quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tempo de plantar, adubar, regar e colher


Por Rosana Tibúrcio


E eis que a menina realizou seu sonho encantado: ter um Colégio.
Mas estão pensando o quê?
Que ter Colégio é pintar paredes; montar um laboratório e uma cozinha; comprar materiais novos (pedagógicos ou não); ir 355 vezes na Superintendência de Ensino; contratar professores; catalogar os livros (tudo nas normas da ABNT); organizar lista de materiais dos alunos; pagar as contas que chegam a todo instante; fazer matrículas; ouvir as reivindicações e sonhos dos pais dos alunos; participar de intermináveis reuniões e dizer: bom-dia, boa-tarde, meus alunos???
Nãnãninãnão, moçada!!!
Sonho realizado! Mas a realidade que se apresenta é: uma turminha de pequenos que não deixam a Educadora lanchar direito; a vontade de beber guaraná com os amigos e sem tempo pra tal; os e-mails comunitários, mas sem a presença constante de suas tiradas e participações; a ausência dos comentários da melhor comentarista “blogueana” que existe neste mundo netiano e por aí...
Orkut? msn? Papo nos blogs ou ao telefone? Um almoço mais sossegado e o sono dos justos, com a possibilidade de acordar mais tarde no outro dia??? Um sábado ou domingo de folga???
Nãnãninãnão, moçada!!!
No ajuste dos sonhos, a realidade da menina Educadora não é mais tão glamourosa como antes.
Mas ela sabe que não será assim para sempre. Sabemos nós, também.

Simsimsimsimsim, moçada!!!
Há um tempo de plantar, adubar, regar e colher.
Por enquanto a Educadora tem só plantado e adubado. Porém, aos poucos, as sementinhas daqui e dali irão se desenvolver e precisarão só serem regadas.
Aí haverá mais tempo pra menina Educadora cuidar de outras coisas e outros sonhos que gosta e precisa.

Ela então voltará a entrar nesta casa todo dia, como sempre fazia, pois sabe que seu lugar é também aqui, conosco.
Ela sabe ainda que, por ora, só podemos ajudá-la de forma mental e espiritual. Há muito torcemos por nossa Educadora e no tempo de agora, em que ela planta e planta, aduba e aduba, estamos aqui, longe e perto pra acalentá-la e torcer por ela. E depois, quando for tempo de regar, teremos a menina todo dia aqui de novo; e, mais depois ainda, juntos, bem juntinhos, iremos observá-la colhendo tudo que plantou.

Simsimsimsimsim, moçada!!!

Paulinha, estamos sentindo muito sua falta e se pudéssemos plantaríamos e adubaríamos com você, tudo que fosse necessário... mas as circunstâncias não permitem... e ficamos mesmo só na torcida.
Mas promete que quando for famosa e participar do quadro “superação”, dirá que te ajudamos a plantar e adubar??? Uma mentirinha só, vai? O Faustão nem perceberá, ele é mei-tolo-sá!!!

Simsimsimsimsim, diz aí Paulinha!!!

Uma linda quinta-feira a todos vocês, pois nas quintas há algo diferente no ar e hoje há o desejo de que nossa linda Paulinha tenha sucesso e só sucesso na sua vida e carreira de menina-sonhadora-mulher-educadora-dona-de-colégio-com-alunos-custosos-e-saudosa-dos-seus-amores-guaranetes.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vem comigo, vem?

Por Nina Reis



Guaranetes e visitetes, me desculpem pela semana passada. Mas foi impossível conectar.
De uma coisa valeu a pena pois, no dia do post não postado, estava na casa da minha amiga Renata que acabara de chegar da Irlanda.
Aproveitei para fazer todas as perguntas, afinal de contas minha curiosidade estava atiçada.
Viajei ao escutá-la.
Sempre senti vontade de conhecer a Europa, mas depois de todo o depoimento da minha amiga, confesso que o desejo aumentou.
Quero percorrer se possível, cada lugarzinho da Europa. Desfrutar de toda maravilha. Tirar fotos, conhecer pessoas diferentes, aproveitando cada minuto da minha viagem.
Aí sim, quando chegar em Veneza, quero que meu relógio pare. Quero esquecer de tudo.
Veneza é a cidade de sonhos, que simboliza o romantismo. Penso, que ao chegar, não conseguirei conter minha emoção (isso é o que diz um *site que visitei), que ainda reforça: "Canais cortados por pontes em arco, gôndolas deslizando em silêncio pelas águas, palácios medievais formam um conjunto sem igual, e transformaram este lugar num sonho".
Esse é o meu, o meu sonho.

No Brasil, tenho muita vontade de conhecer Fernando de Noronha. Nesse dia, Laurinha, Rafa e eu iremos juntos, afinal os 3 relataram ter vontade de conhecer, aí é claro que se vamos os três, Paulinha e mamãe também irão. Será uma festa.
Depois do que escutei no final do ano e do post que minha mãe escreveu, quero conhecer Paraty também. Mas lá faço questão de estar com as pessoas que mais amo.
Então se preparam, até 2010 temos que ir pra Paraty.
Quem vem comigo? Hein?
.
Obs.: enquanto a minha viagem não sai, quero gritar pra Paulinha: volte depressa pra tomar um guaraná com a genteeeeeee, Paulinhaaaaaaaaaaaa.
Vem comigo, vem? Saudades e beijocas ocas ocas...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tô em dúvida quanto ao título!


Eu sou muito indeciso, sabiam?

Fico horas no supermercado, parado em frente à prateleira, tentando escolher a melhor escova de dente. Penso no preço, no modelo, na cor...

E se pra escolher uma escova é assim, imaginem pra decisões mais importantes?!
Eu piro. Pensamentos a mil, euforia mais medo mais novidade mais ansiedade mais vantagens mais desvantagens mais valores e mais e mais e mais! Um turbilhão dessas coisas e eu me vejo ali, descabelado, gritando, as mãos na cabeça enquanto rodopio no meio do furacão. De repente ele para e eu, sem nem saber como, me vejo tranquilo de novo, num papo ao telefone, em risadas depois de uma tacinha de vinho com amigos, num filme bacana e emocionante. É o momento que incubo tudo o que já pensei e deixo que meu cérebro trabalhe sozinho, sem ter que me empurrar pro tal turbilhão exagerado.

Mas nem era disso que eu queria falar!
Eu queria falar das escolhas, daquela frase clichê: “Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você”. Alguém aí pode se manifestar sobre? Concordam? Parece coerente, às vezes, mas não resolve muito quando você tem uma decisão importante pra tomar, um caminho pra escolher e essa frase fica te martelando.

Nem era sobre isso também, mas quase.
Era sobre as oportunidades que a vida oferece! Isso! A novidade, a mudança, o sentimento de estar vivo! E quando você deixa a oportunidade passar...

Nada!
Vou mandar um recado pra Paula!
Alô, Paulinha! Cadê você?
Os clientes estão reclamando sua falta! Nossa equipe está desfalcada, desmotivada, chateada com seu sumiço, mesmo sabendo que existem motivos.
Volta, ovelha desgarrada, filha desnaturada, sócia ingrata!

Volta que eu te ajudo a resolver qualquer problema, te apóio, te admiro e inté te ofereço muitchos dinhêros! (Desde que não tenha que tomar alguma decisão importante!)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Dos caminhos que eu vou estar percorrendo*.


Ganhei (da Nina), no fim do ano que se passou, um livro: Comer, rezar e amar, de Elizabeth Gilbert. Lendo-o sinto uma vontade imensa de preparar minha mochila e percorrer por todos os caminhos e lugares lindos que ela foi [basicamente são os três I’s: Itália, Índia e Indonésia].
Ao ler aquelas histórias maravilhosas de Elizabeth em seu livro, ou então ao ver as fotos dos meus amigos que vão e vem de intercâmbios e viagens exteriorizadas eu me corroo com aquela tal inveja branca e sinto que está passando da hora de eu fazer o mesmo. Mas cadê a grana e a coragem?
Gente, eu juro que custo a me virar sozinha em minha própria cidade. Se me colocarem em um veículo e me levarem três quadras acima de minha casa eu não sei se sei voltar. Tudo bem, eu sei que eu também não pararia pra chorar (penso), considerando que nas vezes em que pensei estar perdida pude notar que achei graça e tentei encontrar o caminho de volta. Ma estando tão longe de tantas pessoas não sei se seria tão divertido assim.
Sinto vontade, então, de viajar com os amigos e até com a família (família às vezes é um porre, diz aí – isso não é uma indireta para ninguém, juro!) para inúmeros lugares. E na última viagem familiar que fiz (para Brasília, em janeiro) minha prima querida ganhou
essa agenda que avisa até que cor você deve usar no dia, olha que beleza! E nela tem, além dos números do mês, do dia, do ano, da vida e mais mil coisas os lugares para os quais tais números devem viajar..
Considerando que tenho vontade de ir para milhares de lugares como Campos do Jordão, São Paulo, Acre (alguém conhece esse lugar? Meu sonho é falar que fui pra lá. hahaha), Espírito Santo (saber onde minha família linda esteve), Nova York, Amsterdã (pelos mesmos motivos da mamãe), Fernando de Noronha, Maragogi, e toda uma lista infinita, agora adicionei a ela as outras seis cidades que tem na lista do tal do meu número: Rio de Janeiro, Cabo Frio, Porto Alegre, São Luís, Saquarema e São Lourenço.
No Rio de Janeiro eu andaria de bondinho, tiraria aquela foto exclusiva com o Cristo de fundo, passearia pelo Jardim Botânico, Copacabana, Leblon e todas as ruas por onde nasceu e cresceu a Bossa Nova, minha querida.
Em Cabo Frio em iria em todas as mil praias para aproveitar todos os 20 anos, ou quase, que fiquei sem conhecer essa beleza de Deus.
Porto Alegre é no sul, meu sonho de consumo. Queria ter nascido lá, estudado lá, quero me casar lá, morar lá para sempre. Eu fico pensando que lá é quase um universo paralelo, sabe? Sem contar que os lugares ao redor são trechos das músicas do Armandinho, que, foi mal aí, eu ainda gosto muito de ouvir. [Obs.: em Porto Alegre tem a
praia de Ipanema. Certeza que tem altas ligações essas cidades todas aí. Medo.]
São Luís não me agradou muito como opção, mas aí lendo
isso aqui eu fiquei pensando nas tais dunas e sei lá, nem sei se aquilo é de verdade, preciso comprovar!
E Saquarema... meu Deus.. eu já ouvi esse nome em algum lugar mas e daí? Nada que nosso amigo conselheiro Google não resolva ne? E se ele falou que lá é a capital nacional do surf eu é que não vou achar ruim conhecer um fake do elenco de Três irmãs.
Agora São Lourenço... minha irmã disse que vai me levar no Parque das Águas, eu já aceitei e fechou no três. Além disso lá tem Maria Fumaça e feira de artesanato, eu poderia morar por lá também... quem sabe.
O interessante seria eu ir a pelo menos um desses lugares e esse passeio me render boas histórias publicáveis e me fizesse autora de um Best seller como Elizabeth.

Ps.: queria ter uma finalização tipo ‘talecoisa...porque nas quintas....’, acho um charme. [mãe, sou sua fã!]

*ahiushiuasdhiuadhidsuahdsaiuhdsaihgsdaiuhdsiuhdsaiudhsiusdahiusadhjidasuhfiuhaui

LaurinhaReis.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um caminho que eu traço Para-ty

Por Rosana Tibúrcio
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Sou nascida em Patos de Minas, Minas Gerais, só conheço o Brasil e nunca fui mais longe que no Espírito Santo ou na Bahia (Porto Seguro, mais especificamente).
No Espírito Santo eu morei por quase 7 anos. Conheci várias cidades de lá e morava em Nova Venécia, que era um lugar bem feinho, na época.
Eu adorava aquelas praias bonitas do Estado e dentre as cidades que eu conheci, praianas ou não, a que eu mais amava era São Domingos, onde eu comia o melhor bolinho de bacalhau deste mundo de meu Deus.
Tenho vontade de voltar àquela cidade, ir naquelas lanchonetes lindinhas que havia na Rodovia que passava por lá.
Em lugares fora do Brasil, são poucos o que desejaria conhecer: o Vaticano e Amsterdam.
Acho que só, por ora não me recordo de outro lugar que me chamasse a atenção e me despertasse um desejo de ir até ele.
Vaticano me desperta uma coisa meio sacra e Amsterdam - com aquela porrada de flores em todos os lugares e tudo com umas luzes que convidam ao romance - a libido... (olha o paradoxo aí, minhas gentes).


Agora, no Brasil, além de ter vontade de conhecer o sul – lá pras bandas da terra da nossa lôra mais amada dos blogs (a minha amada Laquinha) – o único lugar que eu gostaria de ir mesmo é Paraty. E se possível quando da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que este ano ocorrerá em julho, do dia 1º, numa quarta-feira, ao dia 5, num domingo e homenageará Manuel Bandeira.
De todos os homenageados, desde 2003 quando do primeiro festival, o Bandeira é o escritor que menos conheço.
Imaginem vocês, eu lá em meio às homenagens à Vinícius de Moraes (2003); Guimarães Rosa (2004); Clarice Lispector (2005); Jorge Amado (2006); Nelson Rodrigues (2007) e Machado de Assis (2008)? Eu ia surtar, sobretudo se tivesse assistido as homenagens aos 3 primeiros. Nó...
E se eu não fosse em Paraty no período da FLIP eu não me importaria... queria mesmo era andar naquelas ruas, à tardezinha...de preferência muito bem acompanhada.
Aquilo lá atiça romance, também, é o que me parece.
E penso ainda que em Paraty o ano todo cheira mês de maio...
E é muito provavelmente por isso que tanto sonho em conhecer esse lindo lugar...


Vamos comigo??? Prometo traçar um caminho dos deuses para nós...ou então sigo vocês, pouco importa.
Quero mais é tirar trocentas fotos e ser muito feliz!!
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Uma linda quinta-feira para todos vocês, pois nas quintas há algo diferente no ar e nesta, há roteiros e roteiros de viagem, só escolher o seu e ficar pronta para os flashs

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Roteiro de viagem!

“Não vá a um lugar onde não existe amor, mesmo se lá as nuvens fizerem chover ouro”.

Sempre gostei desta frase. Li em uma agenda há algum tempo atrás e deixei-a copiada num caderno com pensamentos e poemas que gostava. Sempre pensei que fosse de Tagore (escritor, poeta e músico indiano, amigo íntimo de Mahatma Ghandi), mas dele era outro pensamento anotado no mesmo caderninho. É, na verdade, de Kabir, um dos grandes poetas místicos ou santos-poetas da Índia Medieval.
Pra que mesmo esse contexto todo?
Porque desde quando comecei a pensar sobre estes lugares que gostaria de conhecer, lembrava desta frase. E gostei da coincidência de seu autor ser indiano porque um dos lugares que quero conhecer é a Índia.

Essa vontade surgiu em agosto de 2007, quando fui procurar informações sobre o Taj Mahal, o mausoléu-palácio de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita que morreu após dar a luz a seu 14° filho. O palácio foi construído sobre o seu túmulo. É considerado a maior prova de amor do mundo e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Sempre gostei, também, do estilo das roupas indianas, mas sabia pouco sobre a cultura do lugar, nada além dos nomes Ganesh e Shiva, daquelas imagens de elefantes com mãos ou do Kama Sutra. E vale lembrar que eu tenho um pezinho nessa questão espiritual de incensos e muita curiosidade sobre os deuses indianos.
A novela Global “Caminho das Índias” tem contribuído para que eu visualize mais detalhadamente as cores, as roupas, os costumes, a religião. E só aumentado minha vontade de ir pra lá.
Quem sabe se não me acontece o mesmo que aconteceu a um outro bordamatense : ganhou na loteria e a primeira coisa que fez foi uma viagem pra Índia. Assim que voltou, abriu uma loja de roupas com estilo indiano, a Alpharrabyo, que produz peças bem bonitas.

Quero conhecer a Grécia também, aquelas ilhas todas, o azul que não se sabe o que é mar e o que é céu, como vi nas fotos de um amigo que esteve lá. E a Itália, passear de gôndola em Veneza, pra ser bem exato.

Mas antes pretendo conhecer mais do Brasil. Não sou o mais patriota de todos, mas amo ter nascido aqui e saber que, mesmo que não possua condições financeiras para tanto, tenho maravilhas da nossa geografia para vislumbrar.
Por exemplo, Fernando de Noronha, que é coisa de sonho mesmo. Quando eu vejo imagens, vídeos daquelas águas tão azuis, das piscinas naturais, eu quase surto! Como pode existir uma coisa tão bonita?

Na lista ainda estão Jericoacoara (que irei com meu amigo Leo Saraiva), O Rio de Janeiro que continua lindo (Pão de Açúcar, Cristo Redentor e andar de bondinho), Paraty – RJ com aquela arquitetura típica do Brasil colonial, Ouro Preto de Aleijadinho, sua esculturas, seus morros e igrejas lindas.

Ah! Em breve irei pra Escarpas do Lago, um condomínio de luxo na cidade de Capitólio, aqui em Minas mesmo, nas margens da Lagoa de Furnas. Meus irmãos já foram e se não me levarem da próxima vez, ficarei deveras ofendido. Quero ir pra Porto Alegre, ver umas pessoas bem queridas e pra São Tomé das Letras, ver o sol nascer em cima de uma pedra falando com bruxas e gnomos.

E prometo trazer várias lembrancinhas, suvenirs, camisetas com a frase peculiar "Estive em Fernando e Noronha e lembrei-me de você!" e desenhos de golfinhos, chaveiros, casinhas feitas de pedra.
É só lembrar dos amigos, do Guaraná, pra garantir que haja amor em todos os lugares que for!
E se lá não tiver, reparto o que tenho aqui dentro!

Beijo do Rafa!