mas se tem algo que não curto
é o tal do hip hop

O rap me entusiasma
e me lembra o Pensador
mas o funk e o axé
pra mim é o mais animador

Seja por onde for
seja em qualquer biboca
vocês podem ter certeza
que eu pulo feito pipoca

Preciso agora confessar
preciso dizer a verdade
o dançar coladinho
é o que tenho mais saudade

Minha vida sem música
não consigo imaginar
para cada momento
uma tem o seu lugar

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Assinado eu.

Oi, gente.

A música é essa, mas o contexto vou ter que contar depois. Um post provisório. Feio, eu sei. Vergonha, né?! Também sei.
Mas logo que puder eu volto.

Assinado: Eu.

Assinado eu.
Tiê
Composição: Tiê

Já faz um tempo que eu queria te escrever um som
Passado o passado, acho que eu mesma esqueci o tom
Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão. Eu sei.

Da primeira vez quem sugeriu eu sei, eu sei, fui eu.
Da segunda quem fingiu que não estava ali também fui eu.

Mas em toda a história é nossa obrigação saber seguir em frente, seja lá qual direção.
Eu sei.
Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom.

Mas se é contrário, é ruim, pesado, e eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você me aceite como amiga, ainda vou te convencer.
Eu sei.

E te peço, me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada pois fiquei atordoada,
Faltou o ar,Faltou o ar.

Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá.